Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

Ricardinho, uma boa estreia

Como o principal executivo do blog, meu amigo Rafael Eleutério, só poderá publicar alguma coisa mais tarde, passei rapidamente para deixar minha impressão sobre a estreia do novo técnico avaiano, no empate de ontem à noite contra o Criciúma.

Sou bastante crítico com técnicos de futebol, o que não quer dizer que sempre acerte na avaliação. Tenho sérias restrições com treinadores que trabalham só na base do grito e do "vamo, vamo" (Sérgio Ramirez, Toninho Cecílio e Benazzi são exemplos clássicos), bem como com aqueles sonolentos, para quem parece que tudo está bem mesmo que o mundo desabe sobre suas cabeças (Sérgio Soares, só pra ficar no mais recente).

Também não me agradam os que mostram, nas entrevistas, pouco conhecimento do esporte. São aqueles  que não cansam de repetir que "o time está evoluindo" e "vamos continuar trabalhando" quando todos à sua volta vêem que a evolução está sendo pro lado contrário.

Por outro lado, aprecio treinadores que sabem ser ponderados, mostram conhecer esquemas táticos e opções de mudança de jogo, mas também dão uns poucos gritos quando necessário. E que não se contentam com pouco nem se conformam com empates medíocres. Aceitam o resultado porque faz parte do jogo, mas não se mostram satisfeitos com ele. Mais que isso, têm coragem para fazer mudanças pouco óbvias e não jogam pra torcida. Silas se encaixa nessa categoria, sob minha ótica. E Ricardinho também.

Não estou dizendo aqui que Ricardinho terá o mesmo sucesso de Silas no comando avaiano, nem seria leviano a esse ponto. No futebol, os resultados dependem de uma série de fatores que não passam exclusivamente pela competência dos profissionais, embora essa seja essencial para consegui-lo. De qualquer forma, o novo comandante mostra características que me permitem acreditar em dias melhores para o torcedor do Leão.

Na entrevista coletiva pós-jogo contra o Criciúma, Ricardinho não se omitiu. Reconheceu falhas no seu time,  identificou características de jogadores que não combinavam com o estado do "relvado" e fez as mudanças corretas. Não venceu porque o futebol não é uma ciência exata, mas esteve muito próximo da vitória. Deu ao time as condições para buscá-la, ainda que não tenha obtido êxito. Poderia simples e convenientemente ter creditado o empate à atuação da arbitragem, já que tinha todos os ingredientes para tal. Mas não o fez. Reconheceu o erro do mediador da partida, mas também a incompetência do seu time para o triunfo. Poderia ter ficado nas arquibancadas assistindo à peleja, já que chegou em Florianópolis na véspera. Mas preferiu treinar o time sob chuva e ir pra beirada do campo comandá-lo, como se espera de um profissional que não se omite.

Particularmente, eu já tinha apreciado o trabalho de Ricardinho à frente do Paraná Clube em 2012, em sua primeira experiência como treinador. Conseguiu fazer um time quase medíocre ter apresentações interessantes. Sobre o Ceará, não posso opinar pois não acompanhei o trabalho, embora os resultados não tenham sido bons.

Não dá pra garantir que ele levará o Avaí às finais do Catarinense. Nem que será o treinador na Série B. Mas torço sinceramente para que tenha vida longa à frente do mais vezes campeão. Competência pra isso ele tem, basta deixarem o homem trabalhar - e, claro, oferecerem "mão-de-obra" qualificada para tal.
Tag : ,

Ópio Azul: Ignorando o Presente. Por Filipe Calmon*

O Avaí faz uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro. Mesmo estando desde o início da competição na zona de rebaixamento e com a pior defesa do campeonato, o discurso é o mesmo: foco no próximo jogo.

Assim, enquanto a matemática permitir, o Leão da Ilha segue omitindo os erros e desviando o foco da imprensa, do torcedor e até internamente.

Tudo em nome da paixão.

E se o Avaí escapar, a frase está pronta: “Esse Avaí faz coisa”.

E ai daqueles que ousaram em duvidar e que levantaram pontos negativos do trabalho do Avaí Futebol Clube na temporada 2011.

Serão os apocalípticos de Belzebu, quiçá: espias alvinegros!!

Refrescando a memória:

Até a terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o Avaí era dirigido pelo técnico Silas. Na estreia da competição, a derrota por 4 a 0 para o Flamengo pouco importava já que o time estava na semifinal da Copa do Brasil.

A eliminação veio poucos dias depois e, em seguida, a segunda partida pelo campeonato; também a segunda derrota. A culpa, segundo o treinador, era dodesgastante processo de remontagem do elenco.

Antes fosse só de jogadores, pois, após a derrota para o Santos por 3 a 1, Silas se despedia do time rumo ao Qatar.

–

Assumiu Edson Neguinho, interinamente e veio o primeiro ponto na competição ao empatar em 2 a 2 com o América Mineiro na Ressacada.

–

Dias depois, Gallo era apresentado com a missão de tirar o Avaí da lanterna do Brasileiro.

Com Gallo no comando, o time demorou mais cinco partidas para conquistar a primeira vitória no Brasileiro. Ela só veio contra o Atlético Goianiense, na 10ª rodada.

O discurso nos microfones para a dificuldade dos resultados era de que o time precisava evoluir tijolo a tijolo.

Mais duas derrotas seguidas pela Série A e o técnico Gallo passou a ter que responder sobre se continuava ou não no comando do Avaí. O discurso àquela altura já era de decisão a cada partida, de reação a partir do próximo jogo. O Leão da Ilha iria para a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Duas vitórias seguidas contra Corinthians e Ceará foram abafadas pelas derrotas diante do São Paulo por 2 a 1 e a humilhante derrota por 5 a 0 contra o Cruzeiro. Mais um resultado negativo, 2 a 0 para o Vasco, e o técnico Gallo perdeu o emprego.

Novamente, Edson Neguinho assumiu o time. Na primeira oportunidade, aproveitou os microfones para responder ao técnico antecessor que criticava a qualidade técnica dos jogadores disponíveis no elenco. Para Neguinho, o elenco azurra era bom o suficiente para reagir no campeonato.

Depois do 0 a 0 contra o Coritiba na Ressacada. Toninho Cecílio foi anunciado como treinador. Logo nos primeiros treinos, o clima havia mudado na Ressacada.

Em seguida, dois jogos e duas vitórias, uma no Clássico e outra contra o Flamengo. A situação parecia começar a mudar.

Mas foi só o novo técnico descer do camarote e comandar o time da beira do gramado para as derrotas voltarem a acontecer. Desde então, sete jogos e nenhuma vitória azurra.

E assim como o time permanece na zona de rebaixamento desde o início do Campeonato Brasileiro 2011, o discurso de que o próximo jogo é uma decisão continua.

———-

E a próxima decisão para o Avaí é contra o Atlético Paranaense, domingo, às 18h, na Ressacada.

Enquanto a torcida avaiana que promete o Treino dos Mil não merece essa sina, o time avaiano não merece a torcida que tem. Talvez alguns jogadores mereçam, mas esse time aí não. O conjunto é de segunda divisão.

Que a torcida vença!

———

Eu sou Filipe Calmon e sigo acreditando numa virada histórica do Avaí, mas queria (Ah! Como queria!) que os discurso na mídia fosse sincero e honesto, sem chavões e patriotismo dunguistas.

ASSUMAM OS ERROS! – nessas horas eu queria ser japonês para ver os dirigentes de joelhos, abaixando as cabeças e pedindo desculpas, com vergonha do que fazem…

Mas sou Brasileiro!

Viva a torcida e o Futebol!

Ópio.

Ópio Azul.

——–

Qualquer coisa: tuita lá: @FilipeINfo

*Filipe Calmon é um jornalista sem rabo preso, ao menos com o lado azul da força, como você pode ver. Faz parte da equipe do Infoesporte.
Tag : ,

Só tem esse, pode ser? - Por Carmen Fuhrmann.

Ao colocar um produto no mercado, a empresa precisa conhecer as oportunidades, a força de sua marca, as ameaças, mostrando seus potenciais concorrentes, suas fraquezas, para saber se poderá ser indiferente a alguns consumidores, além de ter em mente qual exatamente seu objetivo. Uma boa pesquisa mercadológica para conhecer o mercado, o poder aquisitivo e preferências dos seus possíveis clientes, demanda, além de ações capazes atrair clientes das empresas concorrentes. 

Este produto deverá atender desejos e necessidades para que possa ser vendido, além é claro de ser superior a concorrência, do contrário está fadado ao insucesso. O custo benefício, deverá ser apontado pelo cliente como uma das possíveis tendências a fazê-lo comprar. Se o produto não tiver qualidade e não atender aos desejos e necessidades do consumidor ele simplesmente o deixa lá, esquecido nas prateleiras. O produto precisa ser ao menos BOM.

Por que estou dizendo tudo isso? Já explico. O Avaí de certa maneira não deixa de ser um produto. E não diferentemente de uma empresa o Clube AVAÍ FC precisa rever estas premissas acima para saber onde está seu grande problema - todo torcedor já sabe. O que acontece com o Avaí é exatamente o que acontece com milhares de produtos espalhados pelos supermercados: sem qualidade, sem custo benefício, vende o que não pode entregar, não atende mais os desejos e necessidades dos seus "consutorcedores". O resultado todos nós estamos vendo, a Ressacada esquecida no canto do Sul da Ilha, silenciosa e sem voz. Uma pena!

Porém o Avaí não pode ser visto como um produto, embora algumas de suas características mostrem isso. O produto AVAÍ por exemplo, nunca será trocado pelo concorrente e na atual situação não irá encher as prateleiras - leia-se arquibancadas. Porém, que fique claro: isso no momento atual, já que os "consutorcedores nutrem uma PAIXÃO pelo clube e isto está irraizado nas veias. Mas é bom que se diga, que a médio e longo prazo, os possíveis "consutorcedores" que estão vindo por aí, mesmo com toda a influência do DNA, não comprarão este produto, caso não se recicle, não se modifique e passe a ser assim quase uma BRASTEMP. Se não houver mudanças, esqueçam. Ou alguém acha que uma criança escolherá um time que não vence, que não é campeão e que traz alegrias? 

Está na hora de toda a cúpula administrativa do Clube AVAÍ FC e não do produto Avaí acordar. Procurem ouvir mais os seus torcedores, dando a eles a oportunidade de ajudá-los a fazer mudanças. Rever todas as possibilidades de fazer com que a torcida seja aproximada do seu clube, dando-lhe mais uma vez orgulho de ser avaiano, de fazê-la encher aquelas prateleiras azuis, que estão tão vazias e silenciosas, mas cheias de vontade de encontrar novamente o seu torcedor. Está na hora de parar com as picuinhas e desculpas. Se existem contratos mal feitos, azar. Se irão perder dinheiro baixando os ingressos, danem-se. Mas neste momento o que vale é dar a oportunidade deste produto continuar vivo e manter-se para sempre no mercado. Graças a Deus o Avaí não é um PRODUTO é PAIXÃO! E só tem esse, pode ser?

*CARMEN FUHRMANN é a blogueira responsável pelo blog O meu Avaí.
Tag : ,

O distante limiar entre a babaquice e a falta do que falar.

Quando as palavras acabam, amigo, é melhor calar-se. É o caso de quem, na evidência do fracasso do time do coração, busca a culpa em todos os fatores possíveis. Inclusive em vídeos que buscam, unicamente, apoiar a torcida, dar-lhe forças para, sim, após todas as rodadas na zona do rebaixamento, lembrar um pouco o que é o Avaí e o que nos leva ir ao estádio. 

Após uma derrota, afirmar que a exaltação da alma avaiana em forma de vídeo é uma forma de jogar a pressão ao torcedor é o discurso que ultrapassa a falta do que falar e chega à babaquice. Um limiar distante e difícil de ser ultrapassado, haja vista todas as implicações especialmente do último vídeo. Mas tem quem consiga.

Passamos 1 ano e 8 meses pressionando parceiros e Diretoria devido aos erros por todos enxergados, menos por eles. Dois dias antes de um jogo de 6 pontos não deveria ser a hora nem de jogar a pressão sobre os jogadores, que não têm culpa de ser mal treinados e mal "montados", muito menos de criar um clima de guerra entre time e Diretoria. 

Reafirmamos tudo aquilo que foi dito após a divulgação do vídeo. Não há mais tempo para pressionar o time do Avaí. É ruim e pronto. Agora é apoiar. Do sucesso deste time depende a nossa permanência no sonho de 88 anos: ficar na série A. 

Aqueles que insistirem em misturar as coisas quando estiverem sem uma palavra inteligente na cabeça, por favor, pensem bem se não estarão ultrapassando o limiar da babaquice. O limiar de, na evidência de uma torcida ainda esperançosa e com ímpeto de apoiar o seu time, dizê-la que deveria pressionar Diretoria e parceiros - em setembro, durante a segunda metade do campeonato. O limiar de enxergar um vídeo de apoio à torcida como uma forma de pressioná-la. O limiar de jogar a culpa na torcida por um time mal montado, por não ter supostamente pressionado a Diretoria pela formação de um bom time. O limiar da babaquice, ultrapassado pela falta de falar e a vontade de tumultuar.

A inversão do fluxo.

Alguns comentários na blogosfera avaiana têm chamado muita atenção. A quantidade de pessoas que relata se informar pelas redes sociais têm aumentado dia após dia.

Se antes tinhamos o rádio, os jornais e a televisão para buscar informações sobre o futebol catarinense, mais especificamente sobre o Avaí, hoje contamos com blogs, twitter, orkut, facebook e sites esportivos "independentes". Essa pode ser uma pequena revolução aos olhos daqueles que diariamente optam a fazer como tantos outros: trocar o radinho, a tv e o jornal pelo poder da esfera virtual.  Não que os jornalistas esportivos tenham perdido seu lugar: eles simplesmente precisam achar novamente como se colocar em contato com o seu público.

Observando esse movimento de migração, temos então o inevitável: a inversão do fluxo de informação e opinião. Aqueles jornalistas que têm seu canal de comunicação nas mídias tradicionais, claramente conseguirão com mais facilidade chegar até aqueles que submergiram no dilúvio de informações que a internet propôs.  Por esse motivo,  gente como Rodrigo Faraco e Renato Semensati continuam com o poder de formar opinião mesmo dentre os que não os acompanham na televisão ou no rádio. Mas demoraremos ainda bastante tempo até que a televisão seja democrática - e é por isso também que figuras pré-históricas  como Miguel Livramento e Roberto Alves continuarão tendo audiência inclusive na internet. Abandonar a televisão e o rádio ainda não é uma opção mesmo para muitos que já mergulharam fundo na mídia alternativa da web.

O grande mote da emigração de audiência das mídias tradicionais está na liberdade. Escreva o que quiser, leia o que quiser. Desde que dentro da lei, claro. Não há somente 4 canais, como na televisão, não há somente 4 rádios. Portais de informação continuarão a ser fundamentais, mas hoje podemos nos dar ao luxo de não precisar acompanhar veículos da RBS, por exemplo. E podemos nos dar ao luxo de dispensar a opinião daqueles que trabalham nos grandes portais.

Essa é a grande mágica que traz gente da frente da televisão para frente do computador: opiniões nunca serão unamidades e aqui há espaço para toda essa diversidade. No post das 15h, uma perspectiva do poder das redes sociais no mundo real.
Tag : ,

Sulamericana, Neguinho y otras cositas

Ao contrário do que pensam os "especialistas" em futebol, eu acredito que essa viagem ao Equador para jogar a Copa Sulamericana pode ser bastante benéfica. Entendo que, mais do que as mazelas e erros cometidos durante todo o ano, o aspecto psicológico é que está derrubando o Avaí no brasileirão. A bola queima nos pés dos jogadores avaianos, que sem coragem para tentar o "algo mais" que pode fazer a diferença, se limitam a se livrar da redonda e passar a responsabilidade para outro.

Nesse sentido, uma "fuga" ainda que temporária dessa tormenta pode trazer de volta a tranquilidade que tínhamos. Vai que o time, longe da pressão tupiniquim, faz uma grande partida em Guayaquil e volta com a moral elevada e pronto para enfrentar nosso maior desafio nos últimos anos.

Ainda que tenhamos que levar em conta o desgaste da viagem, enquanto nosso próximo adversário terá uma semana de descanso, penso que chegou a hora da volta por cima. Lembram de 2010, quando temíamos a maratona de jogos às quartas e domingos e foi justamente nesse período que conseguimos uma sequência fantástica de resultados? Quem sabe essa hora não está chegando novamente?

NEGUINHO e BENAZZI

Também ao contrário do que entendem os "especialistas", penso que agora não deveríamos mais mudar de treinador. O erro já foi cometido, era pra ter contratado um profissional do ramo assim que saiu Antônio Lopes. Agora, é tarde demais. Faltando apenas 10 rodadas para acabar o campeonato, não dá mais tempo para um novo técnico assumir, conhecer o grupo, implantar seu método e ainda conseguir os resultados que precisamos. Ruim com Neguinho, pior sem ele.

Agora há pouco, chega a notícia que Benazzi é o novo técnico avaiano. Se confirmada, só me dá a certeza que estamos seguindo à risca a cartilha do rebaixamento. Deus nos ajude, porque a Diretoria já abandonou o barco...

RODRIGO THIESEN

Me desculpem os fãs do jogador, mas pra mim ele é, no máximo, um reserva razoável para um time da Série B, nunca titular de um clube que disputa a principal divisão do Campeonato Brasileiro. Podem analisar as partidas dele: marca mal, geralmente uma marcação estilo "jacaré" (só com os olhinhos), nunca cria nem arrisca nada e se limita a dar toquinhos pro lado ou pra trás. Assim como eu já falava do Medina, que muitos achavam o "craque" que iria salvar o Avaí, esse Thiesen deve ter o empresário muito forte. No meu time, ele não joga.

ÉMERSON, o NUNES

Sinceramente, um técnico que deixa o zagueiro no banco enquanto insiste com o bonde do Gabriel não pode conhecer de futebol. Independente de termos mudado o esquema de jogo hoje, é nítida a maior categoria, experiência e vontade do Émerson Nunes. Ainda dá tempo de mudar, abre o olho Avaí!

ÉMERSON, o BUCK

Tá fazendo falta, o moço. Quando empatou o jogo de hoje e todo mundo esperava que o time fosse pro sufoco até o final, eis que surge a gravata vermelha que fez com que, mesmo com um a menos, o Flamengo conseguisse "amorcegar" o jogo até o final. Tinha gente pedindo pelo amor de Deus para o jogo acabar.

ÉMERSON, o "ÉMERSHOW"

Dá gosto de vê-lo jogar. A garra, disposição e aproveitamento na bola aérea são invejáveis. Do grupo atual, talvez um dos únicos que consigam sair ileso de uma possível catástrofe ao final do ano, ao lado de Marcinho Guerreiro e Roberto.

A BOA e VELHA CAMISA 12

O jogo de hoje contra o Flamengo foi mais uma prova da velha constatação: basta o time jogar um pouco, um pouquinho só, que a torcida vem junto. Depois de um primeiro tempo abaixo do sofrível, foi só botar um pouquinho de vontade que a Ressacada voltou a ser o bom e velho caldeirão.

DM, a ESTRELA MAIOR

O centro das atenções azuis continua sendo seu Departamento Médico, onde seus titulares são as estrelas da hora. Com quase um time inteiro fora de combate, as preces continuam sendo feitas para que tenhamos pelo menos um ou dois de volta no próximo jogo, ainda que Roberto tenha novamente saído lesionado hoje à tarde.
Tag : ,

Leão engole Peixe - Por Lucas Dantas*, blog do Lédio Carmona

Há pouco menos de uma semana, o ambiente no vestiário do Avaí não era o dos melhores. O clima, ainda tenso devido à goleada sofrida diante do Guarani, foi interrompido pelas palavras de Antônio Lopes que, irrevogável, deu uma bronca nos jogadores. Entre os diversos assuntos tratados no sermão, contam, estavam a maneira descompromissada com que a equipe jogou durante a partida e a necessidade de uma mudança de atitude, sob pena de inutilizar todo o esforço que resultou na ótima reação do Leão no período pós-Copa.

E foi exatamente o que aconteceu. Já pela Sul-Americana, o Avaí entrou em campo sendo exatamente a antítese do time da semana passada, enfrentou o melhor time do Brasil de igual para igual e saiu do Pacaembu com uma vitória para lá de expressiva: 3 a 1. Confirmou, sobretudo, que é um time muitíssimo bem treinado por Antônio Lopes e que possui jogadores rápidos, de qualidade e, geralmente, decisivos.

O Santos, como alguns se aventuraram a afirmar, não entrou desprezando a ‘Copa’. Impossível desprezar o único título que lhe falta entre todos os campeonatos existentes. Não foi essa, a postura demonstrada por quem esteve em campo. E qualquer coisa que fuja disso é desculpa de mau perdedor. Não houve, durante todo o jogo, um único momento que pudesse servir de ‘prova’ contra os jogadores santistas. Pelo contrário. Houve até momentos muito brilhantes, geralmente protagonizados por Paulo Henrique Ganso.

No entanto, apesar de não ter sido superior, o Avaí conseguiu ser infinitamente mais eficiente.

Durante os 90 minutos em que a bola rolou passando rapidamente de uma defesa a outra, o jogo teve sempre mais a cara dos catarinenses. Por 90 minutos, o Pacaembu, que já não é a casa do Santos, foi alugado pelo Avaí. Que já tem casa. E lá espera o Santos para a segunda rodada. Na Ressacada. Onde as cobranças não vêm só do vestiário, mas também das arquibancadas. E costumam ser ainda mais eficientes.

*Lucas Dantas é colaborador do blog do Lédio: http://colunas.sportv.globo.com/lediocarmona

A falácia dos ingressos caros

Era de se imaginar que as discussões futebolísticas em Florianópolis hoje seriam exclusivamente sobre a grande vitória avaiana nessa fria tarde de domingo. Ledo engano. Dividindo a atenção dos comentaristas e martelando a cabeça dos torcedores está a seguinte pergunta: por que menos de 8 mil pessoas estiveram na Ressacada assistindo a bela atuação azurra?

Era opinião quase unânime que o preço dos ingressos era o grande vilão do público em nosso estádio. Como se fosse uma nuvem negra a escurecer o céu do Carianos, o valor alto sempre foi apontado como o motivo que levava os torcedores a se manter longe da Ressacada, mesmo com os muitos atrativos para sair de casa. Assim, a fórmula mágica para atrair público era, de acordo com os "especialistas", baixar o preço dos ingressos. Com isso, como num passe de mágica, nossa "arena" ficaria sempre cheia e o velho "caldeirão" estaria de volta. Simples, não?

Seria simples, se o torcedor fosse de simples entendimento. Mas não é, por óbvio. A direção avaiana baixou o preço dos ingressos para o jogo dessa tarde e o número de almas no estádio foi pouco maior que em outros jogos. O horário era bom, o clima ameno, tínhamos um goleiro de seleção em campo, brigávamos por uma vaga entre os 4 melhores do campeonato... então, onde está o problema? Quem é o culpado?

Minha resposta, da qual não tenho a menor dúvida: a culpa é do ridículo acesso à Ressacada, que faz com que o cidadão saia do estádio às 18 horas e chegue em casa depois da 20. Isso mesmo, são mais de duas horas numa fila irritante e insistente, dentro de um carro ou ônibus. Sem contar o tempo que levou para chegar ao estádio.

Futebol, assim como teatro, televisão e cinema, é recreação e divertimento. Agora, quem vai
ter paciência para passar mais tempo no trânsito do que assistindo ao espetáculo? Falo inclusive por mim, que me associei há apenas uma semana, depois de resistir por vários anos. Nunca foi o preço dos ingressos o problema: como morava no Centro, não tinha a mínima paciência para enfrentar esse monstro a cada jogo. Foi só me mudar para o Carianos e pronto, me associei. Obviamente, nem todos os torcedores avaianos podem se mudar para próximo no estádio, de modo que o ideal seria que os responsáveis pela nossa cidade tivessem um pouco de competência e vergonha na cara para resolver a situação.

Voltando à batida questão dos ingressos: o Avaí tem, segundo as fontes oficiais, mais de 10 mil sócios. Ou seja, nem os sócios estão comparecendo, numa prova inequívoca de que o preço não é o grande vilão, afinal a mensalidade já está paga mesmo. Ingresso avulso só é usado pelos torcedores de ocasião, que vão a um ou  dois jogos no ano. Ou alguém acha que tem torcedor que compra ingresso para todo jogo?

Não quero aqui defender a bandeira dos preços, dizendo que são baixos, apenas não acredito que seja esse o motivo pelo ridículo público nos jogos do Avaí. Em uma comparação grosseira, experimentem ir a qualquer Shopping da cidade e fazer uma refeição (um lanche, vá lá). Se você estiver acompanhado de sua esposa e dois filhos, não gastará menos do que R$ 70,00 por uma refeição de menos de meia-hora. E isso não é chute, aconteceu comigo na semana passada. Meus dois pequenos comeram um horrível Mc Donald's enquanto eu e minha esposa preferimos um prato de massa. E a conta ficou nesse valor que mencionei. E quantas pessoas vocês conhecem que deixam de ir aos Shoppings por causa dessa extorsão? Todos pagam o preço normalmente sem reclamar, mas não levam horas no trajeto casa-shopping-casa.

Então alguém vem me dizer: "ah, mas contra o Corinthians vai encher". É claro, cara pálida. É o Corinthians, que até ontem era líder do campeonato. É o time com a maior torcida do Brasil. É o time que vem com Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno. Daí o mesmo interlocutor me questiona: "mas tu vai na Ressacada pra ver o Avaí ou os outros times?". Isso é hipocrisia, da braba. É óbvio que o torcedor vai lá torcer pro Avaí, mas tem a motivação extra de ganhar de um Corinthians, de um Palmeiras do Felipão, de um Flamengo com 5 títulos nacionais. Pro torcedor, essa figura passional, uma vitória dessas dá muito mais gosto do que uma goleada sobre o pobre Goiás do medonho Rafael Tolói. Não acredita? Vai dizer que não torce com mais gosto e vontade contra os "grandes"?

O mesmo raciocínio vale pra quem argumentar que "mas na Série B dava mais gente". Óbvio, mais uma vez. Era o gosto do novo, era a chance palpável de estar na elite que movia as multidões rumo ao sul da Ilha. E agora isso não existe mais, essa motivação não pode ser enfiada goela abaixo do torcedor comum. Hoje, estamos numa confortável quinta posição, sem maiores sobressaltos e enfrentamos um Goiás mal das pernas. Agora, aposto que se ao final do campeonato estivermos disputando uma vaga na Libertadores ou a tabela mostrar o Avaí no 16º lugar (toc, toc, toc) a Ressacada estará lotada novamente. A chance de terminar entre os melhores ou o medo de ser rebaixado trazem novamente essa motivação que supera até as irritantes filas. Mas agora, na 12ª rodada, de onde buscar essa motivação?

Então meus caros, parem de reclamar da Diretoria Avaiana. Sejam mais inteligentes e dirijam seus protestos para as pessoas que administram nossa cidade. Aproveitem que estamos em ano de eleições e façam valer sua vontade. Que dupliquem a Av. Diomicio Freitas, pelo menos até a Ressacada e então se regozijem com nossa praça de esportes novamente lotada e o caldeirão a pleno vapor. Fora isso, é tempo e discurso perdido. Vão reclamar pro Bispo.

Por que não Paraíba?

Embora o discurso da cúpula comandante avaiana seja no sentido de que o elenco do clube está completo, revelando ser improvável qualquer nova adição ao corrente plantel, qualquer observador que tenha assistido às últimas empreitadas do Leão é capaz de perceber que a contratação de uma ou duas peças seria de grande valia para o time do sul da Ilha.

Afinal, num meio-campo em losango, com três homens incumbidos de empregar marcação, como é o atual Avaí, além de uma boa quadrilha de bons titulares, demonstra-se igualmente necessário um bom banco de reservas. Ademais, sabe-se que alguns dos atuais titulares (leia-se Rudnei e Caio) tendem a apresentar desempenhos irregulares, o que agrava a necessidade de se reforçar o plantel.

Hoje, surge a notícia de que o São Paulo almeja emprestar o jogador Carlinhos Paraíba, que, contratado junto ao Coritiba, não vingou no tricolor paulista. O potencial destino do canhoto de 27 anos, como explica o globoesporte.com, é o Atlético Goianiense, lanterna do Brasileirão.

O jogador em questão, que já impressionara a torcida avaiana no ano de 2007, quando, jogando pelo Santa Cruz, apresentou-se muito bem nos gramados da Ressacada (fora apelidado de Marta, inclusive, em decorrência de sua cabeleira), cairia como uma luva às necessidades atuais do elenco: seja como terceiro homem de meio-campo ou como meia-atacante, o ágil Paraíba contribuiria e muito.

Carlinhos Paraíba esteve impedido de atuar regularmente pelo São Paulo devido às lesões que apresentou nos últimos tempos. Graças a esses problemas, também deixou de assinar contrato com o Goiás, equipe interessada em seus serviços.

Não seria o caso de o Avaí intentar a contratação do meia-cancha em tela? Caso se verifique sua aptidão física, não seria ele o homem perfeito para comandar o meio-campo avaiano?

O que significa a contratação de Lopes?

O que pode significar a contratação de um técnico como Antônio Lopes? A primeira vista, pode-se deduzir que algo deu errado no dito planejamento avaiano. O marido de Dona Elza foge totalmente ao perfil de treinador em que o Avaí está habituado a investir e foge ao perfil procurado pela diretoria após a saída de Silas, no ano passado.

Se Chamusca não foi demitido, a lógica - caso a Diretoria estivesse satisfeita com seu trabalho - era que o planejamento continuasse o mesmo, com um técnico jovem, em busca de afirmação. Se houve uma mudança de percurso é porque o plano de vôo precisou ser corrigido.

Zunino justificou via Twitter: "A escolha de um profissional como Antônio Lopes se faz necessário pelo momento em que saiu o Chamusca. Tem um currículo invejável”.

Em resumo, após inchar o elenco e não conseguir repassar jogadores durante a parada da Copa, o Avaí não tem dinheiro para contratações. O time caiu de produção e vamos para o Brasileirão com o que temos e não podemos correr o risco de cair. Apostar em Lopes é apostar na experiência, na mão firme do Delegado, no currículo invejável, na aura de ícone do futebol brasileiro para cativar os jogadores e remotivá-los. Lopes não é o papai Joel Santana, é o tio delegado, linha dura, mas amigo, que te leva ao campinho com um apito pendurado para que possas sonhar com o futebol.

Lopes é uma aposta na segurança, emboram não exista mais segurança de nada no futebol moderno.
Tag : ,

Dois estupros, uma via de escape

Na semana que passou duas notícias se espalharam como pólvora nas redes sociais : 1) o caso de estupro de uma menor de idade por três adolescentes, um deles filho de gente importante da mídia gaúcha no Estado; 2) o vídeo-confissão de Valdir Lodetti, vice-presidente da FCF que admite a farsa dos sorteios de árbitros no futebol catarinense.

O que os dois casos têm em comum? A denúncia se disseminou pelos porões da internet, o primeiro por e-mails anônimos, orkut, blogs, etc; e, o segundo, pelo Youtube e por blogs esportivos (vi pela primeira vez no blog de Rodrigo Santos).

Outro fator que une os dois casos é o estranho silêncio da grande mídia. Do estupro da menina, a RIC-Record chegou a fazer uma pequena matéria, vacilante e tímida, como quem se desculpa por estar tocando no assunto. Parece que neste final de semana saiu alguma coisa na Record nacional, mas não vi a matéria.

Da confissão de Lodetti, capaz de derrubar a Diretoria caso se respeitasse o Estatuto do Torcedor, nenhuma linha, seja nos veículos da RBS ou da Record, TVBV, SBT e demais mídias. Nenhuma linha nos sites esportivos de maior alcance, nenhuma linha nos sites dos times (supostamente os maiores lesados, além de nós, torcedores), nenhuma linha da Associação de Clubes (atualmente presidida por Zunino).

A única que se manifestou foi a própria FCF, que deu uma de Renè Magritte e disse que o que aparece no vídeo não é o que aparece no vídeo, como se vivêssemos num mundo alucinógeno, onde o que vemos e ouvimos não existe e o que lemos e assistimos na imprensa talvez não deva ser tão levado à sério.

Esta semana o jornalista César Valente escreveu um belo texto que fala sobre o papel das redes alternativas de informação em seu blog, De Olho na Capital, onde fala tudo o que eu gostaria de dizer aqui, só que com muito mais propriedade.

Entre outras coisas, os dois casos demonstram que apesar de todos os problemas suscitados no interior das redes sociais (sensacionalismos, rancores, xenofobia, fofocas, mentiras, imprecisões, recalques...) parece inegável que, sem a avalanche de tuíters, blogs, e-mails, tópicos no Orkut e similares, a Imprensa local, em especial as duas redes comerciais de comunicação que dominam o mercado, não se sentiriam pressionadas a falar sobre o caso. E, talvez, nem a autoridade policial se sentisse no dever de dar alguma satisfação no caso do estupro, ou a Federação no caso da farsa dos sorteios.

Como bem percebeu César Valente, os casos ajudam a consolidar a impressão de que não se consegue mais manter em segredo, por muito tempo, fatos relevantes. E que se a mídia não faz o seu serviço, as redes sociais aparecem como uma espécie de Charles Bronson a executar criminosos de madrugada na velha Nova York.

Sem querer superestimar sua importância, as redes sociais, mesmo que às vezes de modo inconseqüente, parecem ter o poder de dizer: o Rei está nu! A Imprensa está nua! Os jornalistas estão nus! A FCF está nua! A Associação de Clubes está nua! Avaí e Figueirense estão nus, apesar de insistirem em ainda achar que não...

Como diria o amigo Marcelo Herondino, queria tanto meu futebol inocente de volta...

Tag : ,

Copa da Hora: Agora não quero.

Na rotina das Notas Oficiais, eis que surge mais uma:

O Avaí Futebol Clube, atendendo os apelos dos associados, decidiu em reunião ocorrida nesta sexta-feira, liberar o acesso “gratuito” nas rodadas seguintes da Copa da Hora, aos sócios adimplentes com a Tesouraria do Clube. Portanto, nas partidas contra o Coritiba, neste sábado, às 21h30min, e contra o Grêmio, na segunda-feira, dia 5, o sócio “adimplente” terá acesso normal ao Estádio da Ressacada, bastando que apresente a carteira de sócio nos portões do Estádio.

O que aconteceu com a "viabilidade econômica" do torneio? Quem vai arcar com os prejuízos da Copa que ninguém quer ver? E o contrato, será rompido? O Avaí vai repassar algum dinheiro para a RBS? É verdade que o Avaí pagará para a RBS R$15 por cada sócio avaiano que entrar na Ressacada? A Copa tornou-se oficial? Por que esperaram o fim da primeira rodada para rever uma decisão óbvia? Queriam ter certeza que seria um fracasso? Já não era óbvio? Ou foi na base do "se colar, colou"? O que o Avaí ganhou com isso?

Anunciar que sócio não precisa pagar para ver o Avaí na Ressacada (não acredito que escrevi isso...) na véspera do protesto organizado pelos torcedores parece uma cartada oportunista de quem viu a cag*** que fez e quer colocar panos quentes, numa tentativa de impedir o crescimento da onda de insatisfação que tende a crescer conforme os últimos resultados negativos do time. Ótimo.

O Avaí acerta em voltar atrás, reconhecer o erro antes que ele tome proporções ainda maiores que afete a trajetória e a permanência do time na Série A. Voltar atrás na decisão é tentar impedir que o abismo que o Avaí cavou para si e que o separa de seu apaixonado torcedor continue a crescer a olhos vistos. Voltar atrás não é uma questão de "atender à apelos" e sim uma questão de sobrevivência.


No entanto, como numa relação conjugal, o estrago já está feito. O Avaí Futebol Clube traiu seus sócios e torcedores. A confiança está rompida. A insatisfação está instalada. O Departamento de Marketing terá que provar possuir o talento que até o momento não provou ter para reparar a traição cometida. Não acredito que tenham competência para isso, em virtude de suas ações ao longo de 2010. E não será a mera venda de camisas com desconto que retomarão o espaço perdido...


Só uma grande campanha em campo atenuará as insatisfações, afinal, este é o único remédio que o futebol conhece. Resultados em campo. Os equívocos extracampo da Diretoria só colocam mais pressão no time que entrará em campo para defender nossa permanência na elite.

Querem uma dica para uma nova nota oficial? Comecem pedindo desculpas aos torcedores. Não queremos que o Avaí "atenda nossos apelos" (como diz a nota), como quem faz um favor a torcida. Queremos o que é nosso. Copa da Hora? Agora não quero. Mas serei o primeiro a voltar à Ressacada na retomada do Brasileirão para conferir de perto como a minha parte na "socialização dos custos" está sendo aplicada dentro de campo.

Em resumo, uma decisão acertada da Diretoria, parabéns para quem tomou a decisão. Antes tarde do que nunca. No entanto, como reparar o desgaste causado?
Tag : ,

Caso Frédson: Não entendi Moisés Cândido

Competente, experiente, lúcido, Moisés Cândido dispensa apresentações e comentários, muito menos questionamentos sobre a qualidade de seu trabalho. No entanto, alguém pode me explicar a declaração do dirigente avaiano após a partida contra o Fluminense sobre a situação do volante Frédson?

Sobre o fato de não estar sendo aproveitado por Péricles Chamusca, Moisés declarou: "a primeira impressão é a que fica, e quando Frédson se apresentou aqui no Avaí ele se apresentou com um percentual de atrofia em relação de uma coxa para outra (...) de 13 % com relação de uma perna a outra, você entendeu? E ele não conseguia fazer as atividades dele, e dai automaticamente caiu, assim, num descrédito..."

Não, não entendi. Como assim se contrata um jogador a um custo mensal de 20 mil reais e não sabe que ele está machucado? Não foram feitos testes físicos e clínicos antes de sua contratação? Tenho certeza que sim, mas, então, qual é a diferença para o caso do Dinélson, que até o momento não tem condições de fazer suas atividades? Dinélson cairá também no descrédito?

Frédson já está recuperado e jogando. Dinélson ainda não. O DM avaiano vem se especializando em contratar jogadores machucados, pois apresentam um custo reduzido na aquisição. Foi assim que surgiram jogadores como Lé Gago, Marcinho Guerreiro, Leonardo, Frédson e agora estamos esperando por Dinélson, Marcelinho, entre outros. Portanto, não entendi a declaração.

Sabia-se sim que Frédson estava com o problema e mesmo assim o contrataram a um custo relativamente alto. Ele já está recuperado e joga a Copa SC. A justificativa para seu não aproveitamento é outra que não esta dita por Moisés Cândido. Qual é, não sei, mas esse tipo de declaração põe em dúvida o discurso do "Planejamento", o que não é bom.


Sabe-se que uma parte do elenco avaiano para 2010 foi montado antes mesmo da contratação de Chamusca e sem o aval do treinador. Isso foi reconhecido e declarado aos jornais pelo próprio Moisés , na semana em que apresentou-se o nome de Chamusca como técnico.


São coisas normais do futebol e da montagem de um grupo, o que estranho é que não me parece ético declarar para o mundo ouvir que a culpa, agora, é do jogador. Ou Frédson cometeu alguma falha extracampo ou houve erro em sua contratação, seja por falta de qualidade do jogador ou pelo preço que se paga. Não há outra justificativa, muito menos declarar que ele apareceu aqui machucado.

Para conferir a declaração de Moisés Cândido,basta adiantar até 5:38 do vídeo acima, produzido pelo Infoesporte.
Tag : ,

Jogo Limpo: por um futuro mais equilibrado


O Comitê Executivo da Uefa adotou nesta quinta-feira o 'jogo limpo' financeiro, que prevê o impedimento de clubes sem equilíbrio em suas contas e cujas sanções devem entrar em vigor a partir de 2014.

O 'jogo limpo' estipula que, para participar das competições europeias de futebol, os clubes não poderão gastar mais dinheiro do que arrecadam, para evitar a chamada "vitória dos gastos", quando os clubes se endividam para formar grandes equipes.

Pois, o que aconteceria se o Brasil adotasse o "Jogo Limpo"? Numa análise inicial, grosso modo, a decisão traria primeiro um equilíbrio financeiro maior para as equipes. Em segundo lugar, é necessário separar entre as dívidas ruins e as dívidas boas. Uma dívida ruim é aquela que te obriga a fazer um empréstimo (ou seja, uma nova dívida) simplesmente para quitar dívidas passadas, como as questões trabalhistas.

Até pouco tempo atrás ainda pagávamos o salário do Fossati, que recebia em dólar no final da década de 80. Recentemente tivemos o caso de um ex-volante que veio do Figueirense, não rendia em campo a água suja da louça e foi demitido após aprontar uma confusão num quarto de Hotel numa viagem. Foi demitido faltando um mês para seu contrato terminar e o resultado foi uma ação trabalhista que rendeu ao hoje ex-atleta quase R$1 milhão.

Essas são dívidas irresponsáveis, que só dilapidam os clubes (e os grandes do futebol brasileiro adoram contratar um medalhão, não pagar em dia e comprometer suas receitas futuras). Já as dívidas boas são aquelas relacionadas a investimentos, como ampliação do Estádio ou nas categorias de base.

Tais investimentos serão resgatados no futuro e a administração Zunino está dando um aula para quem quiser aprender. Além da competência, é claro, precisa-se citar os benfeitores que tiram dinheiro do bolso e colocam dinheiro no Avaí, sem juros, ou a juros abaixo do mercado. Zunino, novamente, encabeça a lista.


Outro ponto que merece ser destacado é que a medida do Comitê Executivo da Uefa, caso fosse aplicada no Brasil, seria um divisor de águas na relação Clubes X Empresários. Ela separaria o joio do trigo, os competentes seriam mais facilmente identificados e seu trabalho mais facilmente reconhecido.

É o caso de Luiz Alberto, da L.A. Sports e Moisés Cândido. Fazer um time competitivo com R$50 milhões por ano é facil, embora os grandes brasileiros sempre se compliquem com tanto dinheiro, (mesmo porque a corrupção corre solta e muitos dirigentes comem uma fatia do bolo ou lavam dinheiro sujo. Já vimos isso aqui perto, não é mesmo?). O difícil é fazer time competitivo com o orçamento do Avaí, sem dinheiro público ou de origem suspeita, só com o (pouco) dinheiro limpo que pinga todo mês em nossa conta.

Por isso, empresários como Luiz Alberto e dirigentes como Moisés Cândido, craques no que fazem, mineradores com olhar clínico para identificar veios de jogadores baratos e ainda inexplorados, com sede de vencer na vida, seriam ainda mais disputados a tapa no mercado.

Provavelmente não seremos campeões do Brasileirão 2010, embora nossa equipe tenha condições de brigar por uma boa posição. Nossa meta é não cair, pois permanecer na Série A é possibilitar planejar um futuro de glórias devido ao aporte financeiro que a primeira divisão nos possibilita.

Muitas vezes reclamamos de jogadores, reclamamos da falta de grandes nomes ou mesmo do alto valor que pagamos por manter um time Série A. Mas, na ponta desta equação está a relação Custo X Endividamento e o futuro responsável e sustentável de nossa paixão. Acho que oficialmente o "Jogo Limpo" não chega ao Brasil tão cedo, mas o Avaí já saiu na frente se manter esta postura de pés no chão e cabeça nas estrelas...

(Fonte: Globo Esporte. Foto: Rubens Flores.).

O ato falho de Fábio Koff

Notícia do Esporte Band: após ser reeleito presidente do Clube dos 13, Fábio Koff afirmou que é a favor da entrada de mais 20 times no Clube dos 13, elevando o número de agremiações para 40.

Koff afirmou que "os Clubes da Série B e também os Clubes da Série B que estão na Série A" - em referência à Atlétigo-GO, Avaí, Grêmio Prudente e Ceará - serão convidados.

Aí eu pergunto: existem clubes da Série B que estão na Série A? Então, há uma naturalização do status quo das equipes e há times que mesmo que estivessem na Série C são da Série A e que mesmo na Série A são da Série B? As vagas não são conquistadas no campo e sim na camisa que vestem?

Esse pequeno ato falho de Fábio Koff, que poderia passar despercebido, demonstra bem o pensamento pequeno, corporativista, subdesenvolvido e anti-ético de Fábio Koff e das ditas "elites" do futebol brasileiro. Demonstra também que Fábio Koff, até quando agrada (se confirmada a decisão deve diminuir um pouco o abismo entre os clubes), fala bobagem.

É esse tipo de pensamento de Fábio Koff - que naturaliza hierarquias e hegemonias - que permite janelas e viradas de mesa no futebol. Não por coincidencia, é este mesmo Fábio Koff que interviu decisivamente para abrir a janela usada pelo Figueirense quando invadiu a Série B pela porta dos fundos.
Pobre Saulzinho...
Tag : ,

Conselheiro porque paga mais.

O Avaí Futebol Clube, regido pela batuta do senhor João Nilson Zunino, é também avalizado por um seleto grupo que paga 230 reais por mês para ter direito a duas cadeiras nas arquibancadas sociais da Ressacada, assim como estacionamento e uma coisinha menos importante, ao menos na prática, pelo que vimos em 2010: poder de voto.

Quando surge algo de grande poder de impacto no futuro do Avaí, somente quem pode votar pela aprovação ou pelo veto das propostas do "executivo", aquele regido pelo senhor Nilson Zunino, é o Conselho Deliberativo. Missão que inclui dar o parecer sobre as contas do ano que passou e também avaliar as medidas para as contas do ano em vigência fechem. Logo, não tenha dúvidas: os novos planos de associação, junto com seus preços absurdos, passaram pela aprovação Conselho.

Portanto o Conselho Deliberativo não poderia ser feito por qualquer pessoa com condições de pagar 230 reais mensalmente ao Clube.

Sinceramente, não necessito nem de argumentos fortes, é algo muito intuitvo. Pense rapidamente, demoradamente, como quiser: a torcida avaiana é imensa. Todas as classes sociais fazem parte dela. Todos são afetados pelas decisões administrativas que passam pelo crivo do Conselho Deliberativo.
Assim, os integrantes do Conselho deveriam ser eleitos pelos sócios.

OU NÃO?

As respostas mais pertinentes serão anexadas ao post principal para fomentar a discussão.

Efeito borboleta

"Efeito Borboleta" é um termo que tem relação com a Teoria do Caos. Segundo a Wikipédia, uma alegoria comum para essa teoria é: "o bater das asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo". Em outras palavras, um acontecimento aparentemente insignificante pode ter consequências imprevistas. Há inclusive um ou dois filmes sobre o assunto.

Muito bem, e onde quero chegar com esse papo? Simples: na segunda rodada do turno do campeonato catarinense, fomos jogar contra o Juventus em Jaraguá do Sul. Na época, com time B, o empate foi considerado um bom resultado, já que os reservas estariam "entregando" quatro pontos para o time principal estrear na rodada seguinte.

Pois bem, um acontecimento insignificante, mas que mostrou suas consequências depois. Por causa desse empate, o Avaí teve que decidir o turno na Arena Joinville e o final todos sabemos. Não estou dizendo que venceríamos se o jogo fosse na Ressacada, mas as chances seriam bem maiores. O pobre Juventus conseguiu apenas dois pontos no turno: esse contra o Avaí e outro na última rodada, contra o Atlético-IB, que tirou dos atleticanos a chance de ficar em segundo e decidir a semifinal em casa, onde haviam goleado o Avaí poucos dias antes. Como resultado, levaram uma sapatada em Florianópolis e foram eliminados.

Vou mais longe: SE tivéssemos vencido o fraquíssimo Juventus lá, nossas chances de ganhar o turno seriam maiores. Poderíamos poupar jogadores no returno, poderíamos preparar melhor o grupo para a Copa do Brasil, onde um dos possíveis adversários futuros é o Grêmio, de Paulo Silas. Esse mesmo Grêmio venceu o turno do campeonato gaúcho e pode se dar ao luxo de poupar o time para a Copa do Brasil. Já o Avaí, graças àquele empatezinho sem vergonha em Jaraguá, não pode...

Pra terminar, o alerta que quero deixar: nunca subestime qualquer partida, por mais fraco que seja o adversário ou insignificante que seja o jogo. Lá na frente, uma vitoriazinha aqui ou um golzinho a mais de saldo ali podem - e vão - fazer a diferença. Amanhã, receberemos o Juventus na Ressacada. Se a lição foi bem aprendida, é dia de vencer e bem, atacando e se esforçando até o último minuto de jogo, sob pena de vermos um novo "efeito borboleta" pelos lados do sul da ilha.
Tag : ,

- Copyright © vidAvaí - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -