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O registro de um lance histórico!

Ó-lhó! Da série "Quem viu, viu, quem não viu, não verá mais". Depois do gol de penalti do Nicolás contra o FC Dallas, do gol de goleiro do Martini, do gol de vento sul do Evando, do gol do fantástico do Bizu, ontem os torcedores avaianos voltaram a presenciar um lance histórico e inimaginável: um penalti a favor do Avaí marcado por Célio Amorim. A imagem ao lado não me deixa mentir e é o registro dos fatos.
É claro que o Avaí já tinha feito o seu gol e precisava levar dois para perder a partida, ou seja, já estava classificado. Mesmo assim vale o registro do inimaginável. Logo ele, Célio Amorim, o garoto do Delfim, o menino levado pelo Dom a CBF e agora aspirante FIFA, que no primeiro tempo - quando estava 0 a 0 e nada definido - não marcou um penalti claro em Vandinho e levou uma das mais longas vaias da história da Ressacada... Morro de velho e não vejo tudo.

Efeito Vandinho

E o Campeão voltou...por 25 minutos. O Avaí voltou a ser grande, Vandinho partiu para cima, driblou, passou, correu, deu carrinho, o time cresceu, dominou a partida e a torcida pegou junto, carente de ídolos. Dai, Vandinho sentiu, foi substituído e um balde de água fria parece ter atingido time e torcida. Ambos levaram o resto da partida no banho-maria, fazendo apenas o suficiente para garantir o resultado, não desgastando-se à toa para a final de domingo. Os 25 minutos iniciais nos enchem de esperança para a partida em Joinville. O resto do jogo nem tanto...
(Foto: Flávio Neves.)
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Só por hoje: a vanguarderização da torcida!

Dando corda para o assunto puxado pelo João Jr. no post anterior, a impressão que eu tenho é que a torcida avaiana - responsável direta pela manutenção do time na Série B de 2007, quando pela qualidade do elenco a Série C era mais do que provável - anda aborrecida por não estar sendo aproveitada. É quase uma Síndrome de Odair, aquele atleta amuleto que salvou o time com um biquinho largo em diversas ocasiões e que na hora de aproveitar o filé mignon ficou de fora.

A intenção, óbvio, não é questionar a escalação de Odair, que não tinha realmente vaga no time titular do ano passado. O que pretendo aqui é chamar a atenção para essa "embirrecida" da torcida, chateada com o desmanche do time após promessas ao contrário, com o grande aumento das mensalidades que afastou os setores mais populares do estádio e pelas ladainhas de sempre a que a torcida avaiana se sujeita para poder acompanhar o leão, desde as intermináveis filas ao atendimento deficitário da secretaria do clube, da falta de preparo de alguns funcionários terceirizados, do serviço de alimentação, o desencontro de informações, uma imprensa comprometida com contratos assinados com o time do lado de lá, etc, etc, etc.

Para complicar, com o desmanche do time não houve o tempo necessário para uma nova equipe ganhar corpo, com o time de Chamusca se montando e desmontando ao longo de todo o primeiro turno ao gosto das contusões e deficiências físicas. Era necessária uma dose extra de paciência da torcida, mas com todos os motivos já expostos, muitos não tiveram paciência e logo surgiram as vaias. Não gostaria de pensar isso, mas pelo o que estou sentindo tem até avaiano torcendo contra o time, para no final poder dizer: "eu não disse, eu não disse?"


Ambos os lados tiveram seus motivos para tomarem suas decisões - erradas ou não -, tanto a Diretoria quanto a torcida. Mas, em minha opinião, chegou a hora de virar a mente em algo producente. Aos torcedores sobreviventes ao aumento proponho passar uma borracha em tudo, deixar de ler jornal hoje e amanhã, esquecer os comentaristas de rádio e televisão, esquecer blogueiros criadores de polêmicas desnecessárias e ir para a Ressacada de cabeça limpa e desintoxicada.

Imaginemos que o campeonato catarinense comece amanhã, contra o Atlético de Ibirama. Vamos criar uma corrente positiva, uma vanguarderização da torcida, em alusão a Vanguarda Alviceleste, a primeira a pular e a última a desistir em todos os jogos, ganhando ou perdendo. Vamos usar a lógica das sociedades de auto-ajuda e pensar "só por hoje" em esquecer os corneteiros que vaiam Chamusca. Leonardo perdeu um gol, Patric errou um passe, Zé Carlos espalmou a bola? Só por hoje - ou amanhã - não vamos parar de apoiar o time. Seremos mais Vanguarda e menos Miguel Livramento!

Chamusca demorou a colocar o Medina, o Roberto, o Vandinho, o Rudnéi, o Batista e o Sávio na partida, embora só possa realizar três substituições? Só por hoje vamos apoiar então os que estão em campo. Estão errando, está devagar? Vaias só irão piorar. Se por uma rodada - a semifinal do primeiro turno - conseguirmos apoiar incondicionalmente o Avaí, esse time só tem a crescer e a vitória certamente virá. Se não for na técnica, será na mística da camisa 12 que entra em campo e leva o time pra cima.

No entanto, se a vitória não vier quando o Célio Amorim apitar o fim do jogo, então vaie se quiser. Não sejamos Polianas, fale mal, grite, vaie, só não agrida ninguém ou jogue objetos no campo. A hora de criticar é a hora em que a partida termina. Antes disso, só por hoje nos tornaremos otimistas incorrigíveis, daqueles que gritam mais quando tomam gol, que pulam mais quando a bola bate na trave, que cantam mais quando Célio Amorim não marca um pênalti. Por uma torcida vanguardeira e feliz por fazer a sua parte a despeito das dificuldades de sempre, vamos a campo amanhã levar o leão da ilha à final do primeiro turno.
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As vaias na Ressacada, por João Jr.

O amigo João Jr. deixou um comentário interessante que merece ser reverberado: as vaias recentes no estádio da Ressacada! Confira trechos do comentário:

"Na minha opinião, alguns dos 3 mil Avaianos que foram ao jogo sábado, demonstraram que estavam mais a fim de vaiar do que de torcer. O time não jogou bem, foi lento, estava quente, o preço é caro, tem fila, etc. Ok, concordo que isso tudo é verdade, mas se o cara já vai para um jogo com pré-disposição para vaiar, deveria ficar em casa.

Não só o Leonardo foi criticado, mas Patric, Robinho e Chamusca, principalmente, pelo menos por muitos torcedores do setor D que é onde eu fico. Tinha uns caras que ficaram desde os 10 minutos do primeiro tempo gritando que era marmelada e que o time estava jogando para empatar... Se o cara acredita que um resultado está arranjado, o que o cidadão foi fazer lá então??

(...) Tem muito torcedor sem paciência este ano, por vários motivos que já sabemo$$. Isto é um direito de cada um, mas então que não vá para o estádio vaiar o time durante o jogo. Se quiser vaiar no final, depois do resultado consumado, ok, mas durante o jogo tem é que incentivar e apoiar (o que somente a Mancha Azul e A Vanguarda estão fazendo na Ressacada este ano, estas cantam o tempo todo).

Já tivemos times ruins que ganharam vários jogos por causa do apoio da nossa torcida em temporadas passadas. Imagina este time que individualmente tem jogadores de boa qualidade quando receber o apoio do torcedor, quantos bons resultados poderemos ter?

A realidade é que o time do Avaí está em formação e que, queira a torcida ou não, leva algum tempo para um time novo se entrosar. Apenas 2 titulares foram mantidos do ano passado e ainda existem jogadores para estreiar, então não adianta ficar criticando que isto não vai dar padrão de jogo para a equipe, pelo contrário, pode até "queimar" um jogador de qualidade que ainda não está no seu melhor condicionamento.

Na minha humilde opinião, vontade não está faltando por parte dos jogadores, então é ter paciência porque só com a persistência é que vem o acerto. Desculpe me alongar tanto, mas sábado fiquei com vergonha da atitude de alguns torcedores, parecia a torcida do time do estreito..."
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A arte de gandular

Goste-se ou não, o Vasco da Gama fez história no futebol nacional e mundial. Foi o primeiro a aceitar negros e operários em seu time, além de eleger o primeiro presidente não-branco da história dos clubes esportivos nacionais. Time de muita tradição e glórias, coube ao Vasco também a origem do termo gandula.

Nascido em 1 de março de 1916, Bernardo Gandulla, foi um jogador argentino que jogou no Vasco, em 1939. Ele era meia esquerda e não estava relacionado no time titular. Tentando ser o mais útil possível para chamar a atenção do treinador do time, toda vez que a bola saía do campo de jogo no treino, ele ia o mais rápido que podia buscá-la para o treino não parar. Queria mostrar, além do espírito de grupo, que estava em forma e agradar ao técnico. Ou seja, puxar o saco.

Além do Vasco, Gandulla jogou no Ribver Plate, Auxerre e manchester City, chegou a fazer uma partida pela seleção argentina e, já como tecnico, foi treinador do Boca Junior, entre 1957 a 1958.

Como o Vasco era o grande time brasileiro das décadas de 40 e 50 e o Maracanã recém construído tinha o fosso, onde a bola geralmente ia parar, logos os repositores por influência direta do ocorrido nos treinos do Vasco com o argentino, foram apelidados de "gandulas", pelos jogadores cruzmaltinos.

Na epóca, a imprensa carioca, sempre irreverente, tirava onda, ainda mais que o cara era argentino. E pela influência que o futebol carioca (e sua imprensa) exercia no período, o apelido acabou pegando.

Gandulla faleceu em 1999, mas os gandulas serão eternos. No início, crianças ficavam como gandulas, depois garotos dos times juvenis. E nunca uma regra ficou pré-estabelecida. Apenas que sete gandulas devem repôr as bolas, face a exigência da FIFA de se ter sete bolas ao redor do campo para o jogo ser paralisado o minímo possível, por orientação das emissoras que transmitem os jogos.

Duas regras básicas da cartilha dos gandulas é atrasar a reposição quando o time da casa está ganhando e repor como The Flash quando o time está perdendo.

Mas, de vez em quando, eles extrapolam em serviço como demonstram os vídeos abaixo:










Era para rir, se não fosse para chorar.
(Fonte: Maldita Futebol Clube. Foto maior: Revista Cine argentino, Março de 1941 - Bernardo Gandulla, Evita Peron. Foto menor: Bernardo Gandulla.)
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Se não com Silas, vamos com quem?

Agora não é só o Roberto Alves que derrubar o Silas do Avaí. Eu ainda acredito no trabalho de Silas, mas com três derrotas seguidas, cresce a insatisfação de uma parte da torcida com o treinador.

Mas, se não vamos com Silas, iríamos com quem? Nos outros times do Brasileirão, 7 treinadores já perderam a cabeça. O São Paulo demitiu Muricy Ramalho; o Palmeiras demitiu Vanderlei Luxemburgo; pelo Náutico passaram Waldemar Lemos (saiu por conta própria) e Marcio Bittencourt; no Sport, Nelsinho Baptista; no Atlético-PR, o campeão estadual Geninho foi demitido; e, por fim, no Fluminense, o tetracampeão Carlos Alberto Parreira foi degolado.


Desses, quem seria capaz de fazer um trabalho melhor do que Silas vem fazendo?

Muricy, Vanderlei e Carlos Alberto Parreira me parecem fora de nossa realidade financeira; Geninho já assumiu o Náutico. Nelson Baptista me parece uma ótima opção, mas quanto custa? É viável, financeiramente? Márcio Bittencourt e Waldemar Lemos me parece opções mais baratas...

Fora esses, teria algum técnico na Série B que aceitaria assumir o lanterna da Série A? Zetti? Vagner Benazzi? Sérgio Guedes, Dorival Júnior que balança mas não cai do Vasco? Gallo? Trás o Renato gaúcho para jogar futvolei em Jurerê?

Aposta em velhos conhecidos como Roberto Cavalo, Rui Guimarães, Abel Ribeiro, Lauro Búrigo, Mauro Ovelha? Chama o Ramirez de volta? Efetiva o Pereirinha ou o Belmonte, como o Palmeiras vem fazendo com o Jorginho? Efetiva um grande craque do passado, como as seleções brasileira e argentina fizeram? Chama o Adilson Heleno? Dizem que Felipão indicou Fossati para o Palmeiras, mas a diretoria resiste a um nome estrangeiro. Fossati no Avaí?

Ressuscita algum nome do passado, hoje esquecido? Lazzaroni, Antônio Lopes, Valdir Espinoza, Pepe, Zagallo, Rubens Minelli? O medalhão que falta é no banco?

O próximo da lista das degolas da série A me parece ser o bom Vagner Mancini: Vinte e um gols sofridos em dez jogos, brigas de Fábio Costa, Fabiano Eller, o melhor zagueiro, afastado, caça ao espião que entrega as confusões dos vestiários, eliminação da Copa do Brasil pelo CSA, sombra de Luxemburgo e Muricy Ramalho, derrota ontem por 6 a 2 diante do Vitória.
A cama está armada para Mancini, como demonstra Cosme Rímoli em seu blog. A torcida santista protesta mas poupa o técnico, enquanto o presidente do Santos já fala em mudanças.

Mancini serve para o Avaí, mas, assim como Nelsin Baptista, o Avaí serviria para Mancini? Tem dinheiro para pagar?

E, voce, torcedor avaiano? No post anterior perguntamos se queres ou não Silas no comando avaiano. Para aqueles que não querem, quais as suas sugestões para a Diretoria avaiana substituir Silas?

ATUALIZAÇÃO
E já temos a primeira sugestão! É de Thiago Pravatto, do Setor D!

Zetti pra mim é o nome!Criar uma nova motivação, mudar..Com um novo treinador, ninguém teria vaga cativa, todos começariam do zero, todos brigando por uma vaga no time. Ninguém seria titular absoluto, ninguém seria reserva absoluto!

Será que - ironia do destino -, Silas realmente estava esquentando banco para Zetti chegar, um ano e meio depois? Já a KK de Paula é das minhas, ainda acredita no trabalho de Silas:
Silas só precisa mudar o esquema de jogo, enquanto o Avaí não trouxer reforços.
Já o Ricardo Zomer, o cantor das multidões e do clipe do acesso, concorda com Thiago Pravatto:
Não acredito mais no Silas, concordo com o Pravatto, não no nome Zetti, mas no comentário sobre trazer um diferencial, um ''fato novo''.
Só o futuro dirá o que pode acontecer com nosso Leão...
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