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Bruno, Urso e Ken. Os 3 mosqueteiros.

De todas as combinações possíveis para a formação da meia-cancha avaiana, a que está no título deste post é a que melhor encaixou até agora. Uma verdadeira escala descrente de força de marcação à qualidade de passe. Nosso primeiro volante (Bruno) começa sendo o cão de guarda, mas com um passe menos refinado do que o segundo (Junior Urso), que por sua vez marca melhor mas passa um pouco menos eficientemente do que o terceiro, Pedro Ken. 

O Avaí de ontem apresentou as falhas defensivas conhecidas, como uma falha de Dirceu que quase originou o primeiro gol da partida. Mas apresentou desarmes precisos e um eficiente esquema de marcação, onde o adversário sempre encontrava mais um dos nossos na sobra. Mais ou menos no lema "um por todos e todos por um".

Os três volantes de ofício do Avaí, portanto, não estão atuando fixamente. É possível ver, ao longo do jogo, o revezamento feito em frente à zaga. Sempre formando um triângulo. Nunca em linha. Assim, pode-se concluir que o Avaí apresentou sua melhor performance com o esquema 4-3-2-1, com Cleverson flutando pelos lados e Lincoln fazendo o que bem entender. Funcionou. Não que eu tenha abdicado da opinião de que devemos jogar com Diogo Orlando no lugar de Daniel, mas funcionou, realmente.

Resta saber agora se todas essas virtudes evidentes no jogo contra o Atlético-PR aparecerão contra um adversário melhor tanto individualmente quanto coletivamente. Não foi à toa que o Atlético-GO saltou de 17º para 9º em 5 rodadas e hoje está empatado com o nosso maior rival. Não foi à toa.

Não teve nó tático.

A superstição continua. Mesmo sem ter dado um baile de tática, o Avaí conseguiu superar o Atlético-PR com relativa facilidade e parece que tudo ficou na conta do Betinho. Que bom.

Time com 3 volantes desde o início. Marcação forte em cima de Paulo Bayer, mesmo que sem um jogador específico para a função. Nenhuma invenção na hora de mexer. Foi Bruno por Diogo Orlando, Cleverson por Caíque e Coelho por Robert. 

Mas teve bola entrando mesmo com goleiro adversário tocando nela, zagueiro nosso subindo mais alto que o deles e um time sem jogar em função do William, coisa rara de se ver esse ano. Então, põe na conta do Betinho, porque o hômi tem estrela.

OOOOoo Ooo Oooooo FICA BETINHO!

Os primeiros 3 pontos.

Desde este jogo contra o Atlético-PR, está começado a saga de mais uma fuga do rebaixamento. A luta contra as probabilidades de descenso está oficialmente aberta e finalmente conta com as peças mais importantes: torcida e, principalmente, time.

De acordo com o site Chance de Gol, após esta vitória ainda corremos 95% de chances de voltar à Série B.

Vencer não foi motivo para comemorar muito. Perder é que seria motivo para profundo desgosto. Por isso que esse domingo foi gostoso. Foi sim, eu estava lá na Ressacada pra poder dizer.

O time do Atlético-PR vem aí.

O time do Atlético-PR vem a Florianópolis tentar a vitória, mesmo com 7 desfalques. Lutando contra o rebaixamento e a 5 pontos do Avaí, o Clube paranaense aposta muito alto neste jogo. O técnico é Antônio Lopes, o mesmo que veio ano passado ao leão comandar, mas quem comandou mesmo foi o filho.


Sem escalação definida, o time de Curitiba vem sem Kleberson, Guerrón, Madson, Fabrício, Branquinho, Paulinho e Marcelo Oliveira. Assim, o principal jogador a ser marcado é o veteraníssimo Paulo Bayer (foto). O último confronto dos paranaenses foi com o Internacional, vitória de 2x0. Dos últimos 5 jogos, empataram 2, ganharam 2 e só perderam 1.


A torcida atleticana vem aí.

A Diretoria do Atlético-PR comprou todos os ingressos destinados à torcida visitante. Destes, 150 foram dados a sócios do Clube, que tiveram a opção de comprar outro ingresso antes que o restante da carga fosse liberada aos outros torcedores. 

Espera-se que só a torcida organizada do Atlético-PR venha em 10 ônibus fretados. O jogador Marcinho pagou um destes. A certeza de grande presença de torcedores atleticanos na Ressacada é tamanha que o Clube disponibilizou no site oficial um guia aos que virão a Florianópolis. 

É bom sempre lembrar que a relação entre as torcidas nunca foi boa. Todos os anos ocorrem incidentes de violência no confronto em nossa cidade. Fique atento e não dê bobeira aos bandidos que virão disfarçados de fanáticos.

Também é sempre bom ressaltar à Diretoria avaiana que a torcida do Avaí é privada de entrar na Arena da Baixada até mesmo com bombons, inimaginável então com instrumentos de percussão. Por favor, tenhamos uma atitude à altura, de privilegiar a nossa torcida em detrimento da adversária. Que eles tenham que tentar calar a Ressacada na goela, assim como fizemos em 2009. 

No mais, que reine a paz com o bom trabalho que a PM vem desenvolvendo no entorno da Ressacada e que eles venham confiantes e voltem a ótima cidade de Curitiba com o consolo de ter perdido para o maior de SC.

A torcida cascuda do Palmeiras. - por Roberto Galluzi

Já comentamos aqui sobre a recorrência de um fato: pessoas que aparecem se dizendo cansadas de torcer pro Palmeiras ou que não conseguem manter (ou levar) seus filhos à paixão pelo clube. Tudo isso é pra lá de lamentável. Vitorioso como sempre foi, o Palmeiras sempre contou com a força de suas vitórias pra arregimentar torcedores, fato comum à relação entre qualquer clube x torcedor.

Contudo, já passamos períodos de árdua estiagem. Depois do Campeonato do Mundo em 51 amargamos 8 anos sem títulos e dobramos a aposta na década de 80. Suspeito pra dizer, encarei essa de cabo a rabo, mas estava lá quando saímos da fila pondo a gambazada de 4.

Perante esse quadro, só podemos concluir ma coisa: nossa torcida está sofrendo uma decupagem, uma seleção de torcedores. SÓ FICAM OS MAIS CASCAGROSSAS. E não falo pessoa rude ou violenta, nada disso. É cascagrossa na paixão, na identificação e na lealdade que tem pelo time. Não importa o quanto perca, sabe que é um momento atípico, e que – ainda que não espere uma Academia a cada temporada – a normalidade das conquistas retornará. Não fica quieto, mas tampouco vive a praguejar eternamente contra o time.

E isso também vem acontecendo com a petizada. Uma vez que as vitórias não são uma constante e o clube se vê num fogo cruzado de avacalhações na mídia, escolhe o Palmeiras quem tem uma determinação maior, uma personalidade própria mais definida, que se sobressai à média, que se destaca na multidão massificada das marias-vai-com-as-outras.

Por isso pessoal, posso estar me repetindo, mas é sempre bom avisar. Quem cansou, nos dê licença. E quem não aguenta derrota, que nem comece a torcer. Essa filtragem pode ser dolorosa, mas tende a nos deixar com os melhores torcedores. Quem sabe assim nos livramos um pouco da cornetice & caretice que tanto assolam o Palmeiras. A estiagem é dura, mas a seleção natural resultante dela mostrará sua força em breve.


Pedro Carmona e Cicinho
Lástima! Cicinho 1 mês de molho. Cadê aquele Paulo Henrique, contratado há vários meses? Se não jogar, entra o Saraújo na direita, mantendo Chico e Assunção na volância. E quem ganha mais chance? O Tinga é lógico… putz… VÂMO LÁ TINGA, NÓIS ACREDITA NOCÊ!!! Força moleque, acredita e vai pra cima… haja paixão. Pelo menos chegou mais um pra meia, o Pedro Carmona. Só vendo jogar pra dizer algo, mas em nossa atual situação só podemos dizer… ACELERA CARMONA!!!

Última observação
Que se lembra da comparação que fizemos aqui do número de passes de algumas equipes do campeonato. Que os melhores passavam cerca de 350/380 passes/ jogo, enquanto nós patinávamos nos 250. Pois bem… Barcelona x Milan (2×2), nesta semana… quantos passes o Barcelona fez? 702, com 88% de acerto. O empate foi um tremendo vacilo, mas quem viu a partida sabe o que é aquele toque de bola do Barcelona. Crianças, aprendam…

"Futuro se desenhando", por Gustavo Emery - torcedor do América-MG.



“Futuro se desenhando”, por Gustavo Emery

O torcedor não é burro. Ele conhece sobre as coisas do futebol. Sobretudo o torcedor americano. Até porque, graças a Deus, não existe torcedor americano vulgo “modinha”. Aquele que quando não tem uma opção, uma certeza, fala o nome de um time, geralmente da duplinha, para ser sociável ou apenas dizer que tem um time.

O que acontece com o América no Campeonato Brasileiro? Por que o América não engrena? Por que estamos em último? A resposta é simples, clara e fácil de responder: Não temos um time de Série A, e ponto final. Não que seja um time ruim. Inclusive, na grande maioria dos jogos, fazemos boas apresentações. Ou alguém tem a coragem de dizer que merecíamos perder de 4 a 2 para o Inter? Bem é verdade, que também não merecíamos vencer, óbvio. Mas um empate ali, ficaria de bom tamanho pelo que foi apresentado.

Isso foi escrito nessa coluna no início do campeonato. Caímos em 1998, caímos em 2001 e sempre era o mesmo discurso. “Não merecíamos perder”, “jogamos bem” e etc. Ou seja… um monte de blábláblá que se repetiu (repete) em 2011 (inclusive por mim).

Mas enfim, 3 jogos em casa. 9 pontos. Matemática fácil para iniciar uma reação. Acho que menos que isso… As coisas começam a se desenhar definitivamente para o nosso retorno a Série B em 2012, ano do nosso centenário, infelizmente.

Os 3 jogos são: Avaí, Cruzeiro e Santos. Mas vamos pensar em um jogo de cada vez.

O primeiro confronto será amanhã. Esse jogo contra o Avaí, é aquele jogo que não tem nem conversa. É sair com muita disposição desde o primeiro segundo de bola rolando e matar o jogo ainda no primeiro tempo. Não tem outro resultado. É simplesmente ridículo, um time de futebol profissional, tomar 3 gols em 13 minutos. Não tem cabimento isso… Atenção galera! Atenção, pelo amor de Deus.

O jogo de sábado, começa às 18:00, na Arena do Jacaré.

Até sexta. Força, América!

*Gustavo Emery é colunista do Blog do Torcedor do América-MG no Globoesporte.com.

Parabéns, avaiano, o teu time voltou. - Por Alexandre Carlos Aguiar.

Eu esperava ir à Ressacada nesta quarta-feira e assistir a um jogo de futebol. Mas, me enganei. Assisti a um show. A um espetáculo. Pela primeria vez, em dois anos, assisti a um jogo de um time de futebol na Ressacada e este time era o dono do campo. Este time era o meu Avaí.

Confesso que sou avesso àquela história de Leão voltou, time de guerreiros, essa babação toda. De 2010 para cá, sempre via boas partidas, algumas mais, outras menos, mas por carência absoluta da torcida, cada vez que ganhávamos um jogo jogando bem o tal coro voltava. Não havia um time assim tão bom para isso. Não havia. Agora tem.

O que vi na Ressacada foi um verdadeiro time de futebol. E olha que alguns destes jogadores são limitados tecnicamente. Mas como sempre digo, quando um grupo se acerta, vira um time. Para que haja um time é preciso alguma qualidade, mas, acima de tudo, é necessária alguma disposição tática. E este time começou a demonstrar que tem.

Quem deve correr é a bola e não o jogador. Nas partidas com Silas, com Benazzi e mesmo algumas com o Gallo, havia um amontoado de jogadores correndo de um lado para outro. Esforçados, mas cansados de tanto correr. Na partida que assisti contra o excelente time do Flamengo percebia-se um time bem postado em campo, com cada um cumprindo o seu papel, e um show-man dando espetáculo, o tal de Lincoln. Que jogadorzaço.

Poucos foram as partidas que assisti na minha vida as quais não queria que acabasse. Essa foi uma delas. Podemos comemorar, torcedor, no dia do aniversário do Avaí, agora nós temos um time. Agora, sim, o Leão voltou.

- Alexandre Carlos Aguiar é o titular do blog Força Azurra.

Boa sorte, Toninho Cecílio!

Faltam palavras para expressar a surpresa de ver Toninho Cecílio no Leão. Passado o susto, vamos ao que interessa. Vamos para o pau com Toninho. Essa é a verdade. Só nos resta matar ou morrer, sem olhar pra trás.

O Vozão de hoje a noite, por Bruno Marques* - torcedor do Ceará.


O ritmo ficou frenético e o Vozão não para nem pra respirar.

O próximo adversário a entrar no caldeirão é o Avaí que habita a zona de rebaixamento desde o início do campeonato. Contudo, na última rodada, bateu o líder dentro da Ressacada. Time perigoso e extremamente motivado a sair da incômoda posição.

Ao mesmo tempo em que o Avaí encontra ânimo para lutar, perde 3 jogadores por motivo de contusão. O volante Marcos Paulo, o meia Leandrinho e o atacante Anderson Lessa não encaram o Vozão.

O Ceará, por sua vez, tem a volta de Thiago Humberto reassumindo a camisa 10. Ganhamos em qualidade da distribuição de bola no meio campo. Por falar em qualidade, Vágner Mancini tem uma boa dúvida para preencher vaga aberta após expulsão de Heleno. Utilizar o pentacampeão Edmílson ou Rudnei?

Rudnei é 2º volante, o que alteraria o posicionamento no meio. Michel ou João Marcos fariam a posição de Heleno à frente da defesa. Rudnei jogaria um pouco mais adiantado. Caso opte pelo pentacampeão, o posicionamento segue o mesmo.

Minhas dúvidas não parecem ser as mesmas do treinador. Era hora de dar uma chance ao Egídio na lateral esquerda? E Patrick na lateral direita? Olha só, estou dizendo que é uma DÚVIDA minha. Não digo que deve ser assim. E vocês? O que acham sobre as nossas laterais?

Para esse confronto, acredito muito que Mancini coloque em campo o time formado por Diego, Boiadeiro, Fabrício, Diego Sacoman, Vicente, João Marcos, Edmílson, Michel, Thiago Humberto, Osvaldo e Marcelo Nicácio.

São esses, os guerreiros que vão pressionar o Avaí, empurrados por 20 mil alvinegros!

Estamos nos aproximando do término no turno. Não é hora de perder ponto em casa. O único resultado que interessa é a vitória. Sem querer desmerecer a equipe avaiana, mas é jogo de seis pontos. Precisamos de todos os seis.

Concentração, calma e principalmente inteligência poderá definir o placar pro Vozão.

Vamos todos ao Velho Campo da Gentilândia! Vamos lotar o PV!

Eu acredito em mais uma vitória Alvinegra!


VAI PRA CIMA DELES, VOZÃÃÃOOO!!!

*Bruno Marques herdou do pai o sangue preto e branco que corre por suas veias e frequenta o Estádio Governador Plácido Castelo desde 1993. Alvinegro em tempo integral e publicitário nas horas vagas. Já reforçou o time de diversas agências de publicidade da capital cearense. Hoje, veste a camisa da agência Bando de Criação, onde atua no departamento de Planejamento de Mídia. Com 27 anos, o sócio torcedor vê seu clube voltar à elite do melhor futebol do mundo. Torcedor de arquibancada, Bruno assiste religiosamente todo jogo do Vozão e costuma ficar com a voz rouca na vitória ou na derrota. Tudo culpa do sentimento que assola a maior torcida da cidade, do estado. Sentimento que atende pelo singelo nome de Ceará,um motivo de viver. É titular do blog do Torcedor no Globoesporte.com.

Márcio Goiano, Marcinho Guerreiro e o Goiás.

Fiz campanha por Márcio Goiano no Avaí. Definitivamente gosto de técnico que faz o simples, impõe um padrão tático definitivo ao time e faz com que até os mais medianos jogadores sejam eficientes. 

O Goiás enxergou o que Avaí e Figueirense preferiram não enxergar. Contratou Marcinho Guerreiro e Márcio Goiano - dois profissionais que tinham o carinho da torcida de seus clubes em Florianópolis e mesmo assim foram defenestrados pelas Diretorias-irmãs daqui. Assim, o Goiás foi vencendo, vencendo, vencendo, até encostar novamente no G4 da segundona, com 4 vitórias seguidas. Com padrão tático.

Dispensamos Marcinho, não contratamos Goiano, e até agora não sabemos o que é Série A 2011 sem estar no Z4 com um padrão de jogo. Irônico será se o Goiás subir e o Avaí... bom, deixa pra lá, não é bom nem ficar falando sobre isso. Que os homens nos escritórios da Ressacada estejam certos dessa vez.

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