18 de setembro de 2009

Cheiro de maracutaia

Deu no blog Flagrantes do Cotidiano:

"Matéria publicada na contra capa do Diarinho de hoje é mais um escândalo que envolve o Marcílio Dias e que por vezes justifica o porque de um clube com tradição em Santa Catarina tá no fundo do poço. Pra pagar uma dívida, na década de 90, o Marinheiro cedeu uma sala pra Federação Catarinense de Futebol. O espaço fica em frente a um dos pontos de ônibus mais movimentados de Itajaí, na avenida Sete de Setembro. De acordo com a matéria, o locador do espaço é Delfim Pádua Peixoto, o presidente 'ad eternum'. No local funciona uma lanchonete e o inquilino do imóvel paga ao Delfim pelo aluguel da sala do Marinheiro a fortuna de R$ 450,00 mensais. O dinheiro é entregue a Delfim, garante o dono da lanchonete DGraus, João Pedro Gomes. Ninguém sabe dizer onde tá esse contrato entre Marcílio e FCF ou Marcílio e Delfim. Só se sabe que a "permuta" foi feita pra saldar dívidas do clube com a poderosa do futebol da Santa & Bela. Tudo bem que 450 mangos por mês não vão deixar o Delfim mais rico, porém isso entrando na faixa na conta todos os meses há mais de 10 anos e sem que tenha algo explicando o motivo deixa um cheiro bem catinguento no ar. (...)"

Será verdade?

Um dos resquícios mais desagradáveis da grande várzea que era, até há pouco tempo, o Brasil e o seu futebol, é, por certo, essa continuidade absurda do mencionado dirigente no trono da FCF. Tal mandato perpétuo é tão absurdo e nocivo à ordem que a Federação Catarinense de Futebol já se confunde com seu comandante, como se este fosse o proprietário daquela.

Surge, agora, mais um indício de falcatrua envolvendo o nome do Fidel Castro barriga-verde, que, a experiência mostra, sequer será investigado pelas autoridades. Até quando?

2 comentários:

O mais engraçado é o silencio da imprensa, comprometida até o talo com a FCF. Não temos, na cronica esportiva, alguem que se levante contra as arbitrariedades e os absurdos cometidos na administração deste senhor.

Até o livro de Dalmo Bozzano, com denuncias que depois foram apuradas na CPI do Futebol, foi solenemente ignorado.

Só vemos gente comprometida, como Roberto Alves, lançando notinhas como "o descanso do guerreiro" e as férias que delfim tira na Europa.

Felizmente temos ainda alguns pouco pontos independentes (leia-se fora do cartel da RBS e sem o rabo presa com a FCF), como o Diarinho, para colocar a boca no trombone!