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Previsão: 5 alegrias e 5 decepções para 2011
Na semana que antecede a estreia avaiana na primeira competição oficial de 2011 (só pra lembrar, nesse ano serão o Catarinense, a Copa do Brasil e a Série A), me permito fazer um exercício de futurologia e prever 5 alegrias e 5 decepções que aguardam o torcedor azurra (em tempo, tomara que eu acerte apenas as alegrias...):
ALEGRIAS (em ordem de importância, a maior alegria é a número 1):
5) Rafael Coelho: Essa é só pra provocar meu amigo Gérson, do Avaixonados. Superando as desconfianças, o novo ídolo avaiano será carregado nos braços da torcida, após fazer o gol que rebaixará nosso rival (veja item 1);
4) Jandson: Já confirmado, nos deu a primeira alegria do ano ao ser emprestado para o Prudente. Vai com Deus, meu filho!
3) Tricampeonato Catarinense: Vamos recuperar a hegemonia, sendo novamente o mais vezes campeão estadual de forma isolada.
2) Vaga na Libertadores 2012: com uma campanha memorável, comandada pelo maestro Marquinhos Santos e pelo canhotinha de ouro Estrada, o Avaí mais uma vez surpreenderá o Brasil ao conquistar uma vaga na Libertadores. Só não sei ainda se será ficando entre os três primeiros do Brasileirão ou sendo campeão da Copa do Brasil...
1) Rebaixamento do "outro time": Pra coroar o ano, a cereja do bolo. No segundo clássico pela Série A, um gol de Rafael Coelho já nos acréscimos rebaixará matematicamente o time das letras para a Série B de 2012. Sairemos da Ressacada carregando o "matador", enquanto a torcida modinha do outro lado chora mais uma vez...
DECEPÇÕES (em ordem de importância, a maior decepção é a número 1):
5) Medina: a eterna promessa volta ao Avaí, é elogiada pelos "entendidos" de futebol, faz uma fumacinha aqui, outra ali... e morre na casca como todo ano;
4) Duplicação da Diomício Freitas: após mais uma série de promessas e discursos eleitoreiros, a torcida avaiana vai amargar mais um ano de filas, embargos ambientais e discursos vazios com o célebre "agora vai!";
3) Rafael Costa: nem chega a ser uma decepção, se levarmos em conta que "de onde não se espera nada, é que não sai nada mesmo". O craque-revelação, artilheiro de amistosos e jogos-treino vai perder mais um balaio de gols feitos, vai ser xingado pela torcida, vai ser usado como salvação em alguns jogos e terminará o ano no ostracismo... exatamente como em 2010!
2) Público na Ressacada: mais uma vez, teremos a "Bombonera" às moscas, esvaziada pela "socialização dos custos", salvo algum acidente de percurso forçar a Diretoria a promover preços populares para que os mesmos bobocas de 2010 encham o estádio e salvem o time. Como o elenco é bom e isso não vai acontecer, teremos um dos mais belos estádios do país quase vazio, jogo após jogo;
1) Wagner Benazzi: Vai escalar errado, mexer errado, falar na hora errada e fugir da responsabilidade. Tudo como sempre foi. Será mandado embora ainda a tempo de salvarmos o ano e ganhar o Catarinense.
E você, torcedor? Concorda com minha lista? Mudaria alguma coisa? Dê sua opinião nos comentários!
Autor : Herondino
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Papo de Botequim,
Papo de Botequim - Jogadores derrubam técnicos?
Torcidas derrubam técnicos. Clássicos derrubam técnicos. Dirigentes derrubam técnicos. Jornalistas derrubam técnicos. Técnicos derrubam técnicos. E, jogadores, derrubam técnicos? Quais poderiam ser os indícios de que há uma batata assando nos bastidores de um clube? A seguir, uma hipotética lista de situações.
- Quedas bruscas de rendimento: Quando um técnico novo chega na praça, todos querem mostrar o seu futebol e o rendimento do time tende a subir. Há no mercado técnicos especializados em salvar times do rebaixamento ou técnicos copeiros, especialistas em competições curtas, pois justamente não há tempo para as relações pessoais começarem a azedar.
- Quedas bruscas de rendimento: Quando um técnico novo chega na praça, todos querem mostrar o seu futebol e o rendimento do time tende a subir. Há no mercado técnicos especializados em salvar times do rebaixamento ou técnicos copeiros, especialistas em competições curtas, pois justamente não há tempo para as relações pessoais começarem a azedar.
No entanto, com o passar do tempo as máscaras vão caindo e jogadores baladeiros vão sendo gradativamente sacados do time por técnicos linha-dura ou ganham um banquinho como castigo. O grupo de baladeiros, que não é pequeno, se une e começa a fazer corpo mole. É o início do fim.
- Reclamações públicas: Quando atletas do clube começam a reclamar muito do técnico pode esperar porque vai ter queda. No São Paulo de Ricardo Gomes, Cicinho
afirmava que estava pronto para o jogo enquanto continuava sendo "poupado" pelo treinador; e Dagoberto disse a emissoras de televisão que o São Paulo tinha que parar de jogar como time pequeno.
afirmava que estava pronto para o jogo enquanto continuava sendo "poupado" pelo treinador; e Dagoberto disse a emissoras de televisão que o São Paulo tinha que parar de jogar como time pequeno.Ou seja, o alerta deve ficar ligado quando começam a surgir jogadores - como o lateral-esquerdo, por exemplo - que saem de campo reclamando de substituição, "astros" dando indiretas sobre a sua não escalação e pedidos de mudança de esquema de jogo.
- Contusões misteriosas: Quando comandava o Santos, Emerson Leão acreditava num complô de jogadores para derrubá-lo. O técnico não disfarçava o incômodo com a lesão do lateral-esquerdo Kléber durante um momento delicado que o Santos vivencia.
Quando um dos "astros" do time - do tipo que veste roupa com logotipo de sua grife e promete gols que não poderá cumprir - não consegue fazer a bola entrar e a voz das arquibancadas que antes clamava por ele começa a clamar por contratações na sua posição, esta pode ser a senha para uma dorzinha no calcanhar e sair de fininho, jogando a responsabilidade no colo de outro.
É claro que o fato do atleta ir constantemente para a balada e encher a cara contribui para prolongar o tratamento de contusões reais, unindo o útil ao agradável.
- Invejinhas dentro do grupo: Você é baladeiro com orgulho e adora seus colegas baladeiros. Mas, há no grupo aquele atleta rodado, experiente, que já conquistou tudo o que você nunca irá conquistar no futebol e que não faz parte do seu grupinho de balada.
Ele é mais famoso que você. Ele está se aposentando e não consegue disputar 90 minutos em alto nível contra times de Série A. O seu técnico linha dura gosta mais dele do que de você. Ele tem uma camisa só para ele. Ele tem as costas quente, afinal, foi trazido pelo filho do dono da bola. Em seus pensamentos etílicos, você se questiona: por que passaria a bola para ele?
- Agitações extra-campo: Seu empresário brigou com o clube e seu contrato termina no final do ano? Relaxa que no ano que vem é vida nova em casa nova. Se tiveres presa e a torcida não for lá sua fã, peça para seu empresário te levar para um time promissor, mesmo que seja na Série B, afinal, é melhor ser campeão da Série B do que rebaixado da Série A.
Não se preocupe, a Diretoria do seu atual time achará que está fazendo um grande negócio te liberando gratuitamente e sempre há no elenco uma eterna promessa para substituí-lo. Afinal, foi esta mesma direção que contratou você e o bando de cachaceiro que estava jogando no time titular no seu lugar.
Após ler essas considerações hipotéticas o torcedor de um time qualquer poderia começar a fazer terra arrasada, afinal, se os jogadores não querem, não há técnico campeão do mundo que resolva. O demitido será o técnico, embora a culpa seja do tal "planejamento" que encheu o clube de parasitas. No entanto, caso um dia isso aconteça no nosso Avaí Futebol Clube (toc toc toc), o que os avaianos - verdadeiros ou falsos - poderiam fazer?
Não tenho a menor idéia, mas acho que a parte que cabe ao torcedor é não se esquecer que os contratos dos jogadores sem comprometimento terminam, técnicos caem (embora deixem suas multas rescisórias), parcerias com empresas de futebol se vão, diretores egocêntricos e cabides de emprego passam.

O que fica é o Avaí e seu torcedor, com sua dor ou alegria, extasiado ou humilhado. Diante do imediatismo da situação, fica-se em casa assistindo PPV ou há a opção de tentar fazer ouvir a sua voz, por mais que oficialmente ela tenha sido insistentemente ignorada.
Fico com as palavras do nosso colega de blog, Eduardo: no final, só restará a torcida e nossa camisa azul e branca. O Avaí, acima de qualquer elenco ou direção, é nosso, é da torcida. Não vamos nos omitir. A instituição vai perdurar e a alegria ou a tristeza será apenas nossa.
"Levantemo-nos e evitemos o pior, pois nós somos os únicos que temos algo a perder".
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"Este post é obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência".
Seções anteriores:
- Baladas e álcool prejudicam os atletas?
- Eles também mereciam a Seleção!
- Na balança: A Era Chamusca!
- Nenhum homem é uma ilha. E Sáv10?
- Conselheiro porque paga mais
- 3-5-2, 3-6-1, 4-4-2?
- Qual o público da final de 88?
- Dão é ídolo?
- O melhor Avaí de todos os tempos?
- Por que os Atletas de Cristo incomodam tanto?
- Qual deve ser a nova camisa retrô?
- Quem foi melhor, Marquinhos ou Adilson Heleno?
- Eles também mereciam a Seleção!
- Na balança: A Era Chamusca!
- Nenhum homem é uma ilha. E Sáv10?
- Conselheiro porque paga mais
- 3-5-2, 3-6-1, 4-4-2?
- Qual o público da final de 88?
- Dão é ídolo?
- O melhor Avaí de todos os tempos?
- Por que os Atletas de Cristo incomodam tanto?
- Qual deve ser a nova camisa retrô?
- Quem foi melhor, Marquinhos ou Adilson Heleno?
Autor : Felipe Matos
Tag :
Papo de Botequim,
Baladas e álcool prejudicam os atletas?
"Não é de hoje que os craques da bola gostam de freqüentar casas noturnas. No entanto, esses momentos de lazer, na verdade, podem acarretar sérios problemas à saúde dos atletas se estiverem associados a noites mal dormidas e ao consumo de álcool.Quando o álcool é ingerido após uma intensa atividade física (treinos e jogos, principalmente), em que os jogadores costumam ficar desidratados e ressentindo-se da pouca quantidade de alimentos no estômago por causa da competição, o álcool consumido é absorvido mais rapidamente e pode provocar problemas que não ocorreriam em situações normais.
[...] A ingestão de álcool geralmente tem efeito indireto sobre o reabastecimento de combustíveis após o exercício. Provavelmente, as bebedeiras impedem que o atleta consuma a quantidade necessária de carboidratos; no final, os atletas não ingerem muitos alimentos nem optam por alimentos com alto teor de carboidratos nessas ocasiões.
Outro problema é que se o atleta apresentar contusão nos músculos e tecidos moles, a prática médica padrão, de técnicas vasoconstritoras, como descanso, gelo, compressão ou elevação fica comprometida, devido à dilatação indesejada dos vasos e ao redor dos locais atingidos causada pelo álcool, retardando a recuperação da lesão.
A recomendação, nesses casos, é para que os atletas evitem consumir bebidas alcoólicas, principalmente nas primeiras 24 horas após o jogo. [...]
Os primeiros problemas que afetam o desempenho esportivo incluem nutrição inadequada e estilo de vida ruim (p. ex., sono e recuperação insuficientes). Por ser um nutriente bastante energético, o álcool pode aumentar o peso, problema típico no caso de grande ingestão.
De acordo com vários especialistas, o sono é um fator decisivo para a recuperação de uma pessoa, ainda mais em se tratando de atletas. Enquanto dormimos as células cerebrais são regeneradas. Jogadores que passam a noite nas "baladas" prejudicam sua força, o tônus da musculatura e apresentam dificuldades de concentração e estado de irritabilidade, além de ter seu metabolismo alterado.

"A privação do sono traz alguns malefícios para o organismo e alterações psicológicas como o mal humor, irritabilidade, déficit de atenção e raciocínio e algumas alterações fisiológicas", reforça a professora Hanna Karen Antunes, do Centro de Estudos em Psicobiologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O preparador físico Nuno Cobra, autor do livro "A Semente da Vitória", diz em seu livro que "quem se envolve sadiamente com uma atividade física sistemática tem a obrigação ainda maior de ter um sono mais profundo, mais reparador e de maior duração". Afinal, durante este tipo de sono, cada célula do corpo é restaurada e o indivíduo ganha energia e disposição."
(Fonte: Nutrição Esportiva. Ronald J. Maughan e Louise M. Burke. Artmed Editora. Via site do Profº Mesquita.)
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Na Seção Papo de Botequim, uma polêmica inútil defendida sob determinados pontos de vista.
Seções anteriores:
Autor : Felipe Matos
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Conselheiro porque pago?
Continuando com o indagamento sobre o mérito de representar a torcida avaiana ao custo de 230 reais por mês, recebemos comentários que merecem destaques. Procurei não distorcer a intenção de cada um deles, mas somente pegar as partes que podem colaborar na discussão.
Felipe Matos
Só acho que R$230 é barato, já que tem direito a duas cadeiras + estacionamento de graça. Um sócio comum pagaria R$200,00 por esses benefícios, logo, o direito a voto no Avaí vale R$30,00 mensais.
Ismael
Ao meu ver, poder de voto por R$230,00 é barato para essa minoria da população. Resta saber se esse poder é grande assim ou como comentou o colega acima, não passa de algo decorativo. Conselheiro eleito por sócio levaria a compra de voto, voto obrigatório, campanha política e todas as sacanagens que já vemos fora do futebol no nosso dia-a-dia.
Guto Atherino
Os sócios com mais de um ano no quadro e que estão quites com o clube podem se reunir em chapas (que tem um mínimo de inscrições. Se não me engano este número é de 200, ou 150) e concorrer nas eleiçoes. O número de chapas concorrentes é ilimitado. E todo e qualquer sócio com mais de um ano no quadro e seus deveres quites com o clube pode comparecer e votar na chapa de conselheiros que quiser.
Saiba o que diz o Estatuto do Avaí Futebol Clube:
Art. 44. O Conselho Deliberativo é o órgão de manifestação coletiva dos associados, constituído de associados maiores de 18 (dezoito) anos, devidamente associados ao Avaí F.C. há, pelo menos, 1 (um) ano, e em pleno gozo de seus direitos estatutários, eleitos pela Assembléia Geral, para o mandato de 4 (quatro) anos, e será composto por:
a) membros natos; b) membros eleitos.
Fica a dúvida: todo e qualquer sócio dentro das condições citadas pelo Estatuto podem ser eleitos como Conselheiros sem precisar pagar R$230,00 mensais? Algum jurista pode nos ajudar a interpretar o Estatuto?
E a discussão continua...
Autor : Rafael VE
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Avaianidade,
Papo de Botequim,
Conselheiro porque paga mais.
O Avaí Futebol Clube, regido pela batuta do senhor João Nilson Zunino, é também avalizado por um seleto grupo que paga 230 reais por mês para ter direito a duas cadeiras nas arquibancadas sociais da Ressacada, assim como estacionamento e uma coisinha menos importante, ao menos na prática, pelo que vimos em 2010: poder de voto.
Quando surge algo de grande poder de impacto no futuro do Avaí, somente quem pode votar pela aprovação ou pelo veto das propostas do "executivo", aquele regido pelo senhor Nilson Zunino, é o Conselho Deliberativo.
Missão que inclui dar o parecer sobre as contas do ano que passou e também avaliar as medidas para as contas do ano em vigência fechem. Logo, não tenha dúvidas: os novos planos de associação, junto com seus preços absurdos, passaram pela aprovação Conselho.
Missão que inclui dar o parecer sobre as contas do ano que passou e também avaliar as medidas para as contas do ano em vigência fechem. Logo, não tenha dúvidas: os novos planos de associação, junto com seus preços absurdos, passaram pela aprovação Conselho.Portanto o Conselho Deliberativo não poderia ser feito por qualquer pessoa com condições de pagar 230 reais mensalmente ao Clube.
Sinceramente, não necessito nem de argumentos fortes, é algo muito intuitvo. Pense rapidamente, demoradamente, como quiser: a torcida avaiana é imensa. Todas as classes sociais fazem parte dela. Todos são afetados pelas decisões administrativas que passam pelo crivo do Conselho Deliberativo.
Assim, os integrantes do Conselho deveriam ser eleitos pelos sócios.
Assim, os integrantes do Conselho deveriam ser eleitos pelos sócios.
OU NÃO?
As respostas mais pertinentes serão anexadas ao post principal para fomentar a discussão.
Autor : Rafael VE
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Opinião,
Papo de Botequim,
Papo de Botequim: Dão é ídolo?
Dão, "o bom baiano", foi campeão do Catarinense de 1997, formando o trio de ataque com Claudiomir e Jacaré.
No ano seguinte, em 1998, Dão foi campeão da Série C, conquista que nos orgulhará para sempre, fazendo parte do ataque ao lado do grande Paulo César. Neste ano, também fez parte do elenco campeão dos dois turnos do Campeonato Catarinense.
Em 1999, Dão, agora incontestavelmente o craque da equipe, marcou dois gols no clássico da Copa do Brasil, onde eliminamos o Figueirense, e também foi ícone da brilhante caminhada do Avaí no Catarinense daquele ano, sendo o melhor jogador da final do torneio, o "Assalto do Século", onde marcou o tento alviceleste - o que não foi anulado. No mesmo ano, participou da campanha avaiana na Série B, sendo destaque daquele Avaí que terminaria eliminado pelo Bahia, de Uéslei.
Em 2000, o atleta disputou mais uma temporada com a camisa alviceleste.
Dão não era só um dos jogadores mais vitoriosos do Avaí. Ele era um símbolo do elenco avaiano. Ele representava o time do Avaí. Era uma espécie de Lauro, do Juventude, ou Sérgio Alves, do Ceará, atrelando seu próprio nome ao Avaí dos anos 90.
Seus feitos foram, por certo, suficientes para eternizar seu nome na história avaiana. Outros com menos conquistas e passagens marcantes que o bom baiano alcançaram o status de ídolo do clube alviceleste, e Dão o faria facilmente, cravando seu nome no hall dos maiores ava
ianos da história.
Acontece que, após toda essa bela história com o manto avaiano, Dão, no estágio derradeiro de sua carreira, optou por transferir-se ao cô-irmão do além-pontes, em busca do grande salário que aquelas letras o proporcionariam. Não dando a devida importância para o impacto que isto causaria na sua imagem, foi jogar no maior rival do clube aonde ele havia feito história.
Já no time do estreito, Dão, quando jogando contra o Avaí no Clássico de 2001, onde se disputava o acesso à Série A, sofreu uma entrada violenta do volante avaiano Perivaldo, e saiu de maca. Nunca me esquecerei: Quando era carregado pelos maqueiros, do lado de fora do campo, à frente da torcida avaiana, Dão sofreu uma chuva de moedas, acompanhadas dos tradicionais gritos de "mercenário!", e reagiu beijando o escudo do time da árvore. Com aquele ato de ironia e escárnio, Dão, símbolo do Avaí dos anos 90, manchava seu nome para sempre perante a torcida do Leão da Ilha.
Para alguns, seus feitos o levaram ao status de ídolo azurra. Para outros, no entanto, o deslize cometido no fim da carreira pulverizou seu nome da história avaiana.

Afinal, Dão é ou não é ídolo do Avaí Futebol Clube?
No ano seguinte, em 1998, Dão foi campeão da Série C, conquista que nos orgulhará para sempre, fazendo parte do ataque ao lado do grande Paulo César. Neste ano, também fez parte do elenco campeão dos dois turnos do Campeonato Catarinense.
Em 1999, Dão, agora incontestavelmente o craque da equipe, marcou dois gols no clássico da Copa do Brasil, onde eliminamos o Figueirense, e também foi ícone da brilhante caminhada do Avaí no Catarinense daquele ano, sendo o melhor jogador da final do torneio, o "Assalto do Século", onde marcou o tento alviceleste - o que não foi anulado. No mesmo ano, participou da campanha avaiana na Série B, sendo destaque daquele Avaí que terminaria eliminado pelo Bahia, de Uéslei.
Em 2000, o atleta disputou mais uma temporada com a camisa alviceleste.
Dão não era só um dos jogadores mais vitoriosos do Avaí. Ele era um símbolo do elenco avaiano. Ele representava o time do Avaí. Era uma espécie de Lauro, do Juventude, ou Sérgio Alves, do Ceará, atrelando seu próprio nome ao Avaí dos anos 90.
Seus feitos foram, por certo, suficientes para eternizar seu nome na história avaiana. Outros com menos conquistas e passagens marcantes que o bom baiano alcançaram o status de ídolo do clube alviceleste, e Dão o faria facilmente, cravando seu nome no hall dos maiores ava
Acontece que, após toda essa bela história com o manto avaiano, Dão, no estágio derradeiro de sua carreira, optou por transferir-se ao cô-irmão do além-pontes, em busca do grande salário que aquelas letras o proporcionariam. Não dando a devida importância para o impacto que isto causaria na sua imagem, foi jogar no maior rival do clube aonde ele havia feito história.
Já no time do estreito, Dão, quando jogando contra o Avaí no Clássico de 2001, onde se disputava o acesso à Série A, sofreu uma entrada violenta do volante avaiano Perivaldo, e saiu de maca. Nunca me esquecerei: Quando era carregado pelos maqueiros, do lado de fora do campo, à frente da torcida avaiana, Dão sofreu uma chuva de moedas, acompanhadas dos tradicionais gritos de "mercenário!", e reagiu beijando o escudo do time da árvore. Com aquele ato de ironia e escárnio, Dão, símbolo do Avaí dos anos 90, manchava seu nome para sempre perante a torcida do Leão da Ilha.
Para alguns, seus feitos o levaram ao status de ídolo azurra. Para outros, no entanto, o deslize cometido no fim da carreira pulverizou seu nome da história avaiana.

Afinal, Dão é ou não é ídolo do Avaí Futebol Clube?
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Já aposentado e longe dos jogos oficiais, atualmente Dão investe na carreira profissional de seu filho, que já tentou jogar nas categorias de base do Figueirense, mas foi dispensado. Dão é ídolo na cidade de Sento Sé, município do norte baiano, onde inclusive empresta seu nome a um torneio de futebol amador promovido pela prefeitura local, a Taça João Carlos Rocha (foto ao lado).
Autor : Eduardo Roberge Goedert

