Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Conselho Decorativo. Mostrar todas as postagens

A lei da mordaça do Conselho Festivo do Avaí.


Covarde. Essa é a primeira palavra que pode descrever o Conselho, que ontem se reuniu não somente para deliberar sobre assuntos como churrascos, viagens com a delegação e distribuição de camisas. Na tentativa de esconder a vergonha já escancarada, a maioria decidiu que a única pessoal autorizada a escrever sobre a reunião seria o Assessor de Comunicação do Clube. Para ser mais exato, estas são as palavras que todos estão autorizados a utilizar:
"Em respeito à maioria, informações sobre o que aconteceu na reunião do Conselho devem ser obtidas no saite oficial do clube, por meio do que resolver expor o Assessor de Comunicação do clube."
Dessa maneira, começa quase que oficialmente a tentativa de maquiar a imagem do Conselho Deliberativo do Avaí. A partir desta decisão não unânime, toda a comunicação do Conselho ficará a cargo de uma pessoa subordinada à Diretoria Executiva. Anti-ético e imoral. 

O que houve, senhores, estão com medo do que pode causar uma opinião independente? Finalmente conseguiram colocar uma mordaça naqueles Conselheiros que não vão às reuniões para defender os próprios interesses, é isso?

É tarde. Ainda bem.

O ombudsman.

A importância do ombudsman. Por Andrea Gomes.
Ombudsman ou ouvidor? Para a Associação Brasileira de Ouvidores (ABO), os dois termos podem ser usados, pois são praticamente sinônimos.  O termo ombudsman é aplicado na iniciativa privada, enquanto o de ouvidor, na administração pública. Sua função básica é ser representante do cidadão/cliente, estabelecendo um elo imparcial entre a instituição e seus clientes/cidadãos, de forma a receber suas reclamações, sugestões e solicitações. Cabe ao ouvidor/ombudsman encaminhar as recomendações ou críticas à instituição.

Segundo Philip Kotler, em seu livro Administração de Marketing, “uma instituição pode perder até 80% dos seus clientes muito insatisfeitos; 40% dos insatisfeitos; 20% dos indiferentes; e talvez 10% dos satisfeitos, mas, quanto aos clientes muito satisfeitos, apenas 2%.”

Quanto aos clientes muito insatisfeitos, 95% não reclamam; simplesmente mudam de organização. Ou seja, se o cliente reclama é porque ele se preocupa em continuar seu cliente.

Kotler afirma: “Dos clientes que registram uma reclamação, entre 54% e 70% voltarão a fazer negócios com a organização se suas reclamações forem resolvidas. O percentual chega a 95% se eles sentirem que foram atendidos rapidamente”. Mas, infelizmente, a realidade é que apenas metade dos que reclamam, afirmam receber uma solução rápida e satisfatória para o problema.

Outra estatística importante é que, em média, um cliente satisfeito conta para 03 (três) pessoas sobre a experiência positiva na sua empresa. Ao passo que um cliente insatisfeito relata para 11 (onze) pessoas sua experiência negativa. 

Diante disso, o ombudsman ou ouvidor é um profissional que destaca-se na criação de eficientes canais de comunicação com esses clientes, além de estabelecer um relacionamento com esse cliente/cidadão.
Em seu livro Cultura e Comunicação Organizacional, um olhar estratégico sobre a organização, de 2008, Marlene Marchiori afirma que “a comunicação adquiriu notoriedade no campo da gestão organizacional graças ao seu caráter estratégico, que vem sendo reconhecido especialmente pelas empresas que se propõem a acompanhar as transformações e abrir suas portas para os diferentes públicos com os quais se relacionam.”

E por que acredito que o profissional de Relações Públicas seja o mais apto para cuidar desse setor?  Porque o Relações Públicas além de conhecer os seus públicos é o responsável pelo planejamento de ações e estratégias voltadas à comunicação.

Além disso, segundo Marchiori (2008), “o trabalho do Relações Públicas está na criação de um processo de gestão de relacionamentos que estimulem as empresas a evoluir em diferentes perspectivas. A atividade do RP analisa, interpreta e avalia opiniões e expectativas. Portanto, criar, monitorar e avaliar relacionamentos.”

As redes sociais firmaram-se como mais uma forma desses clientes se manifestarem. As organizações se diferenciarão a partir do grau de envolvimento que elas terão com esses clientes/cidadãos.

A piada do dia.

"O Presidente do Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube, no uso de suas atribuições e na forma dos artigos 50, 51 e 53 dos Estatutos Sociais, convoca os membros do Conselho Deliberativo para Reunião Extraordinária no dia 20 do mês de setembro de 2011, às 19h30min, em primeira convocação, com a presença da maioria simples dos Conselheiros com direito a voto e, em segunda convocação, às 20h, com qualquer número de Conselheiros, em sua sede, na Ressacada, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia:

Existe oposição no Avaí? - Capítulo 1.

Ainda ante-ontem me flagrei tendo esse pesadelo, de não saber se existe oposição no Avaí. Aí, me deparei com o excelente texto de Emerson Gonçalves, do Olhar Crônico Esportivo, que faço questão de reproduzir na íntegra aqui no blog. Mais tarde, em outra ocasião, eu e você poderemos discutir como anda essa questão que vai além das leis, vai na moral e na ética de cada um. Boa leitura!

A provável - nova - candidatura de Juvenal Juvêncio.

Ainda não é certeza, mas já são favas contadas, dizem os quero-queros que vivem no Morumbi: o presidente Juvenal Juvêncio será candidato a uma terceira gestão sucessiva no São Paulo FC.

Segundo os experts nas coisas jurídicas, tal candidatura será absolutamente legal. O jurista, ex-presidente da OAB-São Paulo, ex-presidente do próprio clube, Carlos Miguel Aidar, é um dos que garantem a legalidade da candidatura. Não por acaso ou coincidência, ele prestou serviços de sua especialidade ao ex-presidente santista, Marcelo Teixeira, que ficou por anos a e anos à frente do Santos FC.

Sem a menor dúvida, levando em conta as artimanhas jurídicas e as espertas interpretações da lei – e aqui menciono esperteza em seu pior e mais pobre sentido – será uma candidatura legal.


Mas será ilegítima.

Será aética.

Pelo simples fato de desrespeitar o espírito do estatuto do clube, que limita o exercício da presidência a duas gestões sucessivas.

Não sou advogado e pouco entendo de leis, que limito-me a seguir como qualquer outro cidadão. Mas a ciência jurídica, chamemos assim, não é tão misteriosa e distante da compreensão do homem comum como a física avançada, compreensível apenas para quem dedicou muitos anos a estudá-la com afinco. Não, longe disso, a ciência jurídica trata das coisas do nosso dia-a-dia e da ordenação da vida em sociedade e de nossas relações com outras pessoas, empresas, instituições e com o Estado. As leis podem e devem ser claras e geralmente o são, se não na redação nos documentos, com certeza em seu espírito. E é o espírito que norteia a criação e, na minha visão de cidadão comum, deve nortear sua aplicação.

O espírito do estatuto do clube é muito claro: só pode haver uma reeleição.


O presidente do São Paulo e seus defensores apegam-se a uma mudança na duração dos mandatos para tentar legalizar seu pleito. Provavelmente conseguirão, afinal de contas já estamos mais do que acostumados a ver esse tipo de manobras no Brasil. Até um presidente da república, desculpem, até um Presidente da República reelegeu-se graças a uma artimanha desse tipo, manchando sua biografia, de resto, exemplar.


Exemplar é, igualmente, a biografia e a história de Juvenal Juvêncio à frente do São Paulo, em especial a partir de 2003, quando assumiu a direção do futebol do clube na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa. Seu trabalho foi, simplesmente, excepcional. Suceder a Marcelo foi algo natural, justo e correto, e sua gestão foi perfeita…

Até que foi tomado pela obsessão de fazer do Estádio do Morumbi a sede da Copa 2014 em São Paulo e palco do jogo de abertura. Intenção legítima, correta e justa, até mesmo para o conjunto da sociedade, mas derrotada pela politicalha e por interesses outros que dominam a confederação que trata do futebol no Brasil. Por conta dessa obsessão, o presidente do São Paulo parece ter deixado o futebol de lado, resultando num declínio acentuado da equipe já a partir de 2008, apesar do terceiro título brasileiro consecutivo, culminando, por enquanto, na ausência da Copa Libertadores depois de sete participações seguidas.

Nessa hora, pergunta-se o torcedor são-paulino atento, qual será o custo dessa nova obsessão, a reeleição?


Durante anos, notadamente durante a gestão MPG, o São Paulo era tomado como exemplo em vários sentidos, inclusive de modernidade. Enquanto seus co-irmãos do Trio de Ferro padeciam sob Contursi e Dualib, o Tricolor navegava em águas plácidas e alcançava grandes conquistas, aumentando suas receitas de forma sólida, consistente, próxima de uma situação de sustentabilidade (este OCE entende que não há sustentabilidade de fato quando se depende da receita de transferências para (fechar as contas”), vigiado por uma oposição ainda forte e bastante presente. Os exemplos dos dois outros clubes eram apontados como algo a não seguir. Democracia e rotatividade dos nomes no poder eram destacados como coisas positivas, modernas (na verdade são antigas, basta relermos alguns gregos e também os princípios da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos, mas para nós, brasileiros, ainda desacostumados com isso, passam por modernas) e as derrocadas dos dois presidentes rivais, comprometendo seriamente seus clubes, foi a constatação do acerto da prática da democracia.


O tempo passou, como soi acontecer, e vimos uma verdadeira inversão de papeis e valores. Nessa semana, o palmeirense respira esperança por conta da vitória de Arnaldo Tirone (sim, ele tem ligações com Contursi, mas tem a chance de fazer seu próprio caminho) no Palmeiras. No Corinthians, o presidente Andrés Sanches já declarou que irá antecipar seu mandato para permitir a posse de um novo presidente antes do início de um novo ano, de uma nova temporada. Uma das medidas mais inteligentes que já vi na política de nossos clubes.

E ainda em dezembro, o Sport Club Internacional elegeu seu novo presidente através do voto de algumas dezenas de milhares de torcedores.

Isso mesmo: torcedores. Claro que todos eles donos de um título, mas não o pomposo título de sócio-patrimonial ou parecido, que costuma dar a meia dúzia o poder de decidir sobre a paixão de milhões. Sócios-torcedores, que de forma democrática e extrapolando largamente a mera área geográfica da sede do clube, votaram por uma nova direção.

Não é de estranhar, ao menos para mim e para a minha visão de futebol e da vida, que é o Internacional o clube brasileiro de maior destaque nesse princípio de século, ao lado do São Paulo. Com uma diferença: enquanto no Inter o presidente Giovanni Luigi contrata um profissional remunerado para responder pela gestão executiva do clube, o São Paulo vê-se às voltas com as artimanhas jurídicas – opa, vou usar o termo correto, apoiado pelo Dicionário Houaiss – então, voltando, o São Paulo vê-se às voltas com uma chicana cujo objetivo é manter no poder quem já está no poder. De forma indevida, levando-se em consideração o princípio que norteia o Estatuto do clube.

Se concretizada, perderá o clube e perderá seu presidente o direito e a legitimidade de reclamar, por exemplo, da igualmente aética, para ficar no mínimo, permanência de Ricardo Teixeira à frente da federação que responde por nosso futebol, que, a cada dia, fica mais correto chamar de reinado.

Se concretizada, ficará mais verdadeiro o título de um post deste OCE, escrito há dois anos, por outro motivo, mas já embutindo muito do que veio a acontecer: o São Paulo retrocede.

Para desgosto de grande parte da torcida, sem a menor dúvida, como é possível ver pelas manifestações que já vem ocorrendo pela internet.

Em tempo: é mais do que óbvio que esse texto traz implícita minha paixão de torcedor do clube, algo que nunca neguei e não nego, pois não há brasileiro que goste de futebol que não goste, antes de tudo, de um clube. Essa paixão, todavia, coincide totalmente com o que eu acredito ser fundamental para a vida das pessoas, das nações, das instituições: o exercício permanente da democracia e o respeito às leis.

E democracia e respeito às leis não podem coexistir com chicanices.

Emerson Nunes, responsável pelo blog Olhar Crônico Esportivo.

O esclarecimento do Conselho Decorativo.


NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube vem a público, após denúncia de número expressivo de seus Conselheiros e Sócios, esclarecer que, uma pessoa buscando benefícios eleitorais distribuiu material publicitário de campanha, que vincula determinado candidato, fez uso indevido e não autorizado da marca Avaí.

Comunicamos que este Conselho Deliberativo repudia veementemente tal atitude como utilização de seu símbolo e marca.

Informamos ainda, que tal assunto será tratado na próxima reunião deste Conselho, por violar o artigo 94 do estatuto do clube. As atitudes cabíveis serão tomadas.

Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube

Primeiro, a afronta. Segundo, o descaso. Em seguida, a última gota de esperança.

Até agora, esta é a ordem dos fatos com relação à desastrosa propaganda eleitoral envolvendo a marca Avaí. Destaco em negrito a palavra marca pois este foi o termo utilizado na Nota de Esclarecimento do Conselho Decorativo.


Desde já, ressalto que está é uma último gota de esperança, mas de uma esperança xoxa. É, mo quirido, daquelas que a gente guarda só pra poder se animar um pouquinho quando as coisas ficam difíceis.

Sobre o caso, surgem novos fatos, um deles bastante relevante: a Federação Catarinense de Futebol possui a relação completa dos sócios de cada clube do Estado. Talvez esta seja uma informação que captei de maneira errada, mas foi o que
entendi: o vazamento das informações acerca de sócios de Avaí e Figueirense pode ter acontecido na FCF.

Falta explicar ainda as ridículas notas oficiais publicadas nos sites de Avaí e Figueirense - tão semelhantes que poderiam ter sido escritas pela mesma pessoa. Nenhum dos dois clubes estaria disposto a comprar a briga com a FCF, se ela tiver sido a culpada pelo crime, houve conivência dos clubes (que agora estariam tirando "os seus" da reta) ou simplesmente há uma nuvem de fumaça neste caso que seja tão espessa para as Diretorias quanto é para nós?

Levando em conta as posições políticas dos Presidentes dos clubes da Capital (declaradas nas tais propagandas) e o que já conhecemos sobre a vergonhosa Federação Catarinense de Futebol, o que menos se espera é que o acontecimento tenha sido realmente alvo de surpresa nas altas (huahaua) cúpulas dos envolvidos.

Resta agora ao Conselho Decorativo fazer o que não faz há muito tempo: levantar a bola e matar no peito um real esclarecimento sobre o ocorre embaixo das arquibancadas do Templo Sagrado do Futebol no Carianos. Estamos todos ansiosos por gol - aquilo que o Conselho não marca desde consentiu com a Jenial ideia de afastar o torcedor do seu Clube, transformar a Ressacada numa casa de espetáculos e estabelecer uma patética elite azul e branca. Que não existe frio, calor ou qualquer desculpa para que se adie uma reunião de vital importância para o Avaí, novamente.

Deposito confiança no Conselho Decorativo para que nossa honra seja defendida. Ao menos cara de palhaço eu já tenho.
Comente, discuta, discorde, concorde, só não baixe o nível e nem deixe de comentar! O nariz de palhaço é de quem servir no nariz.

- Copyright © vidAvaí - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -