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Archive for Março 2012

Lamento dizer, Hemerson, Emerson...

São 3 anos de mau futebol na Ressacada. Foram 2010, 2011 e agora 2012 com a nata do futebol mal jogado com a camisa azul e branca. Só os melhores dos piores. Tem quem acredite que algum técnico resolverá isso.

São 3 elencos diferentes, modificados a todo instante, com uma carrada de técnicos diferentes. Muda ano, passa ano, competição, tempo. Algumas coisas é que não mudam. Robinho é e será titular sempre. Arlan será o preferido da lateral direita sempre. Aleks brilhou no mundial sub-20, mas não pode mais tar chance de jogar após uma falha como titular do time profissional. Se o time vencer sem Capixaba, ótimo. Mas se perder sem Capixaba, ai ai ai. Dois jogos sem Capixaba, duas derrotas? Tchau, treinador.

São 3 coisas imutáveis no mundo do futebol: a bola pune quem a maltrata, um time só é um time se for unido, o único responsável pelos seus atos é o autor deles. Jogadores ruins, times sem afinidade, técnicos e dirigentes sem autonomia.

Hemerson Maria e Emerson Nunes entendem do riscado do mundo da bola. Só não darão jeito se as coisas continuarem assim. Infelizmente.


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Quarteto dos infernos.

O leitor deve ter notado que pouco escrevi nessa semana. Pois é, não é falta de assunto, não. É só a ansiedade de ver Cleverson e Robinho no mesmo. Só que ao contrário.

Durma-se com um barulho desses.

Depois do jogo desta noite, aí sim teremos assunto para uma semana inteira.

O novo velho esquema de Ovelha.

Mauro Ovelha começou a caminhar para o lado menos errado. Contra o Brusque o Avaí já pôde ser o time que deve, pois foi escalado como deveria ter sido - a exceção do fato de Palhinha estar ausente. Jogamos mal. Mal demais. Por simples falta de entrosamento, desenho tático. O Avaí não se desenha taticamente em campo. O que pressupõe que nossos jogos estão próximos de uma pelada.  

Com a tentativa de repetição da formação passada, com exceção feita à dupla de ataque e à inserção de Robinho no time titular, o Avaí deve ganhar em peso no meio de campo. Cleverson finalmente vai jogar enfiado pelas pontas, enquanto Robinho e Cleber Santana devem jogar um com o outro o tempo todo. É o que também se pressupõe de um time que contenha um terceiro homem e um meia-atacante.

A maior curiosidade é saber porque Robinho, voltando de lesão, entra no time titular logo de cara. Sem a qualidade habitual e agora também sem ritmo. Que minha língua arda no inferno...
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Nova reunião do Conselho. Novas dúvidas.

Uma nova reunião do Conselho Deliberativo foi convocada. Em pauta, principalmente, a presença do Departamento de Futebol e a votação de uma reforma estatuária.

Ainda que seja interessante, não há qualquer razão para que o Conselho discuta qualquer assunto com o Departamento de Futebol. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa completamente diferente. Não há sequer uma linha em comum. A princípio, parece uma manobra para despistar a pressão que cairia sobre a Presidência após a afirmação de Polidoro Junior sobre um rombo de R$15 milhões no caixa do Clube em 2011.

A reforma estatuária, essa sim promete. Feita na surdina, sem a participação de conselheiros convocados para sua elaboração - como Adir Júnior -, deve surgir prontinha, somente para votação. E aí mora o perigo... Mas quem sabe dessa vez o perigo more ao lado do Presidente.





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A empresa de Gabrielzinho.


O atleta Júlio César Godinho Catole, conhecido no mundo do futebol comoJulinho, tem contrato com o Avaí Futebol Clube até 31 de dezembro de 2014. Bem na Copa do Brasil de 2011 defendendo o Leão, participou de uma farsa para tirá-lo da Ressacada, inclusive envolvendo o departamento médico do clube.

Montado o teatro no Sul da Ilha, foi levado por seu empresário para o Club de Regatas Vasco da Gama, já com o Campeonato Brasileiro em andamento, onde não conseguiu se firmar na equipe titular, que viria a ser vice-campeã Brasileira.

Para esse ano, ainda no Vaso da Gama, Julinho não caiu nas graças da torcida vascaína nem dos treinadores Ricardo Gomes e Cristóvão Borges. O desinteresse do Clube da Colina deu-se muito mais pelos seus aproveitamentos noturnos, do que pela falta de futebol...

No início desse mês, numa ponte aérea Rio-Recife, Julinho acabou sendo emprestado ao Sport Clube do Recife, o conhecido Leão da Ilha do Retiro.

O "difícil" no empréstimo de Julinho ao Leão da Ilha do Retiro, é que pertencendo ao Avaí e estando no Vasco da Gama, precisaria do aval dos diretores do Sul da Ilha, bem como do empresário do jogador.

E esse aval acabou sendo a parte mais fácil da questão: o diretor do Avaí e o empresário do jogador, na negociação em tela, foram a mesma pessoa, "dois em um", Gabriel Zunino, proprietário da Ilha Sports.

Estou curioso para saber quanto entrou no cofre da Ressacada...

Haja socialização!

Caldeirão sob a fogueira errada.

Mauro Ovelha era o treinador que o torcedor queria. Apesar dos clamores por outros nomes mais famosos ou conhecidos na Capital, ninguém é capaz de negar os fatos: foi o técnico mais vezes finalista do Catarinense nos últimos anos.

O perfil disciplinador, a característica dos seus times, que costumam comer grama, tudo levava a crer que o Avaí de Mauro Ovelha faria um pouco do ranço da torcida passar. Não aconteceu ainda. Só piorou.

Ontem foi o jogo em que saí mais decepcionado da Ressacada. Ganhamos, feio, mas fizemos o resultado. Não fomos mais do que deveríamos ser. Fosse outrora, outros tempos, ainda teríamos saído nos falando: "pelo menos ganhou".

Não sei o que houve. Se é a onipresença do maior rival sempre nas pontas, com um futebol que pode se chamar de futebol, se são os repetidos erros da Diretoria. Se é a conjectura de 3 anos sob a mesma nuvem negra. 

Não importa o que é. Ovelha precisa vir a público pedir à torcida que durante os 90 minutos apoie o time, perdendo ou não, jogando bem o mal, que apoie os 90 minutos. As coisas às vezes precisam de um empurrão. Assim como conseguiu Alfredo Sampaio em 2007, num momento não tão diferente, que acabou aposentando a camisa 12.

Até mesmo o goleiro Diego, que chegou ontem, já sentiu que muita coisa mudou: "Eu já senti a pressão da torcida do Avaí. Mas era contra mim. Hoje, essa pressão continua contra mim - mas eu estou no Avaí. Acho que tem muito a ver com tudo que tem acontecido recentemente aqui."

Mauro Ovelha precisa tentar acender o caldeirão. Mas com uma fogueira diferente daquela que acendeu ontem.
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Zunino, seja idôneo.

O Presidente do Avaí, João Nilson Zunino, não virá a público pedir que se permita à torcida manifestar-se contra a sua administração por meio de faixas sem palavras agressivas? Não é um princípio básico? Permite-se faixas de elogios, deveriam permitir também de protestos.

Só por perguntar... Depois, que não peça elogios. 

Podem esperar para breve a irônica faixa PARABÉNS ZUNINO. Aí quero ver tirarem.
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As mudanças no esquema de Mauro Ovelha.

Mauro Ovelha foi mais ousado do que se esperava. Segundo o Infoesporte, o técnico do Avaí decidiu tirar a muralha de volantes (até porque Diogo Orlando e Carrinho Guerreiro estão no DM). Da zaga para frente, é só Bruno com função puramente defensiva.

É muito além do que o mais sonhador dos torcedores conseguiria vislumbrar. Se há poucos dias Mika era enxergado como a opção de segundo-volante com visão de jogo suficiente para abrir os caminhos em campo, contra os três últimos da tabela parece que até sua função defensiva será deixada de lado. 

Talvez até pela presença do ainda fora de forma Nunes é que veremos o garoto Maurício correndo feito louco dentro de campo, procurando seu lugar ao sol. Um pouco para poupar Nunes de ser o único homem da frente, talvez. Municiados por Palhinha e Cleber Santana, os dois têm tudo para dar certo.

Resta esperar pelo jogo de sábado e pelo passeio que o descaracterizado Brusque deve levar na Ressacada. Sem falsa modéstia. Depois, provavelmente teremos o retorno de pelo menos algum segundo volante ao time. É o que se aguarda, conhecendo Mauro Ovelha da maneira como conhecemos.


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Na próxima, leve-se a sério.

Lamentável a organização do Movimento Fora Zunino. O fato de ter surgido nas redes sociais em nada influencia a seriedade do que se pretendia com o revival do movimento louvável de anos atrás. O que determina gravemente o quanto era possível se esperar foram três fatores.

Em primeiro, claro, o momento. Não que exista momento errado depois de mais de 10 anos da administração no máximo regular de João Nilson Zunino, o cara de 2 títulos em 10 anos. Mas, simplesmente, porque esta é a hora em que a maioria dos torcedores está nas redes sociais como nas arquibancadas: prontos para xingar qualquer erro e também louvar o seu amor ao Avaí após a primeira vitória. 

Em segundo, as propostas. Aliás, quais propostas? Não há outra proposta desde o início que não seja a deposição do atual Presidente. 

Em terceiro, o único ponto que poderia ter vingado, a idealização. Qualquer atitude, pensada ou não, contra a administração que tornou-se uma erva-daninha no Avaí tem tudo para pelo menos fazer barulho. Não deu.

Parece que hoje é fácil falar, depois de ver o total fracasso da primeira manifestação. Mas isso já estava conversado entre amigos desde o início. Só esperava que pelo menos o barulho fosse feito, a única parte realmente séria desde o início.
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Saudades de vocês, Zaltron e Jandson.

Roubo o sensacional post do amigo Felipe Silva, que destrinchou os números da dupla Capixaba e Neílson. Só para ressaltar, quando vejo esses dois jogarem quase que sinto saudades das caneladas do Jandson e das bolas que iam parar lá em casa nos chutes do Zaltron - pelo menos era engraçado na época.


O raio-x da dupla nada dinâmica


Esse é Neílson:

- 12 jogos

- 9 jogos como titular

- 723 minutos jogados (média de 60min15s por jogo)

- Foi substiuído 6 vezes (ou seja, 2/3 dos jogos como titular)

- Fez 2 gols (média de 1 gol a cada 361 minutos, ou 4 jogos mais 1 minuto)

- Não deu nenhum passe para gol

- Levou 1 cartão amarelo
Esse é Ronaldo Capixaba:

- 12 jogos

- 11 jogos como titular

- 767 minutos jogados (média de 63min55s por jogo)

- Foi substituído 9 vezes (aproximadamente 4/5 dos jogos como titular)

- Fez 2 gols (média de 1 gol a cada 383 minutos, ou 4 jogos mais 23 minutos)

- Não deu nenhum passe para gol

- Levou 2 cartões amarelos
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Mika, do tipo fundamental.

Pode-se dizer que a zaga do Avaí levou 3 gols do fraco Atlético-IB, mas ainda assim pode-se dizer, pelo conjunto da obra que é uma zaga mais ou menos ajeitadinha: aquela de que não se precisa de muito esforço para arrumar. A sacanagem começa é na frente da zaga.

Utilizando Bruno, Diogo Orlando e Marcinho Guerreiro na frente da defesa, Mauro Ovelha criou um time que segura a bola sem nada fazer com ela. Em Ibirama, até em função das lesões de Marcinho e Diogo, vimos um Avaí mais leve com a entrada do rapaz Mika

Claramente, não serve para dar o apoio necessário à zaga na falta de um lateral direito, como aconteceu na cidade do Vale. É o segundo-volante que pode tabelar com Cleber Santana e ainda chegar na cara do gol com facilidade. Tem facilidade para achar os espaços do meio pra frente e isso é o que não se via com o trio parada dura que Ovelha insistiu em escalar. Um jogador como Mika é fundamental, aquele que recebe a bola do volante e olha pra frente.

Mas tudo isso depende dos laterais cobrirem bem as subidas dos volantes - Cleber não é um autêntico camisa 10, mas sim um terceiro volante. Quem sabe com Diego Palhinha de autêntico meia-atacante, trazendo mais volume e opção de jogo a quem joga atrás, o problema começa a tornar-se menor e teremos um belo trio de jogadores inteligentes e habilidosos em campo. Bruno, zagueiros e laterais que cubram o espaço quando o Avaí for ao ataque. Assim era o Avaí de 2009 - e curiosamente temos peças à disposição hoje para reeditarmos aquele esquema.

A camisa 9? Joga pra cima, quem pegar primeiro faz a função de cone que Capixaba e Neílson têm feito. Entre jogar com 9 ou 10 desde o início, não é necessário dizer o que é preferível.


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Jornalismo de oportunidade.

Na noite de domingo, Alisson Francisco, repórter da RBS, lançou nota no Facebook reclamando da atitude de alguns blogueiros. Sem citar nominalmente a quem se refere, somente afirma que sabe de muita coisa que não fora publicada nos jornais.

Notícias que poderiam ter vindo a público sobre brigas políticas, pelo poder, e sobre o real desfecho da parceria com a LA Sports. Nunca vieram no momento em que eram oportunas e atuais. Somente estão sendo utilizadas como parte de uma disfarçada ameaça contra as críticas que tem recebido.

Nenhuma crítica é pior do que a que farei agora, Alisson. O compromisso com a verdade, com a utilidade ao leitor, já se sabe onde não procurar mais.
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Existe o lado bom de uma derrota ridícula?

Errando é que se aprende. E sim, para quem pretende aprender para vencer, o jogo em Ibirama foi um prato cheio. Menos mal para o torcedor, que pretende ver seu time o mais vezes campeão do Estado mais uma vez, é que há lições que não dependem da Diretoria, somente do técnico e do grupo. Basta quererem.

Primeiro, fundamentalmente, o Avaí precisa jogar com 11.  De nada adiantam uma boa defesa, um bom meio de campo e dois atacantes inoperantes em todos os sentidos da palavra "marcar". Neílson e Capixaba são de longe a pior dupla de ataque desde Zaltron e Jandson. Não pressionam a saída de bola adversária e possuem igual ou pior qualidade com a pelota nos pés. Dificultam o jogo para o resto do time de maneira sobre-humana. 

Com Arlan expulso, ficou evidente o problema do Avaí: não temos 2 jogadores em campo desde o início. O time não mais se achou em campo quando Mika precisou recuar e Cleber Santana ficou ainda mais longe da área e isolado na articulação. Chegamos ao topo do ridículo com a pior dupla de ataque dos últimos tempos: dependemos do camisa 10 para armar a jogada e ainda fazer o gol.

Mas ainda há outros pontos para Mauro Ovelha assimilar da derrota vergonhosa em Ibirama. Mika merece um comentário somente para ele. Assim como a necessidade de uma pequena mudança no esquema tático. Mas, enfim, papo para outro post.

O que é isso, Infoesporte?

Ontem foi ao ar no ótimo portal esportivo a matéria "Figueira muda relação com a Brazil Soccer". Cheia de contradições, a matéria tenta induzir o leitor o tempo todo a pensar que as relações de Eduardo Uram com o time do Estreito diminuíram. Não sei qual o real intento de tal matéria, mas é difícil de tirar a expressão "café com brócolis" da cabeça depois dela. Na verdade, parece um release.

Logo nos títulos, o autor informa que cinco jogadores (minoria) do time de 2012 são do empresário. Durante o texto, revela que na verdade seis (maioria) são de Eduardo Uram. Ainda no mesmo parágrafo, afirma que dois dos titulares ainda são da Brazil Soccer, mas têm outros empresários que não o Uram. No final das contas, são 8 titulares, 3 a mais do que o anunciado na manchete.

A série de truques continua no texto quando cita que sete reservas são da Brazil Soccer, o que resulta no total de 15 jogadores da empresa no Figueirense em 2012. Cinco a menos do que em 2011. Mas foi o suficiente para terminar a "reportagem" com referência a Marcos Moura Teixeira, que afirmou que a dependência de um único empresário diminuiria. Além, claro, do tom até mesmo ufanista que ponteia o texto do início ao fim, tentando convencê-lo de que a dependência diminuiu. De fato, saíram dos absurdos 9 titulares para 8 de Uram no atual time do Estreitense. Que relação harmoniosa e equilibrada, não?

Gostaria de...


...dizer-lhe os preços dos ingressos em Ibirama. Mas não achei em lugar nenhum;
...dizer que sei a escalação do Avaí para o jogo, de cor, sem sobressaltos, mas não sei;
...afirmar com toda a certeza que não vai chover sábado, mas não posso;
...parabenizar as mulheres, pelo seu dia;
...parabenizar Mauro Ovelha, pelo seu aniversário;
...não tocar mais no assunto Gilmar, por isso não o farei;
...não ter que repudiar com veemencia a atitude do departamento de comunicação do Avaí por bloquear ou apagar mensagens de usuários nas redes sociais contrários à Diretoria. Vergonhoso;
...dar os pêsames aos torcedores do Goiás por uma camisa tão feia.

Agora vocês já sabem porque o post é tão curto.

A dispensa de quem não não chegou.

“Não tem cabimento. Não merecia nem resposta. Também é natural e normal que venha aqui falar. Da minha parte quero muito que o Gilmar tenha sucesso na sua carreira, sucesso na sua vida, mas infelizmente cometeu um ato de indisciplina grave”
- Mauro Ovelha

Até estava prestes a tecer um comentário sobre, mas seria desnecessário. Informo somente que o atacante já acertou com o Criciúma. Um acerto do departamento de futebol para o restante do ano. Não podemos ficar reféns de jogadores.

#IbiramaEuVou - por Felipe Silva.

Provavelmente não existe em Santa Catarina lugar melhor para se assistir um jogo de futebol como visitante que Ibirama. A cidade fica no Vale do Itajaí, região de boa gastronomia (alemã e italiana, basicamente) e excelentesbebidinhas (cerveja e vinho)*. Não é tão longe: dá umas 2 horas e meia de viagem de Florianópolis. E a (pequena) torcida do Atlético é de um nível de educação tal que nos faz sentir vergonha até de falar palavrão.

Também não há nenhum ranço contra “a Capital”. Pode ir lá de camisa do Avaí sem medo de ser atacado em alguma emboscada por uma horda dejequeanos bailarinas que viram “machos” em grupo.

O estádio Hermann Aichinger é pequeno, cabem umas 2 mil pessoas bem apertadinhas, mas até 2010 (em 2011, não fui lá, evidentemente) era bem cuidadinho. Claro que sofre da “síndrome de Augusto Bauer” (não tinha banheiro feminino no setor visitante), mas diante de tantas espeluncas existentes no estadual, até que o nível da cancha ibiramense é bom.

O momento também é favorável a uma boa presença avaiana em Ibirama. O time voltou a vencer, tá na briga pela vaga na semifinal, precisa do apoio da torcida, essas coisas. Vai estar de bobeira no sábado? Dá um pulinho lá.

#IbiramaEuVou. E tu?

*Cada um tem suas paradas favoritas, claro. Eu recomendo almoçar no Wunderwald, em Pomerode, e tomar um chope Schornstein direto da fonte. Mas, óbvio, se beber, não dirija.

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Como tô morando em Braço do Trombudo, pertinho de Ibirama, eu vou também.

Um grupo que busca a vitória?

O Avaí puniu atos de indisciplina ocorridos durante a vitória contra o Criciúma, por 2 a 0 no Heriberto Hülse. Como sempre nesses casos, é uma situação complicada para se dar um pitaco. Particularmente para quem não viu o jogo, meu caso.

De conclusão rápida e rasteira, parece-me que parte das punições veio de atitudes tomadas no ímpeto de entrar em campo, ou de render melhor, ou mesmo de mostrar serviço. Um cenário desejável, diante de toda a apatia que parecia se abater sobre o grupo. 

Carlos Arini ainda conseguiu dar o suporte necessário ao técnico Mauro Ovelha, multando (ou dizendo ter multado) jogadores até então "intocáveis" e afastando Gilmar, um das leva de jogadores acima do patamar estabelecido no início do ano.

Dos males, o menos pior. Já remediado. Com uma boa dose de "estamos com Mauro Ovelha" por parte da Diretoria. Bola pra frente agora.

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O que significa a saída de Cláudio Vicente.

- O ambiente corporativo do Avaí merece a ISO -9001-2008;
- Aos amigos do rei, competentes ou não, tudo. Aos somente competentes, nada;
- Aos que apresentam bons resultados, nada. Aos pulhas, tudo;
- Ter ligado ao clube a imagem de um gestor sério, competente, novo e de grandes ideias? Pra quê?
- Ser lembrado no meio como o time dos trambiques? Ótimo!

Mas o que realmente ficou bem claro na mensagem de despedida de Cláudio Vicente é:

- Nem mesmo um avaiano apaixonado consegue forças suficientes para aturar o que a Diretoria do Presidente Zunino impõe ao Clube.

- A estrutura organizacional de mais de 10 anos que Zunino cultiva é uma erva daninha da Ressacada. Quando alguém conseguiu mostrar eficiência, bom-senso, bom relacionamento com o torcedor, foi cortado pela raíz. O que nos leva a uma conclusão ainda mais interessante: rotatividade é essencial para qualquer sistema democrático, inclusive em um Clube de Futebol. Ou muda-se de vez em quando, ou virará recorrente vermos esse tipo de fato lamentável dentro do Avaí. Nem Areias, nem Sidnei Speckart, nem Cláudio Vicente. Nenhum dos 3 gabaritados profissionais conseguiu firmar-se no Avaí. E aí, a culpa deve ser de quem?


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Cláudio Vicente está fora do Avaí.

Fico com a postagem do amigo André Tarnowsky Filho em seu blog, que foi atrás da informação e dá um parecer semelhante ao meu quanto à saída de Cláudio Vicente, superintendente de negócios, do quadro de funcionários do Avaí. De todas as palavras possíveis, uma descreve bem a situação: lamentável. Vamos ao texto.

Out!
por André Tarnowsky Filho

Conversei na manhã desta segunda-feira com o superintendente de negócios do Avaí, Cláudio Vicente. Infelizmente, confirmou a notícia divulgada no blog Assis Azul, do amigo Adriano José Assis, que está de saida do Sul da Ilha.

Existem algumas razões para que Cláudio tomasse a decisão de deixar o Leão, seu clube do coração. Segundo ele, vinha analisando a hipótese em função de encontrar obstáculos por pessoas de outras áreas dentro do clube. Na condição de gestor, começou a verificar um desgaste desnecessário. 

Sua decisão foi amadurecendo e na sexta-feira, dia 2, comunicou o fato ao presidente do clube João Nilson Zunino. Hoje, Cláudio Vicente está na Ressacada repassando todas as coordenadas para os que ficam no clube. Se vai fazer ou não um pronunciamento sobre o assunto, ainda está analisando.

Na quinta-feira passada, na Bom dia, Azurras!, deixei um recado para o Cláudio:

"Alô, Cláudio Vicente! Abre os olhos, nada rápido, porque no teu mar tem 'traíra'..."

Pelo visto, não deu tempo...

Pior que a saída de Cláudio, é saber que tudo o que foi feito por ele, e bem, vai cair no colo daqueles que nada fizeram pelo clube até aqui, a não ser ficar na sombra de João Nilson Zunino, babando seus ovos... 

E apenas para concluir: Cláudio Vicente está saindo, mas a grande maioria dos patrocinadores do Avaí para o resto da temporada já estão alinhavados. Como coloquei sábado, o Leão terá este ano, mesmo na Série B, uma verba maior de seus patrocinadores do que nos três anos em que esteve na Série A.

Não duvido que os abutres, ávidos por cargos, saiam comemorando os novos contratos como os verdadeiros "pais" da criança, ou dos novos contratos.

Infelizmente, o presidente do clube, mais preocupado em manter as negociatas do clube, privilegia os incompetentes e não fez o mínimo esforço para manter um profissional de respeito na Ressacada.
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Não vi o jogo.

Portanto, qualquer opinião que esteja procurando sobre o jogo, veja no sidebar ao lado com os blogs amigos.

Logo mais, às 22:30h, vamos falar de outro assunto que não o jogo. A saída de um estranho no ninho de incompetência: Cláudio Vicente está fora do Avaí.

Por enquanto, ficamos com esse belo vídeo do Campo da Liga, "garimpado" do pessoal da Força Não Tão Jovem.


Até lá!
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O péssimo momento para fritar Mauro Ovelha.

Vamos ao começo. Mauro Ovelha é fraco. Já viu que nenhum de seus meia-atacantes consegue cumprir à risca a função de levar a bola pro ataque, mas insiste nisso. Mais ou menos como os times de 2010, 2011 e 2012, o atual time do Avaí não tem um Válber ou um Muriqui (ah, saudades desse cara...) para dar o último passe ou cair pelas pontas. 

Mauro insiste em tentar montar um time com 3 volantes, Cleber Santana de meia, mais um meia-atacante, que não existe em seu plantel, e um atacante. É fraco. É pouco. Desde o jogo contra o Atlético de Ibirama (que tenha sorte no seu jogo de hoje) que fica notória a falta de volume de jogo do Avaí. Fosse falta de posse de bola, tudo bem, jogar nos contra-ataques nem sempre foi ruim. 

O problema principal do esquema de Ovelha é que o time dele tenta manter a bola o maior tempo possível, mas não valoriza a posse dela. É um tempo com a bola nos pés gasto para nada, somente girando ela, sem objetividade, sem volume. Não há volante nesse time capaz de articular uma jogada com o meia (Cleber Santana) e com o meia-atacante (geralmente Robinho, às vezes Neílson, que joga muito deslocado para as pontas). Não há triangulação de jogadas. O camisa 9 não recebe uma bola redonda.

O Avaí é um time perdido em campo. Mas isso já é há mais de 2 anos. Se em 2010 toda a desorganização deu lugar à vitória na raça, em 2011 esse modelo não funcionou e em 2012 a tendência é não funcionar de novo. Nossos últimos times jogam sempre cheios de volantes e nenhuma organização.

As questões sobre a competência de Mauro Ovelha são: com os jogadores que precisa para o esquema funcionar, Mauro Ovelha seria capaz de fazer do Avaí um time que sabe o que fazer com a bola nos pés? Diego Palhinha poderia ser a solução para meia-atacante, mas jogará quando voltar de lesão? Tudo isso passa, pelo suporte que a Diretoria dará às atitudes que precisam ser tomadas quanto a jogadores não comprometidos. E pela total liberdade do técnico escalar o time como quiser.

Até lá, o grande mérito do Mauro é ter ganhado 5 jogos seguidos com esse time.



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O melhor pro Avaí está fora das estruturas da Ressacada.

Não lembro mais como é a sensação de entrar no carro e ficar ansioso para cantar pelo Avaí até perder a voz, mas saber que ao lado haverá outro na mesma situação ou ainda pior. 

Não lembro mais como a sensação de "onda" na arquibancada, quando a Mancha Azul começa a cantar e o estádio vai acompanhando como uma onda em azul e branco. A começar pelo setor B lotado.

Não tenho mais esse tesão todo em pegar o trânsito e ir pra Ressacada e sair de lá com dor nas pernas. 

Mas eu sei, você aí também não.

É o tipo de sentimento que gera uma certa culpa. Mas a nossa vontade de ficar mudos depois de muito berrar, ou o nosso nervosismo que fazia roer todas as unhas desde o primeiro gol do adversário, ou mesmo o nosso silêncio de tensão deu vez a um tipo de indiferença.

Nossa paixão se perdeu em alguma esquina entre o acesso à Série A e a incompetência do Presidente Zunino no comando do Clube. Mas isso pode mudar, ainda durante a gestão Zunino. O sucesso não passa só nas mãos de diretores. Passa muito também, na esperança de que o torcedor pode fazer diferença. Falta a maioria dos torcedores quererem o mesmo e enxergar que ainda podem. Podemos ajudar mais o Avaí.

O melhor pro Avaí está fora da estrutura da Ressacada. (1)

Não sei em que momento isso começou a ser assim, mas quando se fala em Avaí e torcida, toda a questão parece girar em torno de dinheiro e custo-benefício. Plano de sócios, ingressos, pay-per-view, acesso ao estádio, trambiques de empresários e jogadores. 

Calma, é só um clube de futebol. Sim, é  tudo isso. 

É futebol. Envolve tudo aquilo acima, envolve todo um universo, mas no final das contas são 11 contra 11 dentro de campo e alguns na beira dele. No fim das contas, todo o universo surgiu por causa destes, os protagonistas, os Deuses que podem tirar lágrimas de alegria ou tristeza de nossos olhos. Eles, Deuses que nunca serão a parte mais importante do Avaí.

O mais importante pro Avaí, aquilo que vai sempre fazer dele um Avaí forte, não está nestes 11. Estes carregam o manto que só é notável devido àquilo que está fora da estrutura da Ressacada. Aquilo que se abala ou se empolga devido aos 11, mas nunca deixou de ser o que há de mais valioso para um clube de futebol.

Aquilo, que está fora da Ressacada, que está espalhado pelo mundo inteiro, por todas as ruas e por todas as redes sociais. Antes de 11 guerreiros em campo, há milhares de guerreiros trajando azul e branco sempre que podem, torcendo fervorosamente pelo bem do Avaí. Nós.

Quero voltar a torcer de verdade pelo Avaí. Desde o Avaí dos 11 dentro de campo até o Avaí que todo os dias ocupa os escritórios da Ressacada. Quero voltar a torcer por todo o Avaí. Também quer? Acompanhe o blog nessa jornada.

Todos os dias às 11:30h e às 22h.

Voltar a escrever o blog. Pelo título.

O vidAvaí ficou um longo tempo sem uma única palavra escrita no blog. No Twitter a coisa tá bombando, aliás.

Desde o nascimento do blog, os períodos de maior atividade aqui coincidem com campanhas que orgulham o torcedor avaiano. São conquistas, que para alguns não avaianos nem conquistas são, mas que deixam eriçados cada pelo do corpo do mais fanático avaiano que chorou e comemorou até mesmo quando confirmamos um lugar na pior campanha que já vimos o Avaí realizar durante um campeonato.

O bom das das glórias é que elas são atemporais. Elas não definem necessariamente o sucesso do futuro. O futuro depende de como se usa a glória, ou seja, ela não é necessária para que se defina ele. Assim como a emoção. Foi bom comemorar a permanência na Série A em 2010? Foi ótimo. Foi bom demais. Mesmo com o terrível 2011 que veio depois.

 É por isso que voltarei a escrever com tesão esse blog. Pelas futuras emoções que nos aguardam neste Campeonato Catarinense e ainda na briga pela volta à Série A.

Não é o que a diretoria merece, não é que o grupo de jogadores têm demonstrado merecer. Mas eu ainda quero o Avaí forte, grande e notável. Para isso, cada um fará a sua parte. Deixar o clube de lado não parece a opção mais sensata para alcançar os objetivos.

Pelo bem do Avaí, acima de tudo. Pelo título estadual, só para começar.

A minha, a tua, a nossa vida é Avaí. O vidAvaí está de volta.

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