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Repúdio ao auto-flagelo


"Ao torcedor é permitido perder a razão, ser desponderado, agir incoerentemente. O torcedor se comporta conforme seus instintos, de maneira ilógica. Em um dia, ama; noutro, odeia. É, pois, passional".

Tal absurda regra popular, sabe-se, é constantemente difundida pelos meios de comunicação nacionais, figurando como verdade absoluta no universo futebolístico. As incoerências que corriqueiramente revestem as atitudes de uma torcida, numa desequilibrada gangorra comportamental, são invariavelmente toleradas, justificadas numa alegada passionalidade do torcedor, como se este fosse um homem-de-neandertal.

Dentro dessa tendência ao comportamento irracional, facilmente verificável em situações periclitantes como a que vivemos no presente, chama a atenção a inconsequência de indivíduos que, em nome daquela passionalidade fajuta, vaiam, xingam, fazem escárnio, abandonam a causa ou até mesmo torcem contra o Avaí, sem perceber, no entanto, que sua fúria atinge ninguém exceto eles próprios.

O torcedor que age da maneira descrita, desassociando-se do clube porque temos Daniel na lateral direita, torcendo contra porque desaprova Dirceu na linha de zaga ou deixando de ir ao jogo porque nosso time é péssimo, imagina, ingenuamente, que está ferindo seus desafetos com sua conduta reprovadora. Pensa ele, sem pensar, que sua ira, além de legítima, é eficaz. Não consegue vislumbrar, entretanto, que o único homem a ser atingido por seus atos é ele mesmo: auto-flagela-se, na fantasia de estar causando prejuízo aos que odeia.

Em um curto espaço de tempo, Zunino estará ampliando sua cadeia de laboratórios em um local distante, Daniel desfilará nos campos da segunda divisão do Azerbaijão, Dirceu estará jogando por algum clube-empresa da terceira divisão paulista, Romano estará onde Judas perdeu as botas e Cleverson estará plantando aipim em algum minifúndio do Acre. Nenhum deles carregará qualquer cicatriz por conta da campanha ridícula que protagonizaram. Todos irão pra bem longe, viverão suas vidas, receberão seus salários, encontrarão êxitos e fracassos noutros lugares, esquecer-se-ão dos dias que envergaram a camisa do Avaí Futebol Clube.

Adivinhe quem é que pagará a conta de todo o fracasso. Quem ficará com as ruínas de um ano catastrófico nas mãos?

Justamente o sujeito que vaiou, xingou, escarneceu, abandonou a causa ou até mesmo torceu contra seu escrete. "Com Daniel na na lateral direita eu não volto à Ressacada, pois não vou para ver esse time ruim", dizia cheio de razão, sem sequer cogitar que, ao contrário de Daniel e do time ruim, ele tinha realmente algo valioso a perder. Recusou-se a apoiar os vermes que transitoriamente vestiam a camisa azul e branca, acreditando que isso lhes feriria, mas, no final, será o único atingido pela tragédia.

O impulso instintivo, natural dos animais, nos empurra ao esperneio, à raiva dos que estão em campo e diretoria. Todavia, a racionalidade nos obriga realizar a desvinculação da instituição Avaí dos que temporariamente a representam. Esqueçamos dos infelizes que hoje vestem o manto sagrado. A camisa azul e branca, que não tem culpa dos incompetentes que a vestem, será a única a aqui permanecer conosco. O resto todo passará, menos nós e o Avaí.

Relembremos toda a história de quedas e superações que passamos para chegar onde sempre sonhamos. É absurdo e irracional atirarmos a toalha por conta de insignificantes seres que por ora vestem azul, mas que amanhã serão apagados de nossa história, para depois nós mesmos termos de enfrentar as consequências danosas de nossos atos. Não nos auto-flagelemos: os únicos que realmente tem algo a perder somos nós, somente nós.

Procura-se um corajoso.


Está em aberto, para quem quiser disputar no final de 2012, a vaga como Presidente do Avaí, atualmente deste homem preocupado da foto. Tem que ter culhões, milhões e saber montar bons times, somente para começar. Mas principalmente entender melhor o sentido de um Clube de futebol como o Avaí existir. 

Sem a valorização plena da torcida, perdemos parte do sentido de nossa existência. A Série A já não tem mais o gostinho que tinha. Mas ainda é a nossa maior glória. Deixe-nos aproveitar mais desse cálice. Deixe-nos inundar a Ressacada com a famosa onda em Azul e Branco. 

Procura-se um corajoso, daqueles bravos, sem orgulhos tolos e medo de admitir erros. Eis o maior desafio da história recente do Avaí.

Parabéns, avaiano, o teu time voltou. - Por Alexandre Carlos Aguiar.

Eu esperava ir à Ressacada nesta quarta-feira e assistir a um jogo de futebol. Mas, me enganei. Assisti a um show. A um espetáculo. Pela primeria vez, em dois anos, assisti a um jogo de um time de futebol na Ressacada e este time era o dono do campo. Este time era o meu Avaí.

Confesso que sou avesso àquela história de Leão voltou, time de guerreiros, essa babação toda. De 2010 para cá, sempre via boas partidas, algumas mais, outras menos, mas por carência absoluta da torcida, cada vez que ganhávamos um jogo jogando bem o tal coro voltava. Não havia um time assim tão bom para isso. Não havia. Agora tem.

O que vi na Ressacada foi um verdadeiro time de futebol. E olha que alguns destes jogadores são limitados tecnicamente. Mas como sempre digo, quando um grupo se acerta, vira um time. Para que haja um time é preciso alguma qualidade, mas, acima de tudo, é necessária alguma disposição tática. E este time começou a demonstrar que tem.

Quem deve correr é a bola e não o jogador. Nas partidas com Silas, com Benazzi e mesmo algumas com o Gallo, havia um amontoado de jogadores correndo de um lado para outro. Esforçados, mas cansados de tanto correr. Na partida que assisti contra o excelente time do Flamengo percebia-se um time bem postado em campo, com cada um cumprindo o seu papel, e um show-man dando espetáculo, o tal de Lincoln. Que jogadorzaço.

Poucos foram as partidas que assisti na minha vida as quais não queria que acabasse. Essa foi uma delas. Podemos comemorar, torcedor, no dia do aniversário do Avaí, agora nós temos um time. Agora, sim, o Leão voltou.

- Alexandre Carlos Aguiar é o titular do blog Força Azurra.

Hora de ser campeão.

Escreveu Sérgio da Costa Ramos: "O instigante é que todo avaiano se orgulha da sua força de, com garra e suor, alcançar quase sempre o improvável, o inalcançável, o impossível. O Avaí não é apenas tradição. É um tratado de boa esquizofrenia esportiva. Não seria ilógico, nem inédito, o campeonato chegar com uma derrota (2 a 0). O Avaí já deu a volta olímpica comemorando um 1 a 2…"

Perdemos o Clássico. Paramos nas manchetes policiais, todos no mesmo balaio, como se um crime cometido por um avaiano fosse um crime cometido por toda a nação avaiana. Nosso time chega ao final do returno sem engrenar. Não poderíamos estar em pior situação. Bom sinal.

Temos todos os motivos para darmos as mãos, ir ao nosso estádio apoiar nosso time, dar uma porção de confiança àqueles que agora sentem em campo o peso de uma camisa azul er um clube deste tamanho com feridas tão expostas.  

Não temos mais espaço para lamentações, agora vale tudo para ser campeão. Seja apoiar aquele jogador que não suportamos mais ver em campo, associar-se a preço de ouro e ter que aguentar todos os atabalhoamentos do clube, aguentar horas de fila nos jogos. Há poucas coisas mais que possamos errar. Seja como torcida, como instituição ou como time. Chegamos a um momento em que o campeonato depende somente de nossas escolhas. Agir como campeões ou como desesperados.

Podemos fechar as caras, escolher nossos próprios narizes como razão para torcer, ou podemos nos unir e procurar a vitória juntos. Cobramos muito do time, queremos raça os 90 minutos. Cobramos bastante do Clube, queremos respeito, qualidade de atendimento. Precisamos, como torcida, dar o nosso quinhão de tudo que pedimos. Dar nas arquibancadas toda a raça que cobramos e ao clube todas as razões para que nos respeite. Que o título venha com tantos tropeços, mas venha. É só o que importa agora.

Que o resto de Santa Catarina aguente o tranco de enfrentar o Avaí e sua torcida acuados. Se tudo der errado, não será por falta de luta.

Lembremos, este era o nosso sonho!

Se perguntado há quinze anos atrás, qualquer torcedor do Avaí acharia impossível que o clube se tornasse um dos vinte melhores do país. Nossa inferioridade perante os "grandes" era astronômica. Olhava-se com admiração e surpresa quando qualquer notícia sobre o nosso time era veiculada na imprensa nacional. A regra era torcer para dois clubes: o Avaí, em escalão regional; e outro, do eixo, para poder se torcer no verdadeiro futebol, no futebol de elite.

Desde a histórica campanha de 1998, a qual culminou no título nacional da Série C, o Avaí tentou, na segunda divisão nacional, o acesso à Série A, alcançando-o dez anos depois. O crescimento do clube, sua profissionalização e o amadurecimento de sua torcida se deram de forma rápida: de minúsculo e nacionalmente insignificante, nosso clube passou a ser um dos vinte melhores do Brasil.

Para galgarmos esse posto, todavia, uma penosa caminhada na Série B teve de ser realizada. Foi dolorosa a caminhada principalmente porque víamos, durante maior parte desse tempo, nosso arqui-rival na elite. "Rumo à Série A", dizia nosso marketing.

Disputamos 10 campeonatos da Série B. Na maior parte deles, brigamos pelo acesso, mas, em 9 consecutivos, fracassamos. Vivemos, naquela divisão, momentos históricos. Vimos o corajoso Avaí, de Dão, ser eliminado para o Bahia, de Uéslei. Nós vimos o time alvi-verde-negro-rosa subir após uma invasão de campo, enquanto, depois de sermos vítimas dum indignante cai-cai, falhávamos em Belém. Vimos o time tomar 6 x 1 do Palmeiras, em casa, num jogo que decidia nossa vida no torneio. Vimos o quase-acesso de 2004, lembrança que ainda provoca alguma emoção. Vimos um time que, classificado à fase seguinte após um emocionante gol nos derradeiros instantes de jogo, não venceu nenhuma partida no quadrangular semi-final. Vimos um quase-rebaixamento em 2007. Por fim, vimos, em 2008, um time que encantou, conquistando o tão sonhado acesso à Série A. Vimos Cedenir, Fantick, Alex Rossi. Vimos Jackson, Milton Maluco e Calmon. Vimos Brenner, Oliveira e Marco Túlio. Vimos Batista, Marquinhos e Evando. Qual torcedor que vivenciou isso tudo não se emociona? Impossível, pois todos esses fatos surgem à mente, como um filme... Nesses anos todos, nos emocionamos: torcemos, comemoramos, choramos, tudo por uma causa só: Queríamos o Avaí na Série A.

Agora, amigos, que estamos no topo, que alcançamos o nosso objetivo, que realizamos nosso sonho maior, alguns, passado pedaço da competição, querem jogar a toalha, pois conformados com nosso regresso à Segundona, como se esse fosse o nosso inevitável destino. Pois não é, se não deixarmos ser.

Críticas, protestos e demais ações que demonstrem a insatisfação são válidos, desde que realizados com o objetivo de ajudar o Avaí, e não como mero esperneio desprovido de objetivos concretos. O importante é não abandonar o nosso Avaí.

Não façamos os anos de aprendizado na Série B inúteis. Honremos os guerreiros que deram suor e sangue pra concretizar nosso sonho. Não abandonemos nosso Avaí, pois é inconteste que nosso apoio é fundamental. Façamos isso em nome de nós mesmos, que choramos - de alegria ou tristeza - pelo Avaí, que o acompanhamos todo esse tempo, que enfrentamos todas as dificuldades, que sonhávamos com a Série A, agora realidade.

Colhe-se da sabedoria popular: "Só se reconhece um amigo na hora do perigo". Peço permissão pra adaptar o dito, de forma a ilustrar o presente texto: "Só se reconhece um torcedor de verdade na hora de dificuldade".

E você, vai abandonar aquele que já tratou, outrora, como sendo sua "paixão pra toda vida", conformado com seu descenso à Série B, torneio que, como nos mostrou nossa experiência decenal, é dificílimo de se conquistar? Vai dar desculpas, esquivar-se do seu papel de torcedor, esperar que a maré mude pra voltar a se dizer torcedor do Leão?

Ou estará, junto comigo e tantos outros teimosos, junto ao time, chova ou faça sol, vencendo ou perdendo, Quarta-Feira ou Sábado, na liderança ou na lanterna, pra, pelo menos, poder dizer que tentou até o final, que honrou a condição de torcedor do Avaí Futebol Clube?

Os jogadores e técnicos, invariavelmente apontados como culpados dos fracassos, sairão todos, trilharão seus próprios rumos, irão para bem longe do Avaí. Restaremos nós, somente!. Nós, a camisa azul e branca e as migalhas que sobrarem dessa campanha! Entenda-se: não devemos esperar uma iniciativa por parte do elenco para apenas depois agirmos, pois somos os únicos que realmente têm algo a perder.

Lembremos, torcedores avaianos: Este era o nosso sonho!

Este post é um remake do texto aqui veiculado no decorrer do ano passado (16/07/09). Naquela oportunidade, o Avaí era o lanterna da Série A, contabilizando apenas uma vitória em 10 rodadas. Conseguiu-se a virada. Que a consigamos mais uma vez, avaianos.

A histórica pesquisa do Lance!

O futebol do Rio de Janeiro sempre exerceu grande influência na história do futebol brasileiro. Quem morava no Rio, mesmo que fosse de fora, sempre torcia por times do Rio e nos outros Estados a penetração dos times cariocas sempre foi hegemônica, ao lado dos times paulistas.

Em Florianópolis, a paixão pelo futebol carioca sempre foi histórica, herança do tempo em que o Rio de Janeiro era a capital do país e as rádios cariocas e as suas transmissões esportivas invadiam a cidade e os ilhéus dividiam-se entre Avaí e Figueirense e depois entre Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminense e até times menores como América, Bangu e Canto do Rio tinham a simpatia do povo da ilha.

Na história avaiana, tivemos partidas históricas contra times cariocas desde 1933, quando o Avaí perdeu por 3 a 1 para a hoje extinta equipe do Império–RJ, no Adolfo Konder. Em 1942 perdemos por 6 a 1 para o Canto do Rio, equipe de Niterói que hoje amarga a terceira divisão carioca. Perdemos para o América em 1945 e encaramos o poderoso Vasco da Gama em 1952 (relembre alguns jogos AQUI).


Nossas relações com os cariocas se estreitaram a partir da gestão Fernando Bastos (Torcedor Ilustre) na década de 70. Com inúmeras parcerias com o Flamengo, o Avaí trouxe nomes como Valter Miraglia, , Celso, Ademir, Jorge Henrique, Michila além de Fio Maravilha (por onde anda) e Ubirajara (por onde anda) no auge e tantos outros rubro-negros.

Na década de 80 tivemos Adilson Heleno (por onde anda), um dos tantos sucessores de Zico. Na década de 90 tivemos Adílio e os anos passaram e vários eternas promessas do futebol carioca passaram por aqui como Yan (por onde anda), Zada (por onde anda), Richardson (por onde anda), Brener (por onde anda)... Sávio, hoje, é um símbolo dos resquícios desta paixão, finalmente correspondida, 77 anos depois que Avaí e Império se encontraram no Adolfo Konder.

Segundo a pesquisa Lance!/IBOPE, os times de maior torcida no Rio de Janeiro continuam sendo Flamengo (45,5%), Vasco (17,8%), Fluminense (10,2%) e Botafogo (9,3%). Nenhum clube "forasteiro" (ou seja, de outro Estado) alcançou 1% das preferências. Contudo, dois igualam a torcida do América, quinta maior potência estadual: Cruzeiro (MG) e Avaí (SC), com 0,5% cada um.

O que explicaria esse fenômeno? As boas atuações do Leão da Ilha nos últimos três anos, fazendo com que o simpático "time do Guga" ocupe um lugarzinho no coração dos torcedores cariocas? As invasões de avaianos nos jogos sediados no Rio de Janeiro, como o histórico Flamengo X Avaí, no Maracanã, no ano passado? A gentileza com que as torcidas cariocas são recebidas na Ressacada? Ou, o mero acaso do pesquisador do Ibope, que coincidentemente entrevistou nas ruas do Rio florianópolitanos residentes na capital carioca?

A 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope de torcidas ouviu 7.109 pessoas em todo o Brasil, a partir de 10 anos de idade, em 141 municípios de todos os tipos e tamanhos. Esse femômeno avaiano ainda precisa ser mais conhecido e estudado, mas para isso será preciso esperar alguns anos, pelo menos até que a próxima pesquisa LANCE!-Ibope seja feita.

Até lá, o Avaí, reconhecidamente a maior torcida de Santa Catarina em recente pesquisa publicada no jornal Notícias do Dia, torna-se, oficialmente, ao lado de América e Cruzeiro, o quinto time de maior torcida do Rio de Janeiro. Esse Avaí faz côsa...

Histórico de avaianos na Seleção Brasileira!


O guarda-redes Renan.

Parabéns, Renan! Na galeria de atletas de times catarinense convocados pela Seleção Brasileira na categoria principal, Renan junta-se a Alexandre Lopes, zagueiro do Criciúma convocado por Zagallo no final de 1995 para o amistoso contra a Colômbia, em Manuas (Brasil 3 x 1 Colômbia, 20/12/1995, Lopes foi substituído aos 65 min, por Carlinhos, então no Guarani), apesar de Alexandre na ocasião ter assinado contrato com o Corinthians, time que defenderia só a partir de 1996.

Vale a pena lembrar ainda de Everaldo, zagueiro avaiano convocado para a Copa Copa Odesur, em 1986, que valia vaga para o Pan-Americano de 1987; Edno (hoje no Botafogo), avaiano convocado em 2002 na categoria Sub-20, para o Sul Americano; o volante Dione Barbato Pires, convocado para a disputa da Milk Cup, em 2003; o lateral Edílson (hoje no Grêmio), convocado em 2004 na categoria Sub-20, para a Milk Cup, na Irlanda; Tarcisio Grein Júnior, convocado em 2004 na categoria Sub-16, para o Sul Americano; e, como nos lembrou Spyros Diamantaras, não podemos nos esquecer de Anelise e Thatiane, atletas convocadas para a seleção brasileira feminina sub-17 em 2008.

Como lembrou Vandrei Bion em seu blog, em um mês, três goleiros avaianos foram convocados para a Seleção Brasileira. Vítor para a Sub-16 (jogou três partidas como titular na Copa 2 de Julho na Bahia), Alex para a Sub-19 (disputará o Torneio do Paraguai a partir de amanhã) e agora Renan, primeiro avaiano (e de QUALQUER outro time da Capital) convocado DIRETAMENTE PARA A SELEÇÃO PRINCIPAL e que pela entrevista coletiva de Mano Menezes, se tudo der certo, é sério candidato a ser titular nas Olimpíadas de Londres/2012. Boa sorte, Renan!

(Faltou alguém no histórico? Erros, críticas, sugestões, colabore na caixa de comentários!)

É Seleção! - Troféu Armando Nogueira


Merecidas as presenças de Chamusca e Marcinho Guerreiro, agora, cá entre nós, cadê o Renan, aí? É a vida de um goleiro reserva, quando aparece é barrado pelo nome do Rogério Ceni... Valeu, Renan!

Queremos a Copa

No decorrer deste ano de 2009, um discurso inédito foi adotado pelo Presidente Zunino e seus comparsas de diretoria: Para coroar sua recente evolução, o clube almeja alcançar mais uma conquista histórica, a da Copa do Brasil.

A estupenda campanha no Campeonato Brasileiro deste ano fez com que a cúpula administrativa do Avaí percebesse que, num torneio nacional onde 5 dos melhores times do Brasil não participam - pois disputarão a Libertadores da América -, não é nada absurdo que o clube do sul da ilha aspire ao título.

Afinal, queiram ou não queiram, o Avaí é a sexta força do futebol nacional.

É evidente que todo o trabalho produzido é com vistas à temporada inteira, de Estadual a Série A, mas percebo que o Avaí tem como propósito concreto para 2010 a conquista da Copa do Brasil e acredita nesta hipótese.

Outro aspecto que revela esta meta avaiana é a contratação do novo técnico: Péricles Chamusca, vice-campeão (e campeão moral) da Copa do Brasil em 2002 e vencedor do mencionado torneio em 2004, parece conhecer o caminho, e isto deve ter pesado na decisão avaiana. Acredito que até mesmo a cogitação do nome de Vágner Mancini, campeão da Copa em 2005, teve relação com os planos avaianos em comento.

A tabela da competição, que definirá os cruzamentos, sairá ainda hoje, Quinta! Que o Avaí dê sorte!

Já pensou se pegamos um time fraquinho como o Figueirense, por exemplo? Ah, tinha esquecido: eles não se classificaram!

As reformas para 2010!

Que beleza! Aí estão as imagens e animações da maquete eletrônica em vídeo, demonstrando as ampliações de arquibancada para o ano de 2010 no estádio da Ressacada. Ao final das obras o estádio terá capacidade de 22.00 lugares. O material foi produzido por Danilo do Vale Ribeiro.

Foto de Quinta: uma nova era iniciava

O ano é 2008. Vamos nos situar no tempo:

Já eram 10 anos sem títulos. O arqui-rival aniversariava 7 anos na elite. A contagem de clássicos, favorável desde o início dos tempos, havia virado. Ano após ano, competição atrás de competição, os fracassos se multiplicavam. O mais recente dos insucessos, consistente na não-classificação para a final do estadual, havia sido de dramaticidade hollywoodiana, e ocorrera em duas tomadas: na primeira, uma virada em três gols, contra um adversário insignificante, nos próprios domínios; na segunda, um jogo onde a bola teimou em não entrar, em que pese a ocorrência de incontáveis oportunidades para marcar.

Nesses idos, ressalte-se, a bola insistia em não entrar...

Que torcedor, na conjuntura acima exposta, poderia continuar apoiando tal clube? Muitos instituiriam o "público zero", abandonariam a causa, jogariam a toalha, mas não o avaiano.


Inexplicavelmente, a cada torneio que iniciava, a esperança da nação alviceleste renascia. Sabíamos que a tão dolorosa era de trevas findaria cedo ou tarde. E, mesmo com toda a situação desfavorável, algumas centenas de avaianos se deslocaram, em um dia de semana, para outro estado, com o objetivo de apoiar o Avaí em mais uma caminhada. Era o primeiro jogo de mais uma longa e dificílima Série B, e, por algum motivo estranho à razão, esse número expressivo de avaianos fez-se presente em território inimigo, celebrando a sua insistência, a incondicionalidade do seu amor e a sua esperança em dias melhores.

Dias melhores vieram. E tudo começou ali, em 2008, com o gol espírita de Jeff Silva...

La Cuepa Sudamericana!

Não fiques embaraçada por não saber hablar espanhol! Tens até ano que vem para aprender! A Copa Sudamericana, ou Copa Nissan Sul-americana é organizada pela Conmebol e patrocinada pela montadora japonesa Nissan. Criada para substituir as extintas copas Mercosul e Merconorte (cuja origem remontam as copas Conmebol e Supercopa), a idéia inicial era fazer uma copa pan-americana de clubes, reuninando equipes das três Américas. Geralmente cada federação cria critérios técnicos para se participar da competição, mas, na Argentina, River e Boca tem vaga garantida, com ou sem critérios.
O Brasil nunca deu muita bola para a competição, chegou até a não participar da primeira edição, em 2002. Ao todo foram 8 edições até agora. Confira quem mais balançou o capim nas decisões:

2002 - Campeão: San Lorenzo (Argentina). Vice: Atlético Nacional (Colômbia).
2003 - Campeão: Cienciano (Peru). Vice: River Plate (Argentina).
2004 - Campeão: Boca Juniors (Argentina). Vice: Bolivar (Bolívia).
2005 - Campeão: Boca Juniors (Argentina). Vice: Pumas (México).
2006 - Campeão: Pachuca (México). Vice: Colo-Colo (Chile).
2007 - Campeão: Arsenal (Argentina). Vice: América (México).
2008 - Campeão: internacional (Brasil). Vice: Estudiantes (Argentina).
2009 - Campeão: ???. Vice: ???.
2010 - Campeão: Avaí (Brasil). Vice: Boca Juniors (Argentina).

Metáfora avaiana

Ninguém queria saber do Avaí. uma parte da imprensa corria atrás para lamber as botas da onde o dinheiro saia. Jogadores de renome ficavam com um pé atrás. Técnicos de futebol só os medalhãoes decadentes se ofereciam, mas acabávamos acertando com jovens treinadores em busca de um lugar para laboratório. Um time condenado a ser de segunda, isso se não cair para a terceira. E, se estivesse ameaçado de cair, nada de campanhas nos principais jornais para reagir. O problema era do time e da torcida, únicos que nunca abandonaram o leão da ilha. Os demais, ao invés de suar para subir os degraus de uma escada para o sucesso, preferiram o atalho rápido e sem esforço de uma escada-rolante.



Mas, com o sucesso do trabalho, o patinho feio transformou-se na sensação do ano, a Brawn GP do futebol. E o que era antiguado e sem atrativos, renovou os ares do futebol nacional. paciência, seriedade, trabalho e criatividade. Para o alto e avante avaí.
(Dica do vídeo: blog De olho na capital.)

Campanha "Voa com a gente, Azul!"


O Gérson, do Avaixonados deu a dica e coloquei meus dotes artísticos e paintbrushísticos ao trabalho! É o início da campanha "Voa com a gente, Azul!" (slogan provisório, não está digno de meu belo trabalho artístico no paintbrush...). Se confirmada a previsão da Companhia Aérea Azul de começar a aterrisar no Carianos a partir do dia 15 de dezembro, ela tem a oportunidade de voar na ilha, de verdade, nas asas do leão alado avaiano!!

(Ok, ok, vou abandonar minha carreira de marqueteiro...)

Tudo azul em Floripa!

Que beleza! A partir de 15 de dezembro de 2009 a companhia aérea Azul começa a operar em Florianópolis, no querido Aeroporto Hercílio Luz, também conhecido como o estacionamento maior da Ressacada. A notícia é boa não só porque a Azul tem ótimos preços para concorrer com a Gol e a OceanAir ou porque o saquinho de batatinha frita que oferecem é gostoso. A notícia é boa porque vai que eles se empolgam com a inauguração da rota e soltam um belo patrocínio para o leão mais azul do Brasil? Tudo a ver, hein! Seria legal ver um avião da Azul com uma daquelas frases bacanas que eles colocam na parte externa da aeronave, como "azul da cor do mar", "Tudo azul", "Nosso Amor é Azul, seja sócio do Avaí!". Sonhar não custa nada, já que a Tim e o Blue Man Group até agora não deram o ar da graça e o Eike Batista vem para Santa catarina mas é botafoguense! Aliás, o nome da companhia aérea foi escolhido através de votação na internet. Os internautas sugeriram vários nomes, mas na votação a força do azul prevaleceu nos céus brasileiros!

Marquinhos é Bola de Prata!

Com a excelente atuação do último jogo, o meia Marquinhos, do Avaí, subiu alguns degraus na Bola de Prata, da Revista Placar, que premia os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, por posição. Tal prêmio, sabe-se, é o mais tradicional e criterioso do Brasil, e leva em consideração as performances dos atletas rodada a rodada.

Marcos Vicente dos Santos, que atingiu a média 6,14, favoreceu-se das atuações apagadas de seus rivais Marcelinho Paraíba e Diego Souza, e agora é o segundo melhor meia da competição. Seria o primeiro, não fosse a atuação magnífica de Dejan Petkovic, do Flamengo, em seu jogo contra o Palmeiras.

A atual seleção do Campeonato Brasileiro, de acordo com a Revista Placar, é constituída por: Victor (Grêmio); Apodi (Vitória), Miranda (São Paulo), Réver (Grêmio), Júlio César (Goiás); Guiñazu (Internacional), Pierre (Palmeiras); Marquinhos (Avaí), Petkovic (Flamengo); Ronaldo (Corinthians) e Fernandinho (Barueri).

Se continuar assim e conquistar a Bola de Prata, Marquinhos será o primeiro jogador da Capital na história a conquistar tal premiação. Em Santa Catarina, o avaiano Adílson Heleno levou o prêmio em 1988, mas jogando pelo Criciúma. Antes dele, em 1986, o lateral-direito Alfinete, do JEC, foi agraciado.

Na Bola de Ouro, prêmio que objetiva premiar o melhor jogador do Brasileirão, Marquinhos ocupa a sétima colocação.

E há quem o cornete. Pior: Há quem o compare com um chinelinho do além-pontes, que nunca passou perto de tal honraria. É mole?

O maior absurdo do futebol brasileiro

Desde a época pré-moderna de nosso país e futebol, alguns absurdos de origem varzeana, como a inconstância nos regulamentos dos Campeonatos Nacionais e as corriqueiras viradas de mesa, parecem ter chegado ao fim com a recente evolução e estruturação do futebol brasileiro. Outros, no entanto, como, por exemplo, a continuidade dos mandatos dos Presidentes das Federações de Futebol, sobreviveram.

No injustamente chamado "país do futebol", muita coisa ainda está de ponta-cabeça. E não existe nada mais absurdo no futebol brasileiro do que a atual divisão das cotas de televisão, tema humildemente abordado neste post.

Inexplicavelmente, o responsável pelas negociações dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro é o Clube dos Treze, entidade privada, que, sabe-se lá o porquê, também tem a competência para distribuir tais recursos aos clubes participantes conforme sua vontade. E é lógico que a vontade desta instituição sempre será favorável aos seus associados, em detrimento dos que não fazem parte do grupo, como o Avaí. Resquícios do amadorismo e política de favorecimentos que sempre imperaram pelas terras tupiniquins...

Segundo breve pesquisa, a distribuição das cotas de TV é feita, atualmente, desta inacreditável forma:

Grupo I: R$21 milhões – Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco*.
Grupo II: R$18 milhões – Santos.
Grupo III: R$15 milhões – Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Grêmio e Internacional.
Grupo IV: R$11 milhões – Atlético-PR, Coritiba, Goiás, Portuguesa*, Sport e Vitória,
Grupo VI: Bahia** (R$3,45 milhões) e Guarani** (R$3,3 milhões)
Grupo VI (“Convidados”): R$3,4 milhões - Avaí, Barueri, Náutico e Santo André
* Os clubes favorecidos, caso se encontrem na Série B, colhem 50% dos valores que iriam receber caso na Série A estivessem.
** Bahia e Guarani, por estarem há trocentos anos fora da Elite, recebem menos - mas, ainda sim, curiosamente, mais que o Avaí.


Só pra exemplificar o quão absurda é a divisão: A Portuguesa, clube de nenhuma torcida e habitante do segundo escalão nacional, percebe mais que o Avaí, Barueri, Santo André e, assustadoramente, que o Náutico, clube que está na Série A desde que ascendeu em 2006. E tem mais: O Vasco, na Série B, recebe mais de três vezes o que Avaí, Barueri, Santo André e Náutico recebem. E sem participar do torneio em comento! É de chorar em alemão ou não é?

Neste cenário de absurdez, pergunto-me o que é mais abominável: Uma entidade privada deter o condão de negociar e dividir as cotas de televisão do Campeonato Brasileiro conforme seu torpe almejo, acarretando gritantes injustiças em tal distribuição, ou tais recursos referentes ao televisionamento deste certame irem parar nas mãos de clubes que sequer o desputam?

Ademais, por que diabos o Grupo VI é alcunhado de "Convidados" se os clubes que o compõem são aqueles que adentraram na Elite através da porta da frente?

Na Inglaterra, mais rica e melhor liga futebolística do mundo, a divisão das cotas de televisionamento é realizada assim:
56% do valor é dividido igualitariamente entre todos os clubes.
22% da quantia é baseada na classificação final da temporada anterior do clube. Ou seja, a boa e velha meritocracia, palavra alheia aos dicionários das entidades do futebol brasileiro.
22% do montante é baseado no número de partidas do respectivo clube transmitidas pela TV. Um bom critério pra dar mais àqueles que são mais transmitidos, que valorizam a competição.

Notou a diferença? Isto é justiça e tratamento equânime com todos os participantes do mesmo campeonato, coisa aparentemente impossível de ser levada a efeito por aqui... Se esta fórmula visivelmente mais justa vigorasse por aqui, a título de exemplo, o Avaí perceberia algo em torno de 7,5 milhões de reais.

No Brasil, enquanto a divisão das cotas de televisão for "oligarquizada" desta forma e a censurável política de favorecimentos perdurar, não alcançaremos o equilíbrio que todos gostariam que marcasse o nosso Campeonato. E continuarão se perguntando, mídia e CBF, como se não soubessem a resposta, por que há tão grotesco abismo entre os clubes do país, abismo este que condena os menores clubes à marginalidade do futebol nacional...

E tu, o que achas da divisão de cotas de televisão no Brasil? Dá tua opinião!

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