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Hoje você, torcedor, é quem manda. - Por Alexandre Carlos Aguiar

Dizem, e eu concordo, que se tivéssemos mais um Lincoln no time e um outro atacante igual ao WiLeão, estaríamos brigando por vagas entre os primeiros colocados no Ricardão-2011.

A qualidade duvidosa deste campeonato permite que um ex-jogador como Adriano, relegado à categoria de imperador aposentado, seja a atual arma secreta do time que lidera por boa parte este campeonato.

Que um jogador manhoso e pipoqueiro como Neymar seja tratado a pão-de-ló e esteja sendo preparado para decidir o Mundial de Clube pelo Santos.

E até o limitadíssimo time doladelá, que só ganha fora de casa porque joga retrancado e abusa dos contra-ataques, seja a atual sensação de dez entre dez torcedores dentro da mídia local.

Não é um campeonato para ser perdido. Dada as circunstâncias, ser rebaixado sem algum esforço é o ponto mais alto da incompetência, tanto técnica quanto administrativamente. Um pouquinho a mais de zelo e se ganha o tal campeonato como uma centopéia com todos os 100 pesinhos nas costas.

Por isso, não precisaria de muitos craques no time do Avaí, não. Bastava levar com a pontinha dos dedos. Mas parece que a torcida calça 45 e o time, 39. Os dedinhos estão ficadno de fora.

Queria era um ou dois torcedores, destes que estão dando este banho de como se torce, de como se leva um time, de como se apóia mesmo nas dificuldades, dentro da diretoria. É verdade. Relutei até há algum tempo em admitir isso, mas vejo que uma situação assim seria o ideal. É inegável a força que esta torcida tem e só um cego não vê (queria muito usar esta frase, hehe)

Talvez não o torcedor fisicamente. O Zezinho ou o Manuelzinho ali, lado a lado com planilhas e fluxogramas a contratar e demitir jogadores não ia dar muito certo. Mas tem que haver o espírito. Essa condição que só a torcida avaiana possui e que custa a alguém de dentro dos camarotes centrais da Ressacada perceber. Aliás, até gente dentro da própria torcida não sabe exatamente o que é isso. Essa mobilização, esse desprendimento, essa maneira de amar INCONDICIONALMENTE o Leão da Ilha é único.


Alguns querem público zero, outros querem quebra-quebra e já se aventou até uma tal de leléia geral. Não precisa. A nossa força é a nossa paixão pelo Avaí.


Há muito que alguém precisa aprender como se ama um clube e se dedica a uma paixão. Quem vê esta torcida se declarar publicamente para o seu clube, não entende como ele é tão desmazelado administrativamente. Mas, nunca é tarde para aprender.

E que a partir desta temporada se escreva, bem grande, num out door na entrada do estádio os dizeres: AQUI HÁ TORCEDORES QUE MANDAM NESTE CLUBE.

As fotos eu tomei emprestadas dos blogs dos meus amigos.

*Alexandre Carlos Aguiar é o blogueiro titular do Força Azurra.

Homens de fé.

"(...) o presidente João Nilson Zunino tem duas coisas a fazer nesse início de semana: a primeira, demitir o técnico como sugeriu o Aguiar, por justa causa; a segunda, contratar alguém que efetivamente tenha alguma história no futebol (Márcio Goiano só serve para a Série B e para a mesa bicuda); a terceira, chamar o elenco para que cada jogador assuma suas responsabilidades; e a quarta, dizer que ele está voltando a presidir o clube e que chamará a torcida para jogar junto outra vez, assumindo sua culpa pelos erros crassos cometidos de 2010 para cá.

Se nessa reunião de segunda-feira nada disso for feito, podem ter certeza que o título dessa nota ("Vamos cair") se confirmará."
- André Tarnowsky Filho, em sua coluna  Bom Dia Azurras de hoje.  

Quem achar que o Presidente decidirá presidir assim, de repente, por favor, merece ganhar a última camisa de goleiro do Avaí. Haja fé, amigo, haja fé...


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Procura-se um corajoso.


Está em aberto, para quem quiser disputar no final de 2012, a vaga como Presidente do Avaí, atualmente deste homem preocupado da foto. Tem que ter culhões, milhões e saber montar bons times, somente para começar. Mas principalmente entender melhor o sentido de um Clube de futebol como o Avaí existir. 

Sem a valorização plena da torcida, perdemos parte do sentido de nossa existência. A Série A já não tem mais o gostinho que tinha. Mas ainda é a nossa maior glória. Deixe-nos aproveitar mais desse cálice. Deixe-nos inundar a Ressacada com a famosa onda em Azul e Branco. 

Procura-se um corajoso, daqueles bravos, sem orgulhos tolos e medo de admitir erros. Eis o maior desafio da história recente do Avaí.

Márcio Goiano, Marcinho Guerreiro e o Goiás.

Fiz campanha por Márcio Goiano no Avaí. Definitivamente gosto de técnico que faz o simples, impõe um padrão tático definitivo ao time e faz com que até os mais medianos jogadores sejam eficientes. 

O Goiás enxergou o que Avaí e Figueirense preferiram não enxergar. Contratou Marcinho Guerreiro e Márcio Goiano - dois profissionais que tinham o carinho da torcida de seus clubes em Florianópolis e mesmo assim foram defenestrados pelas Diretorias-irmãs daqui. Assim, o Goiás foi vencendo, vencendo, vencendo, até encostar novamente no G4 da segundona, com 4 vitórias seguidas. Com padrão tático.

Dispensamos Marcinho, não contratamos Goiano, e até agora não sabemos o que é Série A 2011 sem estar no Z4 com um padrão de jogo. Irônico será se o Goiás subir e o Avaí... bom, deixa pra lá, não é bom nem ficar falando sobre isso. Que os homens nos escritórios da Ressacada estejam certos dessa vez.

Quando uma Diretoria tem pulso firme (ou não).

Celso Roth é retranqueiro, perdeu o Mundial de Clubes de maneira vergonhosa, escala mal e mexe pior ainda no time. Parecia inderrubável, perdendo tudo de mais importante que o Inter disputou, mantendo jogadores caríssimos no banco e ainda assim tendo o aval da Diretoria.

O respeito pelo profissional e pelo que ele poderia apresentar perdurou por 10 longos meses. Quanto valeu esse respeito? O título mais importante da história do Inter, de um prejuízo incalculável, e outro prejuízo talvez de menor escala: ter jogadores de altos salários e alto gabarito sempre no banco.

A manutenção de Celso Roth e sua teimosia foram prejudiciais ao Inter, mas eles puderam se dar ao luxo de perder um Mundial e não perder o sonho de chegar a 200 mil sócios. O Avaí ainda sonha com 10 mil sócios. 

Entendeu?
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Meu querido Presidente, esfria a cabeça...

...e lê esse texto do Rodrigo, lá de Brusque. Fica um trechinho aqui:

"Nada impede que adversários vão misturados aos da casa, ou que façam tocaias nas cercanias. Quem vai pra Estádio só pra arrumar confusão é bandido. E bandido sempre arruma um jeito de aprontar."
Por favor, repense bem o papel do Clássico para o Estado...

Hoje tem post especial no blog.

Não perca, às 10 horas, um post muito especial. O diretor do Avaí, Cláudio Vicente, responde ao blog os questionamentos feitos no post "Uma afronta ao sócio." A resposta foi enviada ao blog no dia 13 de março, mas  uma falha minha impediu que fosse mais cedo. Não conferi o e-mail do blog nesse período.

De prévia, posso dizer que todas as minhas dúvidas foram sanadas. Assim como as suas também serão.

Tem alguém contente com isso?

No final de 2009, tínhamos perto de 13mil sócios ,se não me falha a memória, e estávamos numa crescente. O presidente Zunino tinha uma meta de alcançar os 15mil, o que para a época eu achava uma meta modesta devido ao nosso momento. 
 
Eis que no começo de 2010 tiveram uma brilhante ideia, com o aval do nosso conselho decorativo, de aumentar todos os valores da ressacada, majorando mais quem menos podia pagar, teve modalidade que aumentou cerca de 200%. Seria brilhante caso funcionasse, a nossa receita cresceria muito, mas não foi o que vimos.
 
Atualmente contamos com cerca de 8mil sócios adimplentes, tirando pela nossa média de público no estadual, tem 50% dos sócios pagando para assistir aos jogos pelo pay-per-view. Mas o que mais me intriga é que depois de mais de 14 meses, diminuindo cada vez mais o número de associados, qual a justificativa para continuar com essa política? Das duas uma, ou tem alguém lucrando muito com isso ou o Avaí está nadando em dinheiro.

A torcida ainda não assimilou o baque, nossa média de público diminui a cada ano. Acredito que a nossa diretoria perdeu bastante receita, tendo em vista que a meta era chegar aos 15mil sócios.  Oito mil pagando um pouco a mais será que é vantajoso?

Não sei o que é pior, a nossa pacificidade ou a vista grossa da diretoria em não querer ver o que está acontecendo na Ressacada com públicos cada vez menores.

Até quando veremos a Ressacada vazia?

Uma afronta ao sócio.

A denúncia feita pelo amigo André Tarnowsky, de que o funcionário do clube Cláudio Vicente foi um dos Conselheiros a propor os novos preços de associação não repercutiu em lugar quase nenhum. Será que estamos todos acostumados com a falta de ética?

Vamos aos fatos: um Conselheiro que seja integrante da Diretoria não tem direito a voto. O senhor Cláudio Vicente, no final de 2010, até então não constava no organograma do clube e pôde, sem empecilhos, exercer a função a qual se ofereceu, de junto à Diretoria chegar a um valor de consenso para os valores de associação ao Avaí.

No dia 2 de fevereiro o novo organograma do clube foi apresentado e  o nome do senhor Cláudio Vicente consta em 4 cargos. As questões que devem ser esclarecidas agora são: a partir de que momento este senhor deixou de servir ao Conselho e começou a exercer suas funções dentro do Avaí, se existiu um momento em que ele trabalhou no Avaí sem participar oficialmente do organograma e exerceu sua função como conselheiro e se você, sócio, continua confiando nesta Diretoria mesmo sem saber as respostas das questões anteriores.

Pode ser pessimismo, mas até que se prove inocência nada disso passará sem um ar de extrema desconfiança.

Existe oposição no Avaí? - Capítulo 2.

Santinho da campanha eleitoral do Inter.
Quem sabe um dia aqui também?
Vou juntando o que acho de interessante na internet sobre como o comando dos clubes de futebol pelo mundo. Tudo isso porque é ridículo que a Presidência do Avaí seja um cargo praticamente imutável, sem perspectivas de mudanças. Que a administração Zunino é melhor ($$) do que outras que passaram pelo Clube, isso parece unanimidade. Mas o equilíbrio de forças políticas é naturalmente benéfico a qualquer instituição. 

O desempenho do Internacional nos campos nestes últimos anos só é comparável ao próprio sistema eleitoral do clube, por exemplo. A eleição Giovanni Luigi Calvario teve 16.924 votos válidos, realizados em urnas eletrônicas e também por correspondência. Como? Simples, qualquer sócio maior de 16 anos e associado desde 31 de dezembro de 2008 pôde votar.

Link para o site exclusivo das eleições do Sport Clube Internacional AQUI. De dar inveja em qualquer um.



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O sumiço do Presidente.


No princípio, era a glória. Antônio Lopes chegou e, com a sequência de bons resultados, alçou a Diretoria avaiana a patamares de aprovação dificilmente visto neste ano complicado na relação com o torcedor. Libertadores, esse era o nosso sonho àquela altura.

Meio do campeonato, eis a visão da glória: fugir do rebaixamento. Que Nossa Senhora da Ressacada queira que ao final disso tudo não nos reste somente defender a dignidade desta camisa marcada por 87 anos de lágrimas e suor.

A caminhada rumo ao precipício já começava e ainda assim tivemos que conviver com a empáfia de quem julgou haver numa reunião de 300 puxa-sacos a nata de "verdadeiros avaianos". Puxa-sacos, sim, neste termo forte, pois não é possível que alguém seja capaz de aplaudir declarações de tal teor, de receber tal alcunha e sorrir com a Ressacada lembrando velórios.

Os mesmos puxa-sacos são os que vão ao blog da Diretoria reclamar de quem fica indignado com essa postura arrogante, evidenciada no jantar aniversário, quando tudo caminha bem e com o sumiço de todos os responsáveis quando tudo de que a torcida precisa é de uma declaração para apaziguar os ânimos. O mínimo que esperamos é que o Presidente Zunino, que é uma boa pessoa e um cidadão honrado, venha a público esclarecer: afinal, existem somente 300 verdadeiros avaianos mesmo? Essa é mesmo a opinião dele ou foi somente uma maneira de exaltar os presentes na reunião de aniversário do clube? Esse silêncio pode ser uma resposta.

Aliás, dizem por aí que numa derrota o Presidente estava lá, no camarote, sozinho, desolado como todo avaiano de coração. Onde é que estavam os puxa-sacos, heim?



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