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A convicção de Toninho. Ou a burrice.

Os primeiros esboços de formação que Toninho Cecílio usará contra o Atlético-PR ainda são, esperamos, esboços. Com uma formação que ganhou somente 2 jogos desde que assumiu como técnico, Toninho precisa provar que convicção é uma palavra que deve ser usada somente quando aliada de resultados. Caso contrário, soa burrice mesmo.

Ontem o técnico do Avaí desenhou o time com 3 zagueiros (G. Bastos, Dirceu e Gian), 2 volantes (Junior Urso e Ken), Fernandinho pela esquerda e Daniel pela direita. Isso é, se ele sabe onde é a direita. Completou o time com o Lincoln, Leandrinho e Rafael Coelho. Desastroso.

Não vejo chances do Avaí ganhar uma partida sequer sem reforçar urgentemente as laterais. Precisamos de um cara mordedor como o Diogo Orlando caindo pela direita, logo à frente do zagueiro, e no mínimo um volante que saiba morder para a esquerda. Isso libera Urso, Bruno e Ken para trabalharem pela "meia-cancha", que é onde a maior parte dos times trabalha (e passa) em cima da zaga.

Não temos um esquema em que os laterais funcionam e precisamos admitir isso. Toninho Cecílio ainda não enxergou a situação do time que tem em mãos ou a sua convicção lhe diz que Fernandinho e Daniel darão conta do recado, algo que não aconteceu ainda. Isso, sim, já poderia ser adjetivado como burrice.


Demitir Toninho Cecílio?

Desde que o jornalista Jean Balbinotti divulgou no Twitter a possibilidade de Toniho Cecílio entregar o boné, ou mesmo da demissão por parte da Diretoria, o que mais assombra a todos é a impossibilidade de pensar que alguém seria capaz de dar conta de nossos problemas.

Acho que podemos mais. Para poder mais, teremos que abrir mão de jogar como um time comum, de uma vez por todas. Nossa situação é tão estranha que até mesmo dizer que jogamos como time comum é errado. Jogamos como um time sem precedentes, que toma 2 gols no mínimo a cada jogo.

Para escapar dessa, o Avaí terá que usar e abusar da carrada de volantes medianos que possui no seu elenco. Bruno como terceiro zagueiro pela direita, Diogo Orlando mais adiantado pela direita também. Pela esquerda, Batista caindo para trás e Estrada mais adiantado. Povoar a frente da zaga com Acleisson, Junior Urso e Pedro Ken. Completava o time com Lincoln e William. Pare e pense: seria bizarro. Seis volantes de origem no time. Mas é o que temos de aproveitável.

O Avaí de Mourinho Cecílio.


Em primeiro lugar, não se assuste com o novo apelido de Cecílio. Este será o apelido dele enquanto durarem os ecos do Clássico. Ou seja, com uma vitória sobre o Flamengo, continuemos a chamá-lo assim.

Em segundo lugar, como foi o Avaí diante do arqui-rival doladelá, na heróica vitória de domingo? No Clássico, muito difícil de analisar. Um jogo não é base para nada. Mas Toninho foi o primeiro técnico a pensar em continuidade neste ano, em padrão de jogo ao time.

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