11.28.2009

Uma tarde com Pelé! (1972)

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Pelé fala...

Pelé chuta...

Pelé comanda...

...mas quem perde gol é Lica!

Aplausos para Pelé, laranjas para Giba (Gilberto Nahas), um correto bandeirinha.
(Coluna de Sérgio da Costa Ramos, jornal O Estado, 17/08/1972.)

11.27.2009

Adolfo Konder em dia de Rei

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Relembramos aqui no blog diversos aspectos do encontro histórico entre o Avaí e o Santos de Pelé, no Adolfo Konder, em 1972: a chegada da delegação santista na ilha, o muy loco goleiro Cejas, a luta de Rubão para não tomar gol de Pelé e a própria partida em si, que terminou 2 a 1 para o Santos. Chegou a vez de relembrarmos o palco por onde desfilou a Majestade, o Adolfo Konder do Rei Pelé!

Pelé jogou os 90 minutos sem correr muito, mas o suficiente para mostrar seu jogo. Passou, chutou, driblou, deu chapeuzinho e a camiseta que utilizou na partida para o jogador Ismael. No final saiu reclamando apenas do gramado do Adolfo Konder e fazedno uma afirmativa de muito importância, embora todos já sabiam: "Florianópolis precisa de um estádio." Os vestiários do Adolfo Konder também não agradaram a delegação santista, que após a partida preferiu embarcar no ônibus e ir direto para o hotel.


O Templo do Futebol Avaiano, em 1972, resumia-se a alguns degraus de arquibancada e algumas cadeiras de palha agrupadas à margem do campo, que obviamente não foram suficientes para abrigar o reino de Pelé. Sobraram "espaços alternativos" como em cima dos muros, nas raízes ou nos galhos das árvores, no chão, em pé ou conquistando espeços inimagináevis como os telhados das casa vizinhas.


O campo tinha areia movediça, moitas rebeldes e buracos em profusão. O cenário era provinciano, mas pouco importava. Tinha gente que levou marmita para o estádio para poder escolher um lugar privilegiado, já que os portões foram abertos um pouco depois do meio dia. Quem demorou muito a chegar, acabou do lado de fora, amargando a decepção de perder o único e último concerto de Pelé na ilha.
Mas, quem não se importou desafiou as leis da gravidade e tal qual Ícaro - ou Tarzan - subiu numa árvore e viu o Rei da Selva. O jornal O Estado setenciou: "Avaí e Santos foi a prova mais rematada de que o futebol espetáculo tem mercado em Santa Catarina. Fiéis existem, falta o templo".


(Fonte: jornal O Estado, 17/08/1972.)

Jorginho é avaiano! (replay)

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Um dos nomes mais fortes nas rodas de fofoca, onde uma verdade dura um dia, Jorginho Cantinflas preenche o perfil descrito por Moisés Cândido em entrevista ao pessoal do InfoEsporte: o dirigente deixou escapar que o novo comandante azurra será uma “aposta”, assim como foi o próprio Silas. Na opinião de Moisés, existe uma dificuldade financeira para o Avaí acertar com um treinador de ponta. Logo, não custa nada relembrar que Jorginho é Avaiano, em texto já publicado aqui no blog!

Jorge Luís da Silva, conhecido como Jorginho, ou Jorginho Cantinflas, foi revelado como ponta-direita da Portuguesa de Desportos nos anos 80 e teve passagens pelo Palmeiras, Atlético Mineiro, Fluminense, Santos, Avaí, entre outros. Pendurou as chuteiras em 2004 e iniciou sua carreira como técnico, tendo em seu currículo a equipe do União de Mogi das Cruzes (2007) e os juniores do Palmeiras, a partir de 2008. Com a saída de Vanderlei Luxemburgo, Jorginho assumiu interinamente o cargo até ser substituído por Muricy.

Jorginho se apresentou ao Avaí no dia 20.05.2002, vindo Rio Branco de Americana, com um contrato de 3 meses. Estreiou no Avaí no dia 22.05, na derrota para o Criciúma por 2 x 1 lá no Heriberto Hulse. Jogou 17 partidas pelo Avaí (11 no catarinense e 6 no seletivo da Sul-Minas). Não marcou nenhum gol. Seu último jogo foi no empate de 1 x 1 com o Guarani de Venâncio Aires na Ressacada, no dia 03.08.2002.

Como treinador do Palmeiras em 2009, Jorginho foi interino por sete partidas: venceu cinco, empatou uma e perdeu outra, o que lhe confere um aproveitamento de 76%. Não foram poucos os gritos de "Jorginho! Jorginho!" da torcida palmeirense após o baixo desempenho do Palmeiras com Muricy Ramalho. O detalhe é que o elenco palmeirense comprou a briga por Jorginho e ia a campo disposto a honrar o técnico, assim como o Flamengo de Andrade. O elenco avaiano comprará Jorginho? Será este o nome que substituirá Silas? Vale lembrar que, por enquanto, é só mais um boato.
(Dados da passagem de Jorginho pelo Avaí: Spyros Diamantaras e Vandrei Bion.)

As time goes by

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Alguém disse que o mais triste de uma despedida é a incerteza de uma volta. Acho sim que um dia Silas volta. Ainda vamos torcer para um time dirigido por Silas, nem que seja na Seleção Brasileira. A foto ao lado foi publicada aqui no blog na Foto de Quinta de 27 de agosto, mas, hoje, o filme é outro.

Carianos. Novembro de 2009. Logo no início da reunião de ontem um repórter pergunta a Silas o que ele fez na noite anterior, ele responde: “Faz muito tempo para que eu me lembre”. Na mesma conversa, o repórter insiste para saber o que ele fará depois da reunião com a Diretoria do Avaí e obtém a resposta: “Não costumo fazer planos a longo prazo”.

Em outro momento, após Silas contar para a Diretoria que não ficará para 2010, Zunino suspira e relembra o ano mágico de 2008: “Eu me lembro de todos os detalhes. Os alemães vestiam cinza e você, azul”. Presidente do mais tradicional clube catarinense, ao ver Silas deixando a sala de reuniões Zunino fala: “Tantos clubes, em tantas cidades em todo o mundo, e ela tinha que entrar logo no meu”.

No portão de metal da Ressacada, Silas é envolvido por um grupo de torcedores avaianos que perguntam o que será de nós sem ele. “Nós sempre teremos Paris”, ele responde. E foi o fim de um casamento e o início de uma bela amizade...

Já começou o festival de chutes para ver quem o substitui: Vagner Mancini, Chamusca, Zetti, Fosatti, Jorginho, Renê Simões, Nelsinho Batista, Lauro Búrigo, Polidoro Júnior diz que o nome é Vagner Benazzi e ele já se encontra no vestiário da Ressacada... (brincadeirinha!). A despeito de quem o substitua, tenho pena por antecipação. Não será fácil substituir um Ídolo. Silas sai do Avaí para entrar na História.

(Foto: Rubens Flores.)

11.26.2009

Avaianização do futebol em duas palavras.

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Amor e Tradição.

Foto de Quinta: Adilson Heleno maior que Pelé.

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Na segunda feira perguntei qual dos dois jogadores haviam vestido a camisa do Avaí, Pelé ou Sérgio Ramirez. Só o Eduardo Santos caiu na pegadinha, já que os dois jogadores haviam vestido a camisa azurra, Ramirez como treinador e Pelé como garoto propaganda da Nestlé, em 2008.

A foto de Pelé com a camisa do leão, mesmo que num mero anúncio publicitário, é histórica. Se eu fosse membro da diretoria do Avaí pediria autorização para reproduzi-la em alguma parede da Secretaria no clube, tamanha a magnitude que Pelé representa para o esporte bretão. De mentirinha ou não, é de arrepiar.

Contudo, a camisa avaiana naquela imagem me fez lembrar que Pelé não foi o maior jogador da história do futebol. A frase parece absurda, mas nem tanto. Pelé conserva sua majestade porque teve a sorte de pegar uma época em que a televisão e o video-taipe estavam avançando. Seu futebol ficou registrado, ainda que em velhas fitas, em trechos de jogos e algumas partidas completas, mais próximas da década de 70.

Outro fato que transformou Pelé na Majestade do futebol foi o fato dos cronistas esportivos que o viram jogar terem sobrevivido ao tempo, sendo que muitos ainda continuam vivos, além de ex-jogadores, ex-companheiros de times e/ou adversários. Por exemplo, há um tempo atrás uma parte da crônica esportiva catarinense resolveu eleger o melhor time do Avaí de todos os tempos. Entre os eleitos estavam o goleiro Adolfinho (década de 40 e 50), o volante Rogério (década de 50), o zagueiro Deodato (década de 60), o lateral Mirinho (década de 60)... Agora, eu pergunto, de todos os freqüentadores do blog ou de comunidades sociais da internet, quantos viram alguns desses jogadores jogar, seja ao vivo ou em vídeo-taipe? Aliás, creio que nem existam tais fitas...

Neste ano perguntei aqui no blog e no orkut qual o Time dos Sonhos do Avaí. Teve César Silva, Fossati, Marquinhos Santos, Jacaré, Altair Léo Gago, Eltinho, Evando, Dão, Batista, Muriqui, Itá, Flávio Roberto. Quando muito, alguns poucos lembraram de Veneza e Zenon. Mas, com certeza, ninguém citaria os grandes Cavallazzi, Deodato, Mirinho, Nizeta, Saulzinho... O motivo é simples, não o viram jogar.

Se fosse possível fazer uma eleição democrática, com cada avaiano tendo direito a um voto, ainda assim muitos dos escolhidos seriam jogadores da safra 2009. Muito merecido, aliás, sou da opinião de Silas, que quer transformar esse grupo no melhor Avaí de todos os tempos.

Por isso mesmo talvez o reinado de Pelé esteja com seus dias contados, como disse Max Gehringer, na Revista Placar, em 2001. Talvez dure, no máximo, mais algumas poucas décadas caso lancem o filme “Pelé Eterno” em blue-ray, o sucessor do DVD. Até para mim, que só vi Pelé em VHS, em participações em jogos da seleção de master na década de 80 transmitidas pela Bandeirantes (ainda não era Band), ou em reprises de “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”, Pelé já não é o maior.


Que eu tenha visto jogar, a maior Majestade do Futebol foi Adilson Heleno e ele vestia azul e branco, habitava um castelo de tijolinhos a vista chamado Ressacada e em seu reinado aconteciam maravilhas como gols de falta do meio do campo aos 40 minutos do segundo tempo, lançamentos longos milimetricamentes planejados, passes impossíveis, tabelinhas desconcertantes e um chute certeiro que nuca errava o alvo. Desculpe, Pelé, mas quem viu Adilson Heleno jogar, nunca vai esquecer.

(Obrigado ao colega Pimpador pela dica do vídeo da Nestle no Youtube!)

Joceli no Catarinense 2010!

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A semana no Imbituba F.C., após a conquista do título da segundona e a vaga para o catarinense 2010 é de reuniões e conversas sobre o planejamento. A pretensão da diretoria do clube é manter 70% do atual elenco. Algumas dispensas já aconteceram nesta semana, conforme noticiou o blog do Imbituba. Vale lembrar que o meia Beto [Cachaça] já foi embora do clube antes mesmo das finais da segundona... Por enquanto, de concreto é a permanencia do avaiano Joceli dos Santos no comando do time! Nada mais justo para o rei do acesso do Catarinense!

Por onde anda: Rubão!

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Lili, cobre o flanco esquerdo! Rogério, cuida da tua direita! Batista, marca atrás!” Eram os gritos constantes do goleiro avaiano Rubens, preocupado em manter Pelé longe da meta. Qualquer descuido com o Rei poderia ser fatal e tudo o que Rubens Ignácio Vicência queria naquele dia histórico era poder sair de campo e dizer ao repórter: “Atuei contra o Rei e não tomei gol dele!”

Pelé entrou em campo decidido a cumprir as ordens de Pepe, para quem o Santos só jogava para ganhar. Logo aos 2 e aos 4 minutos o Rei fazia suas primeiras jogadas, ensaiando tabelinhas com Nenê e Léo. A partida nem havia esquentado quando Pelé roubou a bola de Moacir e lançou Jader na ponta direita, que ganhou na corrida de Orivaldo e cruzou na pequena área para Alcindo. Frente a frente com Rubens e livre da marcação de Lili, o atacante não teve dificuldades em abrir o escore.

Muito vigiado por Lili e Rogério, Pelé ficou limitado às tabelinhas com Nenê e Alcindo. Aos 10 minutos lançou Alcindo que sofreu falta na entrada da área. Após a cobrança a bola sobrou para o Rei, que num chute violento da intermediária quase surpreendeu Rubão!

Outra jogada digna do Rei aconteceu aos 28 minutos, quando aplicou um chapei em Lili e entregou para Jader, num lançamento que foi aplaudido pelo público! Sua última jogada no primeiro tempo foi aos 41 minutos, quando pulou na bola com Rubens num cruzamento de Edu. Rubão foi mais alto e o Rei aceitou sua inferioridade no salto, passando a mão na cabeça do goleiro avaiano dizendo: “essa não deu”.

No segundo tempo Pelé voltou decidido a fazer seu gol em Florianópolis. Aos 2 minutos largou uma tremenda bronca em Nenê que não lhe passou a bola quando Rubens havia rebatido com as mãos. Aos 5 minutos Pelé roubou a bola de Rogério e tabelou com Alcindo até a pequena área, chutando de bico quando a defesa estava em polvorosa. O tiro saiu por cima do gol de Rubens!

Apesar disso, Rubão continuava a passar o jogo inteiro gritando, sentindo que o Rei estava disposto a marcar o seu gol. Quando, aos 6 minutos, Pelé perdeu uma disputa de bola pelo alto com Lili, a torcida avaiana vibrou, mas logo foi repreendida por Rubes: “Não mexam com o homem!”.

Muito marcado pelos zagueiros avaiano, Pepe ordenou que Pelé jogasse mais recuado, armando as jogadas de trás, fazendo, enfim, Rubão respirar mais aliviado. Com Pelé longe da área ficaria mais fácil cumprir sua meta: não tomar gol do Rei!

Se Pelé foi a atração da festa para os milhares de avaianos que compareceram ao Adolfo Konder naquele dia, foi também para Rubão, que no fim da partida pode bater no peito e dizer: "não tomei gol do homem"! Outra curiosidade é que Rubão está na lista junto com Eduardo Martini e César Silva como os goleiros que marcaram gols pelo Avaí, mas isso já é outra história! Na semana passada (foto), como noticiou o blog de Polidoro Júnior, Rubão passou por São José, onde esteve participando da premiação do Cobra Criada em homenagem aos goleiros negros em Santa Catarina, ao lado de outros destaques como Joceli e Jurandir. Taí uma boa indicação para a Calçada da Fama do Memorial dos Atletas avaianos! Rubão é Raça Avaiana!

Gols Avaianos pelo Mundo!

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Daqui a pouco vão dizer que eu tenho uma fatia do passe de Rodrigo Félix e quero trazer ele de volta para o Avaí, mas não é verdade! Não tenho culpa se o Rodrigo anda com o pé calibrado e não sai aqui da seção! O fato é que o 2º turno da Bahrain 1st Division só volta em janeiro de 2010, e a próxima competição do Al-Bahrein, time de Rodrigo, será a Taça do Rei que tem data prevista para o dia 31 de dezembro. Enquanto isso seu time disputa alguns amistosos para mater o ritmo de jogo. Ontem o amistoso da equipe foi na casa de um árabe dono de um time de futebol. Isso mesmo, na CASA dele. O Árabe é um dos donos da Puma. O Al-Bahrein venceu o amistoso por 14 x 2. O detalhe é que Rodrigo jogou apenas 45 minutos e marcou NOVE gols. Depois dessa estou pensando se o Luiz Alberto não quer me agenciar e me enviar para o Bahrein também!
(Fonte: Twitter de Rodrigo Félix.)

11.25.2009

Repercussão Internacional do fracasso alvinegro

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(Clique para ampliar, ixtopô!)


Quem adivinha!

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Valendo um refrigerador nas Lojas Arapuã, "ligadona em você", ali da Felipe Schmidt (se reabrir, claro...), quem é o boa praça da foto?

Bonachão, estava sempre um pouco acima do peso. Reza a lenda que da água que levava na garrafinha rente a trave, os quero-queros não bebiam! Realidade ou folclore, o jogador marcou época como um dos símbolos avaianos da década de 70! Fácil, ok, mas quis relembrá-lo aqui no blog para fazer uma pequena homenagem. Aliás, novembro foi um mes de homenagens para ele! Amanhã ele reaparece aqui no blog!

Avaí versus Santos de Pelé (1972)!

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Chegou a vez de relembrarmos a histórica partida entre Avaí e Santos, no Adolfo Konder, há 37 anos atrás, primeira e única partida de Pelé em Florianópolis! A narrativa que serviu de base para o texto a seguir foi retirada do jornal O Estado de 16 de agosto de 192, dia seguinte àquele jogo inesquecível.

Mesmo com time e plantel infinitamente superiores ao Avaí, o Santos não chegou a deslumbrar ao público recorde que lotou o Adolfo Konder para ver Pelé jogar. Não deslumbrou por duas razões: o Avaí cresceu muito ao longo da partida e porque aquele Santos imbatível já não era o mesmo de alguns anos atrás, sem craques como Clodoaldo e com Pelé já pensando em aposentadoria.

(Pelé entre 4 marcadores avaianos.)

Segundo O Estado, se o Avaí tivesse um time maduro, tranquilamente teria ganhado o jogo. Mas, aos 5 minutos e meio, a ingenuidade avaiana apareceu quando Pelé fez um lançamento comprido brilhante, daqueles que lhe fez a fama, para o ponteiro Jader, que correu até a linha de fundo e cruzou. Rubão pulou, mas a bola passou por baixo de seu braço e foi até Alcindo, que de dentro da pequena área tocou para o fundo do gol.

Lentamente e na base do toque de bola o Santos continuou a envolver a defesa avaiana, que ainda não havia encontrado um meio de interromper as tabelinhas entre Pelé, Alcino e Edu. A bola vinha rolando desde a defesa, sem que ninguém do Avaí conseguisse deter os ataques do Santos.

Na mesma medida que ia encontrando facilidades na partida, o Santos foi afrouxando o jogo, permitindo ataques seguidos e cada vez mais perigosos por parte do Avaí. Aos 14 minutos Lica – o Lica Maravilha avaiano – bateu forte por cima do travessão do gol de Cejas. Aos 16 e aos 18 minutos foi a fez de Rogério incomodar a zaga santista. Aos 19 Lica tirou a bola de Orlando, avançou na grande área, mas Cejas adiantou-se e impediu a conclusão.

(Uma bomba de Lica.)


Pelo Avaí, Moacir e Ismael esbanjavam categoria, os melhores da partida. Com as boas jogadas individuais de ambos, mais a raça e a empolgação do resto do time, o Avaí conseguiu o que queria aos 21 minutos do primeiro tempo, através de Lica. Ismael para Moacir que lança Lica, que corre até a grande área santista e chutou forte no canto direito de Cejas.

Com a defesa mais tranqüila, o meio campo avaiano achou o caminho, mas o ataque avaiano perdeu muitas oportunidades. O pior em campo acabou sendo Toninho Quintino, justamente o atleta que Pepe veio conferir de perto, interessado na compra do passe. Certamente o nervosismo de Toninho bateu mais forte que o talento que todos sabiam ter.

No segundo tempo Pepe trocou Léo por Afonsinho, mas o Santos continuou envolvido pelo Avaí. Aos 10 minutos Lica matou a bola no peito em frente ao goleiro Cejas. A torcida começou a abrir a boca para gritar gol, mas na caída da bola ele chutou torto, pelo lado direito. Esse era o Lica Maravilha!

O Santos parecia não acreditar na boa atuação avaiana, mas a falta de maturidade do time transformou as boas chances em oportunidades perdidas. E foi o Santos quem marcou, numa bobeada de Batista e Lili, que se atrapalharam no meio da área com o cruzamento de Jader. A bola sobrou para Alcindo que só teve o trabalho de fazer o seu segundo gol na partida. Para a torcida avaiana restou o consolo das boas atuações de Moacir, Lica, Ismael e Rogério.

Confira comigo no replay a Ficha Técnica daquele Avaí 1 X 2 Santos, em 15/11/1972:

AVAÍ – Rubens, Gonzaga, Lili, Batista, Orivaldo, Miltinho, Rogério e Moacir, Toninho (Balduíno), Lica e Ismael. Técnico: Zezé.

SANTOS – Cejas, Orlando, Paulo, Oberdan, Zé Carlos, Léo (Afonsinho) Nenê, Jader, Alcindo, Pelé e Edu (Ferreira). Técnico: Pepe.

Juiz: José Carlos Bezerra, auxiliados por Gilberto Nahas e Roldão Borja Neto. Renda: Cz$121.630,00, dos quais Cz$100.000,00 foi destinado a cota do Santos. Até o fim da semana vamos continuar a destrinchar esta partida, dando ênfase a atuação de alguns personagens – Pelé em especial, claro! -, aspectos da torcida, do estádio, enfim, mais este capítulo de gala da história avaiana!

Maldito Cejas!

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Naquele 15 de novembro de 1972 a multidão que lotou as arquibancadas e os eucaliptos do Adolfo Konder só tinha olhos para o Rei Pelé. Contudo, Oberdan, Pepe, Afonsinho e até Lica dominando a bola no peito e ficando cara a cara com o goleiro adversário conseguiram desviar as atenções por alguns instantes. Entre esses interessantes coadjuvantes do espetáculo real estava o goleiro santista Cejas.

Em outros tempos Agostín Cejas já havia defendido bolas aparentemente indefensáveis de Pelé, ao fechar o gol da Seleção Argentina e do Racing Club, de Buenos Aires, revelando-se como um dos especialistas na difícil arte de evitar gols. Em 1972 fazia 3 anos que Cejas era o guarda-metas titular absoluto do Santos. Era uma das estrelas do time santista no exterior, ao lado de Pelé e Clodoaldo e sua presença era obrigatória nos amistosos celebrados entre o clube e os empresários.

Em Florianópolis, Cejas se apresentou com uma vistosa camisa amarela, um calção negro talhado nos lados para garantir liberdade de movimentos, um boné aba larga e um par de luvas italianas. Foi só entrar no velho campo da Bocaiúva que sua figura, de sorriso farto, chamou a atenção de todos.

Com o Santos no ataque Cejas se colocava na risca da grande área, a entreter-se tirando e colocando o boné diversas vezes. O goleiro era da escola clássica argentina, saindo muito do gol, até para disputar bolas na intermediária, como qualquer zagueiro.

Ao sofrer o gol de Lica, cejas pareceu nem ligar muito, continuou sorrindo, quase simplório. Durante todo o jogo foi um espetáculo à parte para a torcida, com a qual se empenhou numa partida de gozações recíprocas. Voltou para o segundo tempo com outra camisa, verde, que jogou até o fim, alargando-a quando Lica perdia um gol feito ou quando ele próprio saía da área a repor a bola em jogo após alegóricas embaixadas.

No final, Cejas deixou o campo como entrou: sorrindo. E ganhou a sentença do torcedor: “Esse Cejas é louco varrido..."
(Fonte: O Estado, 16/08/1972.)

Feliz Aniversário, Luis Henrique!

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Hoje, 25 de novembro, é dia de comemorar a avaianidade de Luiz Henrique Rosa, um dos maiores nomes da música catarinense de todos os tempos e um dos autores do hino avaiano, ao lado de Fernando Bastos! Em 9 de julho de 1985, ano em que completaria 25 anos de carreira artística, Luiz Henrique faleceu após um brutal acidente automobilístico, aos 46 anos. Como ele próprio dizia: 'a vida é mesmo assim pode estar no começo e estar chegando ao fim'". Para conferir mais sobre a vida e a arte de Luiz Henrique Rosa, CLIQUE AQUI! No link abaixo, um pouco da cidade que Luiz Henrique tanto amou e cantou...



11.24.2009

Silas F. C., aos olhos do país, é a sensação do Brasileirão

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Após uma excelente campanha no Brasileirão 2009, que lhe rendeu uma posição na metade superior da classificação e um lugar entre os protagonistas de tal torneio, o Avaí, curiosamente, não teve nenhum atleta indicado ao prêmio da Rede Globo para os "melhores" do certame.

A torcida azurra, que viu, com seus próprios olhos, grandes exibições de alguns jogadores avaianos, não compreende como estes puderam ficar de fora da lista, enquanto jogadores de medíocre participação no certame, mas vestidos de uniformes pesados, alcançaram tal honraria.

Um representante alviceleste, no entanto, aparece na lista dos melhores. Justamente, diga-se de passagem, pois o ídolo Silas merece esta honra. Mas ele aparece entre os melhores desacompanhado de qualquer de seus comandados por um motivo bem simples: para o resto do Brasil, o Avaí é o Avaí de Silas, e ponto.

O vidAvaí tratou desse assunto específico há alguns meses, no texto "O 'Super-Silas' na visão dos não-avaianos", reconhecendo o grande mérito de Silas, mas chamando a atenção para a supervalorização de sua responsabilidade pelo sucesso do Avaí, e aquela tese restou confirmada pelos fatos recentes os quais narrei.

Para os observadores de fora, o êxito do Avaí foi um milagre cujo operador foi Silas, e ninguém mais. Um clube pequeno, sem almejos, de elenco sem valores, que sem o respectivo comandante sucumbiria sem resistência. O Silas estaria para o Avaí assim como Guus Hiddink ou Bora Milutinovic' estiveram para as Seleções que estes milagrosamente classificaram para a Copa do Mundo: um semi-deus que carregou os incapazes ao sucesso. Prova disto é que no decorrer do presente ano, nos programas esportivos nacionais, ao invés de os jogadores-destaque do elenco, somente Silas figurou como representante avaiano.

A exemplo do ano passado, Silas deve ser coroado o melhor técnico do campeonato nacional que disputa - embora a Globo, gritantemente rubro-negra, prefira premiar Andrade -, reforçando ainda mais esta constatação.

Resta ao Avaí destruir a ideia coletiva que se formou, conquistando seu espaço no cenário nacional e surpreendendo os que lhe conferiam dependência a um só homem.