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A catástrofe tática e o medo de vencer.


O destino traçou que Silas ainda não está pronto para ser campeão de uma competição que valha algo além de uma taça. Novamente a sorte não premiou o pastor. Afinal, ela só premia quem merece. Até porque ganhar essa Copa do Brasil dependeria, antes de tudo, de sorte.

O esquema do Avaí no apito inicial.

O esquema covarde.
Diante do Vasco, dentro de casa, o Avaí entrou em campo com o esquema representado ao lado, um 5-3-2. Não é um mau esquema, pois permite flexibilidade tanto na defesa quanto no ataque a partir dos alas, principalmente porque o Julinho jogou muito mais avançado, como sempre, pela esquerda. Mas é um esquema muito mais defensivo, deixa o time adversário jogar até além do meio de campo, empurrando o próprio time para a defesa. Isolou Marquinhos correndo como se o jogo fosse uma brincadeira de "bobinho", deixou Marquinhos Gabriel igual a um otário de um lado para outro e William sem saber o que fazer.

As susbstituições inacreditáveis.
Enfim, o esquema que o Silas escolheu para a noite de ontem foi covarde, abdicando completamente do ataque, dependendo completamente de um espasmo de genialidade de um dos 4 homens que poderiam chegar à frente. Mas a noite de horror ainda não estava completa.

O Avaí após a segunda substituição.
A primeira - e pior.
Quando tudo já estava muito ruim, Silas se viu "obrigado" a tirar Acleisson. Colocou Rafael Coelho. Aí, nesse momento, chegamos a um bizarrice sem  precendentes. O Avaí passou a jogar com somente 2 homens na faixa central do campo. Marcinho Guerreiro e Marquinhos. O xará, que deveria fazer o intermédio entre William e Marquinhos, sumiu - e não poderia ser diferente. Ninguém nunca mais verá tamanha burrice na história do futebol. Na metade do primeiro tempo, já estávamos com somente 2 homens para ocupar o meio de campo. Contra o Vasco, o Vasco de Diego Souza, Éder Luís e Felipe.


A segunda - e menos ruim.
Silas finalmente sacou Marquinhos Gabriel, relegado ao ostracismo e às corridas redundantes durante o primeiro tempo, para colocar Estrada e dar maior consistência ao meio-campo. Melhoramos, mas perdemos um jogador importante para abrir o jogo pelas laterais.

A terceira, a mais irritante e o recado.
Quando tudo estava perdido, acredito que Silas tenha dado seu recado: "olha aí o que eu tenho pra reverter esse resultado". Finalmente sacou Romano, mas colocou Robinho. Ali acabou o jogo para o Avaí, com um Robinho acéfalo, que não abria opção alguma pelas laterais, limitando-se a tocar a bola de lado.

Silas conseguiu, no final da tragédia, dar um recado: precisamos de elenco. Mas ele tinha opções melhores. Isso fica pra próxima.

Se o jogo terminasse hoje, às 8 da manhã...

...o placar ainda seria 2x0 para o Vasco. Vergonhoso. Logo mais, após a dor de cabeça e um bom sono, falamos melhor sobre o desastre tático do Silas e a atuação suspeita do Vuaden. Mas só amanhã e até sábado. O que não nos falta é tempo.

Acabou o assunto Marquinhos.

As negociações envolvendo o Marquinhos me preocupam. Não tanto em podermos perder o galego pela quarta vez ou quinta vez. Mas sim porque estamos diante do mais importante título que o Avaí já chegou perto de alcançar: a Copa do Brasil. Não é o momento de se ventilar qualquer hipótese ou fato concreto que possam balançar a equipe.

O que significa a negociação envolvendo Grêmio e Santos?
Em primeiro, o quanto foi arriscado o negócio da compra dos direitos do alemão de Biguaçu. Também significa que ele continua com a língua mais solta do que prudente - todo mundo lembra daquela frase: "Só saio do Avaí se o Zunino não me quiser mais". No mais, significa que mesmo não jogando metade do que sabe durante o início do ano, os espasmos de genialidade o diferenciam da maior parte de camisas 10 no futebol brasileiro atualmente.

E em termos financeiros?
Informações extra-oficiais dão conta de 25% do passe do galego pertence à LA Sports. Mais 50% percentem ao Santos e o outro tanto é dividido (não se sabe em qual proporção) entre o próprio Marquinhos e o Avaí.

Não temos outras informações quanto ao contrato atual senão o tempo: 1 ano. Não sei também se é normal estabelecer-se multas de rescisão em contratos de empréstimos. Mas a venda dos direitos dele para o Grêmio pode significar também mais dinheiro no caixa do alemão além das luvas e os salários. Para o Avaí, pode ser um valor pequeno. Para uma única pessoa, é um valor muito considerável.

E para o time?
Já tivemos provas em 2011 de que Marquinhos não é indispensável, mas é extremamente importante. Em outros anos também fora assim. Quase todo o esquema atual do Avaí gira em torno da figura do cara que distribui o jogo, o autêntico camisa 10. 

Quando sem ele, o time se portou bem, conseguiu resultados comparáveis aos de quando ele estava em campo. Mas a forma de jogar muda. A primeira impressão é de que não aguentaremos o ritmo necessário para jogar correndo o resto de 2011 inteiro. 

No bom futebol, o clássico, o futebol do Anjo Loiro, a bola é quem corre. Em 2010, e aí essa é uma opinião extremamente pessoal, faltou exatamente isso: alguém para fazer a bola correr e dar uma trégua ao time. 

Então, por quê não repercutir?
Esse post foi exatamente contra si mesmo. Mas acho que ao final dele chegamos ao consenso de que o galego é importante para o clube e para o time. Nas fases finais da Copa do Brasil, o melhor então é tentar dar um basta nessa ansiedade que teimamos em extravasar. Seja pelo medo de perdermos o Marquinhos ou o Renan. Se eles são importantes para o Avaí, por que nós, torcedores, daríamos nossa dose de contribuição à criação de um clima de incertezas dentro do elenco e do clube?

Pergunta lá em Curitiba se alguém ouviu especulações sobre saídas de algum daqueles bons jogadores do time de 23 vitorias consecutivas...

Acabou o assunto Marquinhos. Até a taça, pelo menos.

Botafogo ou Paraná?

Hoje a noite saberemos qual será o adversário na próxima fase da Copa do Brasil. O Botafogo é o vice-líder do Grupo B do Campeonato Carioca. O Paraná é o décimo do Campeonato Paranaense. O Bota está de técnico novo, tem a volta de Maicosuel dentro de poucos dias e pode perder por até dois gols de diferença na partida de hoje.

Fica quase evidente que o Botafogo vai classificar. Mas, se pudessemos escolher, seria melhor pegar o time da estrela solitária e eliminar um grande do Rio para ganhar moral ou o Paraná, um adversário teoricamente mais frágil?

Prefiro o Botafogo, até pra termos o gostinho de vencer um alvinegro antes do próximo clássico...

A "coisinha" estava lá.

Parece difícil dizer que o Avaí estava ciente de quem é, mesmo jogando tão mal. O gol no final fez provar que não será fácil derrotar o leão sem lutar muito. Isso é o bastante, por enquanto.

O nome do jogo
É difícil absolver o Silas pela atuação apática do time em campo. O Avaí entrou em campo com espaços enormes entre os jogadores, sem compactação nenhuma - impossível não enxergar isso. O próprio Marquinhos, maestro do meio campo, durante o primeiro tempo inteiro e mais metade do segundo se dedicou a somente dar chutões pra frente, na ausência de companheiros próximos para receber a bola. 
Silas, antes do jogo, justificou a ausência do Evando dizendo que o grupo estava acima do individual. Só o que o grupo não apareceu em campo. Preocupante.


Não sei até quando teremos uma viúva do time de 2009 comandando o Avaí. Toda coletiva pós-jogo ouvimos citações a algum jogador daquele time. Agora foi a vez do Muriqui, para justificar que Muriqui poderia fazer dupla ao Marquinhos e que Estrada seria reserva imediato do galego. Ou não entendo nada de futebol ou o Silas é que só conhece o 3-6-1 com as mesmas peças de 2009... A segunda opção vai ganhando força.

Um único ponto positivo
A entrada de Estrada e William teve reflexo imediato na maneira como o Avaí jogou, assim como no resultado. Um tapa de luva na cara de quem, como o Silas, continua achando que os dois não podem jogar desde o princípio. De positivo, a entrada dos dois, que trouxe o gol fora de casa que precisávamos, mas colocou um horizonte diferente para o restante do ano.

O próximo Tigre no caminho do Avaí.

Sim, o Ipatinga tem é chamado de Tigre pelos seus torcedores. É a chance do Leão matar um Tigre, pra compensar domingo. Por isso, vamos a algumas informações sobre o clube e a cidade de Ipatinga, adversário e palco do jogo de hoje!

A cidade
Segundo o IBGE, Ipatinga é um município de 239.177 habitantes, quase o dobro de Palhoça. Fica na região do Vale do Aço, tendo a empresa Usiminas no centro do desenvolvimento da cidade.

O Clube
O Ipatinga Futebol Clube nasceu em 21 de maio de 1998. Levou somente 7 anos para conquistar o Campeonato Mineiro e menos de 10 anos para chegar à Série A. Não resistiu, caiu para a B e hoje joga a Série C. 
A melhor participação do Ipatinga na Copa do Brasil foi a terceira colocação em 2006. Em 2007, ainda chegou às quartas de final.
Fonte: Globoesporte.com



O Estádio
O Epaminondas Mendes Brito, ou Ipatingão, tem capacidade para 25 mil torcedores. Infra-estrutura completa, inclusive com subestação elétrica própria, 25 cabines para imprensa, 4 vestiários, 2 placares eletrônicos e os tradicionais camarotes, somente para citar algumas das qualidades divulgadas pelo site oficial do Clube. O gramado é grande, 110x75 m. 

O Ipatinga em 2011
Não é um parâmetro exato, mas serve para termos uma ideia da qualidade da equipe e do momento que vive. O Ipatinga amarga míseros 3 pontos após 6 rodadas do Campeonato Mineiro. Não perdeu em casa, mas também não ganhou. 

O técnico, Guilherme, está invicto desde que assumiu: 2 empates no estadual e 2 vitórias na Copa do Brasil. - venceu o Rio Branco, do Espírito do Santo, por 1 a 0 no jogo de ida e 3 a 0 no jogo de volta.

Não teremos jogo fácil, ao menos se depender da diretoria deles: ingressos a 5 reais. Um ambiente perfeito para uma vitória animadora, seja para o time da casa ou para o Avaí.

Quanto vale R$16 mil?

O resultado do jogo entre Vilhena x Avaí não pode ser considerado exatamente uma surpresa. A avaliação do jogo, então, não poderia se dar de maneira pior: sem televisionamento, só nos restou ouviu ao radinho e tentar catar algo, juntar botões, mas nada muito certo. Os pontos mais interessantes passaram a ser as entrevistas pós-jogo. 

A entrevista de Silas foi como música aos ouvidos dessa nação que jamais acostumou-se com o treinador de nada, Benazzi. Dessa vez, nenhuma palhaçada, nenhuma piadinha de dividir premiação para o leitinho das crianças, nada. Somente um discurso sobre como consertar algumas coisas no time, treinar variações táticas e essas coisas de técnico de futebol.

A entrevista do presidente do Vilhena é que foi tocante. Sem dinheiro, sem recursos e com 40 mil reais para pagar somente para os jogadores, após 6 meses sem jogar, não há dúvidas de que a esperança do patrono Vilhenense fosse de trazer o jogo de volta para a Ressacada. De acordo com o regulamento da Copa do Brasil, o time visitante que elimina o jogo de volta tem direito a 60% da renda do jogo. O jogo teve renda de R$28 mil. Resumindo: R$16 mil reais que o Vilhena deixou de ganhar.

Desolado e até mesmo desesperado, o presidente do simpático clube de Rondônia quase chorou em frente ao microfone das rádios, sem saber como manter o time depois da goleada sofrida. Na comunidade do Avaí no Orkut já rola até o movimento "Libera, Zunino". Os 60% da renda, claro. 


Rádios para sofrer o jogo.

O Avaí fará uma das únicas partidas oficiais não televisionada em anos. Isso porque nenhuma emissora arriscou-se a gastar um rio de dinheiro para montar estrutura de transmissão. Por isso, nos resta o "raidinho" para saber como o Leão se portará em campo.

Tenho uma certa aversão a jogos transmitidos pelo rádio. Qualquer lateral vira perigo de gol. Uma verdadeira dose de adrenalina desncessária ao coração. Mas, já que não há opções, ficam aqui algumas dicas:

- Regional FM: Pela primeira vez acompanharei ao trabalho do amigo Fábio Luiz Machado na sua nova emissora. Ouvi já muitos elogios à cobertura da rádio. O narrador será Odilon Jr.

- Rádio Planalto:  Transmissão nativa, da cidade de Vilhena. Uma opção curiosa, com torcida desforável.

- CBN: Já que o assunto é torcida desfavorável, a CBN continua sempre na luta por esse posto...

- Guarujá: Não tenho maiores detalhes sobre a transmissão da Guarujá, mas é sempre uma opção.

Em Rondônia o bom-senso funciona...

Fosse em qualquer estádio de Santa Catarina, a situação seria considerada normal. O Vilhena recorreu a arquibancadas metálicas para aumentar em 1000 lugares a capacidade do estádio, mas acabou tendo que retirá-las por ordem dos bombeiros.

Por alguma situação estranha, poucas vezes vi isso ocorrer em Santa Catarina. E olha que sou de Palhoça, onde o Guarani sempre teve problemas com os bombeiros, mas sempre conseguiu liberar as tais arquibancadas metálicas...

Fonte base: Vilhena EC

Vilhena: uma máquina de gols.



Um dado curioso, retirado do blog Vilhena Esporte Clube, é do resultado dos amistosos realizados pelo clube antes da estreia na Copa do Brasil, contra o Avaí.


Foram 39 gols em 6 jogos, somente 2 gols sofridos, contra times amadores. Os artilheiros do time nesses jogos foram Gustavo Rosa, Alex Baiano e Geílson. 

Melhor do que o Concórdia, de certeza, o Vilhena parece ser. 

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