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Eu não esqueci, Verdini.

"Ganhou do Grêmio, não vai ganhar do Criciúma? No futebol a memória dura uma rodada. Se o Avaí ganhar domingo, esquece isso”.

Essas foram as palavras do eterno Verdini, o craque das palavras. O cara que deu a grande carga moral que o Criciúma precisava para enfrentar o Avaí no jogo do turno.  Sagrou-se o Criciúma como campeão do turno...

Verdini, o gênio inesquecível. 
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Cabeças-de-catuto

Em bom manezês, "cabeça-de-catuto" significa "burro, ignorante, que não tem nada na cabeça". Manezinho que sou, desde pequeno me acostumei com os mais velhos se dirigindo aos pequenos com esse "agrado" a cada atitude pouco inteligente da gurizada.

Pois é o termo que serve perfeitamente para agraciar os "jênios" (assim mesmo, com "j") que montam a tabela do Catarinense. Gostaria imensamente de conhecer o iluminado que marcou, para a primeira rodada do estadual, o jogo do Avaí NO MESMO DIA do Planeta Atlântida, o maior acontecimento cultural do verão de Floripa.

Sem contar a redução de público causada pelo evento musical, ninguém se deu conta da logística (policiamento em especial) necessária para acompanhar dois espetáculos com aglomeração de pessoas no mesmo dia, em pleno verão da já caótica Ilha da Magia?

Custava pensar um pouquinho e passar o jogo do Avaí pra domingo, trazendo pra sábado o grande clássico Joinville x Brusque ou o ainda maior Imbituba x Marcílio Dias? Cabeças-de-catuto, é o que são!

Mas também, como esperar mais se o principal veículo de comunicação do Estado e patrocinador do Catarinense estampa em seu portal um tal de "Catarinense 201", cujo link leva para uma tal de "página não encontrada"? Veja abaixo, enquanto os estagiários da grande rede ainda não arrumam. Será que eles não testam o próprio site? Cabeças-de-catuto!!

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Desorganização, teu nome é AVAÍ

Gostaria muito de estar escrevendo sobre a grande vitória de hoje, sobre a entrada no G-4, sobre a excelente campanha... mas não tenho ânimo, porque apesar de ser SÓCIO não pude entrar no estádio hoje.

Cheguei na Ressacada às 15:10 (50 minutos antes do horário do jogo) com meu filho de 9 anos. A fila para o portão 4 (setor D) já estava quilométrica. Fui pro final da fila, mas ela não andava. Depois, pude ver o motivo: um portãozinho onde só passavam duas pessoas de cada vez. Pior: nenhum funcionário do Avaí para organizar a fila ou agilizar a entrada. Com isso, os "espertalhões" de plantão começaram a furar a fila, daí mesmo que ela ficava parada e cada vez maior.

Exatamente às 16:10, quando saiu o primeiro gol avaiano, eu ainda estava há uns 50 metros da entrada. Nesse momento, olhando meu filho chorar, resolvi desistir. Dei meia volta e fui pra casa.

De que adianta ser sócio, se no dia de jogos bons eu não tenho nenhum privilégio? Se tenho que dividir o espaço com os oportunistas que só vão na boa? Tinha MUITA gente com ingresso na mão, ou seja, compraram só para ir contra o Corinthians. E os sócios ali, sem conseguir entrar.

Felizmente, moro perto do Estádio então ainda consegui assistir desde a metade do primeiro tempo pela TV. E quem veio de longe? Com certeza, teve gente que só entrou no intervalo ou mais tarde ainda.

Custava ter umas 4 ou 5 catracas EXCLUSIVAS para sócios? Custava ter alguém organizando? É assim que o Avaí quer aumentar o número de associados? E agora, o Avaí vai me ressarcir? Entro com uma ação no Procon porque o clube vendeu um produto que não entregou?

Sei que tem gente que vai dizer que deveríamos chegar mais cedo, ainda que eu pense que 50 minutos antes é MUITO CEDO. Entendo e aceito o grande número de pessoas num jogo desse porte, o que não posso aceitar é a DESORGANIZAÇÃO que a cada dia dá as caras no Avaí.

A falácia dos ingressos caros

Era de se imaginar que as discussões futebolísticas em Florianópolis hoje seriam exclusivamente sobre a grande vitória avaiana nessa fria tarde de domingo. Ledo engano. Dividindo a atenção dos comentaristas e martelando a cabeça dos torcedores está a seguinte pergunta: por que menos de 8 mil pessoas estiveram na Ressacada assistindo a bela atuação azurra?

Era opinião quase unânime que o preço dos ingressos era o grande vilão do público em nosso estádio. Como se fosse uma nuvem negra a escurecer o céu do Carianos, o valor alto sempre foi apontado como o motivo que levava os torcedores a se manter longe da Ressacada, mesmo com os muitos atrativos para sair de casa. Assim, a fórmula mágica para atrair público era, de acordo com os "especialistas", baixar o preço dos ingressos. Com isso, como num passe de mágica, nossa "arena" ficaria sempre cheia e o velho "caldeirão" estaria de volta. Simples, não?

Seria simples, se o torcedor fosse de simples entendimento. Mas não é, por óbvio. A direção avaiana baixou o preço dos ingressos para o jogo dessa tarde e o número de almas no estádio foi pouco maior que em outros jogos. O horário era bom, o clima ameno, tínhamos um goleiro de seleção em campo, brigávamos por uma vaga entre os 4 melhores do campeonato... então, onde está o problema? Quem é o culpado?

Minha resposta, da qual não tenho a menor dúvida: a culpa é do ridículo acesso à Ressacada, que faz com que o cidadão saia do estádio às 18 horas e chegue em casa depois da 20. Isso mesmo, são mais de duas horas numa fila irritante e insistente, dentro de um carro ou ônibus. Sem contar o tempo que levou para chegar ao estádio.

Futebol, assim como teatro, televisão e cinema, é recreação e divertimento. Agora, quem vai
ter paciência para passar mais tempo no trânsito do que assistindo ao espetáculo? Falo inclusive por mim, que me associei há apenas uma semana, depois de resistir por vários anos. Nunca foi o preço dos ingressos o problema: como morava no Centro, não tinha a mínima paciência para enfrentar esse monstro a cada jogo. Foi só me mudar para o Carianos e pronto, me associei. Obviamente, nem todos os torcedores avaianos podem se mudar para próximo no estádio, de modo que o ideal seria que os responsáveis pela nossa cidade tivessem um pouco de competência e vergonha na cara para resolver a situação.

Voltando à batida questão dos ingressos: o Avaí tem, segundo as fontes oficiais, mais de 10 mil sócios. Ou seja, nem os sócios estão comparecendo, numa prova inequívoca de que o preço não é o grande vilão, afinal a mensalidade já está paga mesmo. Ingresso avulso só é usado pelos torcedores de ocasião, que vão a um ou  dois jogos no ano. Ou alguém acha que tem torcedor que compra ingresso para todo jogo?

Não quero aqui defender a bandeira dos preços, dizendo que são baixos, apenas não acredito que seja esse o motivo pelo ridículo público nos jogos do Avaí. Em uma comparação grosseira, experimentem ir a qualquer Shopping da cidade e fazer uma refeição (um lanche, vá lá). Se você estiver acompanhado de sua esposa e dois filhos, não gastará menos do que R$ 70,00 por uma refeição de menos de meia-hora. E isso não é chute, aconteceu comigo na semana passada. Meus dois pequenos comeram um horrível Mc Donald's enquanto eu e minha esposa preferimos um prato de massa. E a conta ficou nesse valor que mencionei. E quantas pessoas vocês conhecem que deixam de ir aos Shoppings por causa dessa extorsão? Todos pagam o preço normalmente sem reclamar, mas não levam horas no trajeto casa-shopping-casa.

Então alguém vem me dizer: "ah, mas contra o Corinthians vai encher". É claro, cara pálida. É o Corinthians, que até ontem era líder do campeonato. É o time com a maior torcida do Brasil. É o time que vem com Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno. Daí o mesmo interlocutor me questiona: "mas tu vai na Ressacada pra ver o Avaí ou os outros times?". Isso é hipocrisia, da braba. É óbvio que o torcedor vai lá torcer pro Avaí, mas tem a motivação extra de ganhar de um Corinthians, de um Palmeiras do Felipão, de um Flamengo com 5 títulos nacionais. Pro torcedor, essa figura passional, uma vitória dessas dá muito mais gosto do que uma goleada sobre o pobre Goiás do medonho Rafael Tolói. Não acredita? Vai dizer que não torce com mais gosto e vontade contra os "grandes"?

O mesmo raciocínio vale pra quem argumentar que "mas na Série B dava mais gente". Óbvio, mais uma vez. Era o gosto do novo, era a chance palpável de estar na elite que movia as multidões rumo ao sul da Ilha. E agora isso não existe mais, essa motivação não pode ser enfiada goela abaixo do torcedor comum. Hoje, estamos numa confortável quinta posição, sem maiores sobressaltos e enfrentamos um Goiás mal das pernas. Agora, aposto que se ao final do campeonato estivermos disputando uma vaga na Libertadores ou a tabela mostrar o Avaí no 16º lugar (toc, toc, toc) a Ressacada estará lotada novamente. A chance de terminar entre os melhores ou o medo de ser rebaixado trazem novamente essa motivação que supera até as irritantes filas. Mas agora, na 12ª rodada, de onde buscar essa motivação?

Então meus caros, parem de reclamar da Diretoria Avaiana. Sejam mais inteligentes e dirijam seus protestos para as pessoas que administram nossa cidade. Aproveitem que estamos em ano de eleições e façam valer sua vontade. Que dupliquem a Av. Diomicio Freitas, pelo menos até a Ressacada e então se regozijem com nossa praça de esportes novamente lotada e o caldeirão a pleno vapor. Fora isso, é tempo e discurso perdido. Vão reclamar pro Bispo.

Figuras do futebol catarinense: O Analfabeto

Segundo o site Desciclopédia, "analfabetismo" significa: anal (Ânus) e betismo (ler), ou seja, uma pessoa que não sabe ler ou lê igual sua bunda. Perdão pelos termos chulos, mas é que a rapeize do Desciclopédia não perdoa.

Durante muitos anos o Brasil tentou acabar com o Analfabetismo e nunca conseguiu. Como o governo viu que isso seria impossível para a grande maioria da população, ele usou o jeitinho brasileiro e mudou a lei considerando uma pessoa "alfabetizada" aquela que conseguir ler e escrever o próprio nome.

Pegamos, por exemplo, um texto de autor desconhecido, circulante na internet (mesmo se soubéssemos quem é o autor do texto, não divulgaríamos o seu nome para não constrangê-lo).
Conte com a gente quantos erros gramaticais você encontra no testículo abaixo:

"INCIDENTES AO TERMINO DA PARTIDA CORREAM EM MINHA DIREÇÃO O TREINADOR DO AVAI SR. PERECLES RAIMUNDO OLIVEIRA CHAMUSCA, RECLAMANDO DA ARBITRAGEM, ASSIM COMO OS ATLETAS SR RAFAEL DIEGO DE SOUZA ,N 02 E O SR ANTONIO CAIO SILVA DE SOUZA N 11 E O SR. JOSÉ BATISTA LEITE DA SILVA N 05 TODOS ATLETAS DO AVAI E MAIAS ALGUNS ATLETAS QUE NÃO FOI POSSIVEL IDENTIFICAR ONDE TODOS TIVERAM QUE SER CONTIDOS PELO POLICIAMENTO ATLETAS ESTE TAMBEM DO AVAI FC. APÓS O TERMINO DA PARTIDA QUANDO SAIAMOS ESCOLTADOS PELO POLICIAMENTO EM DIREÇÃO AO VESTIARIO DE ARBITRAGEM FORAM AREMESSADOS VARIOS OBJETOS EM NOSSA DIREÇÃO IDENTIFICANDO OS SEGUINTES SAPATOS, GARRAFA PLASTICA DE AGUA E UM GUARDA CHUVA, VINDO DA PARTE COBERTA SOCIAL NOVA. NOS ACRECIMOS DO 2° TEMPO DA PARTIDA FORAM AREMESSADOS FOGUETES EM DIREÇÃO AO CAMPO DE JOGO ONDE DOIS DESTES ESTOURARAM DENTRO DA AREA DE META DEFENDIDA PELO GOLEIRO DO AVAI PROVOCANDO O RETARDAMENTO DA CONTINUIDADE DO JOGO ESTES FOGUETES FORAM AREMESSADOS DA ARQUIBANCADA DESCOBERTA ONDE SE ENCONTRAVA A TORCIDA DO AVAI. NA COMEMORAÇÃO DOS ATLETAS DO FIGUEIRENSE APÓS O GOL DO MESMO ADENTROU AO GRAMADO DO CAMPO DE JOGO O SR LEANDRO DOS SANTOS BELO, , GANDULA DA EQUIPE DO AVAI PARA DISCUTIR COM ATLETAS DO FIGUEIRENSE. SENDO EXPULSO , APÓS AO TERMINO DA PARTIDA. OS GANDULAS Sr. LEANDRO DOS SANTOS BELO, SR.DJALMA MARTINS PEREIRA NETO, SR. ANDERSON A S BELO E O SR. DEIVID DIAS SE ENVOLVERAM EM UMA CONFUSÃO COM OS ATLETAS DO FIGUEIRENSE COM EMPURROES E OFENSAS MORAIS SENDO NECESSARIO A INTERVENÇÃO DO POLICIAMENTO QUE ESTAVA PROXIMO . NÃO FOMOS INFORMADO PELA JUSTIÇA INTINERANTE DE OUTROS INCIDENTES ALÉM DOS JA RELATADOS.. APOS O ENCERRAMENTO DO JOGO COMPARECEU AO NOSSO VESTIARIO O SR. MAJOR RICARDO DA POLICIA MILITAR INFORMANDO QUE HOUVE CONFRONTO ENTRE POLICIA MILITAR E A TORCIDA IDENTIFICADA COMO DA MANCHA AZUL DO AVAI, CAUSANDO UMA LESÃO NO PÉ DO SOLDADO LIMA EM VIRTUDE DE UMA PEDRADA."

Quero o futebol de volta!

Quando eu era criança e adolescente, lá pelas décadas de 70 e 80, era muito mais gostoso ser torcedor de futebol. Alguns chamam de "época romântica", eu prefiro denominá-la "época esportiva". Sim, porque o que chamam de futebol atualmente tem muito pouco de esporte.

Naquele tempo, torcíamos pelos nossos times e apenas por eles. Não queríamos saber das negociatas, das falcatruas, das jogadas de bastidores, das parcerias. O time sendo campeão era o que nos bastava. Acreditávamos no amor à camisa, no comprometimento e no fio de bigode.

Nos dias seguintes aos jogos, discutíamos esquemas táticos, atuações, gols, defesas, arbitragens... éramos felizes e não sabíamos. Hoje, em um paradoxo incompreensível, com muito mais acesso à informação do que antes, não discutimos mais FUTEBOL. Só o que se lê é sobre parcerias, contratos, negócios, patrocínios masteres, arenas etc etc etc. De futebol mesmo, dentro de campo, pouca coisa.

Se o jogador A joga, é imposição da parceria para colocá-lo em exposição e o técnico é medroso; se não joga, a parceria só traz perna-de-pau e o técnico é birrento e burro. Se um time é mantido, é se contentar com pouco; se é desfeito, não sabemos segurar os talentos. Se a camisa tem dezoito patrocinadores, é vulgarização do "manto sagrado"; se não tem nenhum, não houve competência para atrair dinheiro das empresas.

O torcedor está mais preocupado em saber por quanto foi vendido o atacante Manequinha para o Ruindense do que saber que o Zequinha está destruindo nos treinos e vai ser titular.

Sinceramente, cansei disso tudo. Quero meu futebol de volta. Quero discutir FUTEBOL, quero torcer, vibrar, me emocionar, chorar com as vitórias e as derrotas do meu time. NÃO QUERO discutir marketing, negócios, contabilidade e outros assuntos tão chatos quanto. Quero acreditar que o futebol ainda pode ser apenas um jogo. Falta pouco para desistir dessa utopia, mas quando não acreditar mais nisso, paro de vez.

Por favor, devolvam meu futebol, que ficou perdido em algum lugar entre um "patrocínio-master" e um "planejamento estratégico".

Manezinho mais irado da cidade: o dedinho de Leonardo

Foi impressão minha ou Leonardo, após fazer o gol do modorrento Avaí 1 X 0 Metropolitano foi tirar satisfações com um torcedor das sociais novas? A impressão que deu é que havia um torcedor reclamando da atuação do time, dai quando Leonardo fez o gol foi correndo apontar para essa pessoa dizendo que estava sim respeitando a camisa do Avaí. O torcedor ficou feliz com o gol, aplaudiu Leonardo, o atleta aplaudiu de volta e tudo ficou acertado, sem maiores complicações ou dramas. Ao final de jogo Leonardo saiu reclamando do calor e dizendo que o torcedor não teve paciência, mas que estava no seu direito de reclamar. Tudo Ok e sem polêmicas.





Para ver a seqüencia em vídeo, basta clicar AQUI. Não é hora de polemizar, mas se o que aconteceu foi exatamente o que narrei - e isso são apenas as minhas impressões e não a expressão da realidade - Leonardo tem que "esfriar a cabeça", perdão pelo trocadilho infame numa tarde tão quente como a de sábado passado.

Após meses e meses parado, recuperando-se no Avaí, Leonardo voltou devagar em alguns jogos do ano passado. A torcida - que acreditou nas boas credenciais do atleta - teve a devida paciência com o jogador, deu tempo e espaço para sua recuperação. A estréia no Catarinense 2010 foi como a reestréia de Leonardo e após algumas rodadas já anotou 4 gols, embora tenha tido apenas uma atuação acima da média, justamente na goleada contra o JEC.

Agora, uma coisa que me irrita no futebol é jogador profissional que vai tirar satisfações com a torcida. Leonardo, mô pombo, não és Romário. Romário pode mostrar o dedinho pra torcida, porque Romário desequilibra uma partida sozinho. Tu, não. Um atleta profissional do futebol, que ganhas o que ganhas - e em dia - tem é que ficar caladinho e jogar bola. Se a torcida apoia, vibre com ela e vá subir os degraus da nova arquibancada para cair em seus braços. Se a torcida vaia, é porque o time não está jogando nada, exatamente o caso do Avaí neste Catarinense. Então, fique quieto, levante a cabeça, finja que não ouviu e vá em frente. Torcedor é assim, quando o gol sair, eles vão aplaudir.

Querer tirar satisfações com a torcida só desnuda a falta de preparo mental de um atleta que deveria estar ciente das pressões do mundo esportivo, ainda mais quando o esporte que pratica é o que apaixona um país. Já imaginou o juiz marcar um penalti certeiro e correr para a arquibancada dando de dedo nos torcedores que o chamam de filho da Dutra? Nem Dalmo Bozzano, que era Dalmo Bozzano, faria isso (ok, ele já fez sim, mas ele também não conta).

O Avaí desmontou-se após garantias públicas de sua diretoria de que isto não aconteceria. O torcedor tem que arcar com os altos custos dos ingressos e das mensalidades enquanto os clubes vendem cota de TV a preço de banana. Tem que aguentar um time que na última rodada do returno ainda não está pronto. Tem que aguentar um mormaço de 40º graus nas arquibancadas e depois ficar preso na fila para poder voltar para casa, num sábado de carnaval. Tem que pagar R$4,00 num copo de H2OH que sai por menos de R$1,20 num Bistek da vida. E agora, tu, Leonardo, que ganhas o que ganhas para jogar bola, não podes aguentar uma vaia quando o time todo está jogando MUITO MAL contra o Metropolitano, time blumenauense fora de série?

Já tivemos casos aqui de jogador que mostra dedinho para a torcida. Não durou muito, embora o dedinho que ele mostrou fosse outro, bem diferente do teu. Coloque a cabeça no lugar, continue evoluindo em seu futebol e não perca tempo fugindo desse caminho vencedor que estás trilhando. Ainda vais ouvir muitas vaias, caso o Avaí continue com o futebol instável que vem apresentando. Se não gostas delas, o único modo de fazê-las sumir é exatamente o que fizeste: gol. E só. Vamos lá, Leonardo, contamos contigo!

O manezinho mais irado da cidade! - Futebol às 22 horas?

Inspirado na seção quase homônima da Revista Placar, vamos fazer uma brincadeira e transformá-la na seção “O manezinho mais irado da cidade”, aquele que diz as (supostas) verdade sem calo na língua, populista, sem medo de ser politicamente incorreto ou querer agradar gregos e troianos! Na sessão de estréia, só para esquentar, um assunto fácil de malhar: o horário absurdo do futebol!

Jogos começando às 22 horas são bons apenas para a televisão. Mas, e nós, torcedores, consumidores de um produto, que pagamos (cada vez mais) caro por ele, como ficamos? E, no caso dos avaianos, que hora chegaremos em casa se o jogo começa as 22 horas e depois pegamos a bicha do trevo da Seta? E quase nunca é uma bichinha! Se a Diretoria brigou tanto para aumentar o valor das mensalidades, não pode brigar para que as partidas fossem num horário humanamente viável? Sentem-se pequenos para brigar contra a novela e o BBB? Pois, a culpa são dos clubes, que acham que valorizar o futebol é aumentar preço de ingressos e das mensalidades! Acorda pra vida, mô quirido! São uns mazanzas!

Na hora de negociarem com a televisão, os clubes e seus representantes pensam pequeno, são tacanhos, tem complexo de inferioridade, não sabem o real valor do produto rentável que tem em mãos e engolem qualquer merreca. O fato é que jogo às 22 horas só é bom para a TV, que não faz grandes alterações em sua grade de programação, passa a novela, o BBB, vende mais pacotes na TV fechada e ainda paga uma merreca de cota para os clubes, como o caso da RBS que fatura alto e dá muito pouco em troca.


Embora os valores tenham aumentado nos últimos anos, esse aumento se deu em virtude da disputa entre RBS X RIC Record e não da boa vontade das empresas e muito menos dos clubes, que ainda não acordaram para o real valor dos seus produtos. O que a RBS paga para alguns clubes do Estado em todo o campeonato, ela arrecada em alguns minutos de propaganda no horário nobre.


Vem cá, agora deixa eu falar! Me focaliza aqui! Sabe quanto a empresa gaúcha paga para ter o direito de explorar e mandar e desmandar em todas partidas? Meros R$1,6 milhão! Não faz nem cosquinha nos cofres! Deste dinheiro, os quatro grandes (Avaí, Joinville, Criciuma e outro que esqueci o nome) ganham ridículos 13%, algo em torno de R$200 mil! Chapecoense, Brusque, Metropolitano e Ibirama ganham meros 9%. Já Imbituba e Juventus recebem irrisórios 6%! Merrecas, não vale a água da louça! R$ 1,6 milhão ela consegue só na cota de churros vendidos no Planeta Atlântida! Agora me diz pra mim, por R$200 mil temos que aguentar humilhações como assistir partidas no meio da semana às 22 horas ou domingo às 19:30? RBS, clubes, Federação, todos fazem de nós - torcedores - palhaços. Mofas!


Todos os clubes, mas especialmente os quatro grandes, como o Avaí (único representante catarinense na Série A e time com maior número de transmissões) acabam decidindo aumentar a conta dos associados ao invés de brigar para aumentar os valores das cotas de TV para o Catarinense. Se o produto que vende é bom – e de fato é – porque só um lado paga a conta? E justamente o lado mais fraco e que sustenta o mercado de futebol: os torcedores. Futebol às 22 horas é um insulto! Se os clubes querem elitizar o futebol para supostamente valorizá-lo, que comecem parando de se prostituir por uma merreca! Tem que acabar o Big Brother para depois a bola rolar? Beleza, tudo bem! Mas, que se vendam caro para quem realmente pode pagar! É calça de veludo ou bumbum de fora!

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