Postado por: Marcelo Herondino Cardoso julho 15, 2010


Escrevi ontem nesse espaço que não sabia o que o Avaí iria apresentar em terras paulistas, no duro recomeço do Brasileirão. Mas que esperava, ao menos, uma postura de time que quer algo maior, que não se contenta com as migalhas que lhe estão sendo atiradas, mais ou menos como era o Avaí de 2009.

Pois, grata surpresa (confesso), vimos nessa fria noite de quarta-feira um time ajustado e compacto, que conseguiu o improvável: derrotar o poderoso São Paulo em pleno Morumbi. E não foi um "mistão" do São Paulo, não senhor. Foi o time COMPLETO, com Rogério Ceni, Dagoberto, Hernanes, Fernandão e cia. Um resultado que nos enche de orgulho e dá tranquilidade para organizar o que for necessário. De qualquer forma, como não gosto de analisar apenas resultados, vamos ao que foi o desenho de São Paulo 1 x 2 Avaí.

PRIMEIRO TEMPO

Começamos num falso 4-4-2, com Robinho fazendo mais as vezes de meia do que atacante. Como era de se esperar, o time paulista tentou tomar conta do jogo, enquanto o Avaí ficava todo atrás, como se estivesse analisando o adversário. A impressão dos primeiros minutos era que teríamos um jogo de ataque contra defesa, com o adversário inteiro no nosso campo. Ainda que a zaga e os homens de contenção do meio fizessem bem o seu papel, não havia uma saída de bola consciente, o que começava a sobrecarregar nosso sistema defensivo. Para piorar, recebemos cedo cartões com Eltinho, Caio e Gabriel, o que levava a acreditar numa noite adversa. Até que surgiu o velho contra-ataque em velocidade, quando Roberto por pouco não abre o placar. Parece que esse lance deu mais confiança ao time, que viu que o bicho não era tão feio como haviam pintado, começou a tocar a bola e envolver o São Paulo, que de prático pouco criou. Apesar de ter melhorado no jogo, o Avaí também não criou mais nada e fomos em branco para o intervalo.

SEGUNDO TEMPO

Foi quando começou a aparecer o conhecimento de Antônio Lopes. Com o time saindo um pouco mais, começamos a criar oportunidades até o gol de abertura do placar com Roberto. Sim, é verdade que o chute de Patrick saiu errado, mas a bola morreu no fundo do gol. Estava aberto o caminho da vitória. Com a saída de Robinho, o time ficou ainda mais forte no contra-ataque e marcou logo o segundo com Vandinho em passe de Roberto. Já era metade do segundo tempo e a vitória estava bem encaminhada. É claro que do outro lado estava o grande São Paulo, que ainda diminuiu com Hernanes, mas o time avaiano conseguiu suportar bem a pseudo-pressão paulista, que se limitou a alçar bolas na área e chutar de longe, para tranquilidade do excelente Renan.

OS PONTOS POSITIVOS

Os três pontos, é claro; As atuações de Renan (sim, temos um goleiraço), Marcinho Guerreiro, Eltinho e Roberto; O contra-ataque mortal.

O QUE PODE MELHORAR

A síndrome de time pequeno, que embora em menor escala, ainda parece assombrar nosso time. Parece que não conseguimos acreditar que estamos na Série A e não de passagem; Caio, que continua alternando altos e baixos no mesmo jogo; Róbson, que está aquém do restante do time.

O QUE NÃO DEU PRA ANALISAR

Precisamos ver como será o Avaí jogando em busca de vitória, como deve ser nos jogos na Ressacada. Qual será a estratégia do delegado para esse tipo de jogo?

O QUE FALTA CORRIGIR

O excesso de faltas e de cartões recebidos. Tivéssemos um árbitro mais rigoroso e talvez não conseguíssemos chegar ao final do jogo com o time completo.

A COMEMORAR

O fim da "maldição", certamente. Que torcedor não pensou, quando saiu o gol do São Paulo: "puxa vida, vamos sofrer o empate DE NOVO?". Depois de várias vezes termos cedido o empate após estar vencendo por dois a zero, parece que conseguimos espantar esse fantasma.

No frigir dos ovos, uma ótima estreia do "Avaí de Lopes". Parabéns, delegado!

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